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Servilismo à frente ampla

Fim dos atos: esquerda abaixa as calças para a frente ampla

Para barrar a palavra de ordem "Lula Presidente", esquerdistas da frente ampla querem acabar com os atos Fora Bolsonaro.

Ciro Gomes tenta discursar enquanto é amplamente vaiado na Avenida Paulista. – Foto: Reprodução.

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Desde que o bloqueio aos atos da esquerda foi definitivamente rompido dentro da esquerda, pipocaram “líderes” para o movimento Fora Bolsonaro. O esforço consistente do PCO e dos Comitês de Luta, que realizaram diversos atos em 2020 e no começo de 2021, culminou com um grande e combativo ato de 1º de maio na Praça da Sé.

As “lideranças” que tentam afundar o movimento desde o começo

A partir daí, a esquerda teve que sair de casa para acompanhar o movimento popular e foram chamados os atos de 29/5. O público estava só esperando pelo sinal e a adesão foi muito ampla. Os carreiristas e oportunistas em geral da esquerda pequeno-burguesa despertaram do longo sono da quarentena ávidos por fazer uso particular das mobilizações.

Para agradar a direita e a imprensa golpista, estimularam o uso do verde e amarelo ao invés da cor tradicional da luta popular, o vermelho. Em seguida, tentaram empurrar goela abaixo a infiltração da direita nas ruas, incluindo nada menos do que o PSDB, que governa o estado de São Paula com mão de ferro há décadas e vendeu tudo o que pode do patrimônio nacional nos 8 anos em que controlou o governo federal.

Outro problema introduzido por essas “lideranças” foi o marca desmarca dos atos. Sem consultar as bases e sem levar em conta a revolta popular, procuraram marcar os atos com intervalos maiores do que 30 dias. Em uma dessas ocasiões, em sintonia com o circo da CPI da pandemia, fizeram uma convocação relâmpago para um ato no meio do longo intervalo estabelecido anteriormente.

Essa falta de transparência e organização independente foi um fator importante para esfriar os atos, pois o quanto mais complicada for a convocação, menos alcance ela terá para a ampla maioria da população. Um dos atos em São Paulo, por exemplo, foi marcado para local diferente daquele onde vinham ocorrendo as concentrações.

Para coroar os esforços dessa esquerda pequeno-burguesa, apareceram porta-vozes informais do movimento no jornal golpista Folha de S.Paulo. Para tentar influenciar a opinião dos manifestantes fazendo uso do poder de alcance dos monopólios da comunicação, essas “lideranças” expuseram opiniões que jogavam para baixo as mobilizações: “as pessoas estão cansadas dos atos”, “é preciso esperar um fato novo da CPI antes de chamar novos atos” e coisas do tipo.

O fracasso da frente ampla nas ruas

Mesmo com todas essas manobras, as mobilizações da esquerda seguiram adiante e atropelaram diversas dessas tentativas de manipulação já citadas. O verde-amarelismo foi ofuscado pelo Bloco Vermelho, a infiltração da direita nas ruas foi bloqueada por militantes do PCO e do PT em 3 de julho, as tentativas de expulsar o PCO da organização dos atos falhou e nem o super equipado carro de som contratado para 2 de outubro conseguiu abafar as vaias contra o abutre Ciro Gomes e os representantes do PSDB.

Antes do dia 2 de outubro, o MBL chamou um ato que se tornou um comício eleitoral da terceira via em 12 de setembro. João Doria, Ciro Gomes e todo tipo de ratazana da direita golpista deram uma clara amostra da sua nulidade no que diz respeito a mobilizar a população. Com todo o poder econômico do qual dispõem, incluindo inúmeras matérias na imprensa burguesa estimulando as pessoas a comparecer ao ato, conseguiram juntar um punhado de fascistas e outros confusos no vão livre do MASP.

Seu fracasso foi coroado na manifestação seguinte, chamada pela esquerda. Ignorando a disposição natural da militância de esquerda, figuras como o presidente do PSOL convidaram abertamente a direita anti povo ao ato, inclusive com espaço para falar no carro de som. Além das vaias puxadas pelos militantes do PCO e ecoadas pela maior parte dos manifestantes, Ciro Gomes saiu correndo após descer do caminhão de som para não apanhar de militantes que haviam sido agredidos por um de seus capangas. Em outro ponto do ato, militantes anarquistas rasgaram uma enorme faixa verde e amarelo levada por frente-amplistas.

Ciro Gomes, o aliado dos anti petistas

A reação natural dos manifestantes contra o oligarca, dias após o mesmo chamar Lula de canalha, foi duramente sentida pelos setores mais alinhados com a farsa da frente ampla. Jones Manoel e Guilherme Boulos, entre outros, se solidarizaram com o “coronel”. Ele próprio propôs cinicamente uma “trégua de Natal” que beneficiaria a luta contra o governo Bolsonaro.

Como era de se esperar desse bravateiro profissional, ele mesmo rompeu essa trégua em pouquíssimo tempo e passou a atacar novamente Lula e Dilma com base em absolutamente nada. Como também era de se esperar, aqueles que ficaram tão sentidos com a rejeição popular a Ciro, não demonstraram a mesma empatia pelos quadros petistas. Contra o PT vale tudo, contra os golpistas não vale nada.

A nova tentativa de afundar a mobilização

Como fizeram outras vezes, os coveiros do movimento Fora Bolsonaro apareceram na Folha de S.Paulo para desestimular os manifestantes. Após a frustração com a reação popular à presença da direita dos seus atos, a esquerda frente-amplista tenta vender a tese de que nem com todo o esforço que fizeram pela “ampliação” os atos cresceram.

Mas ora, essa “ampliação” foi justamente um fator negativo para a mobilização. Que trabalhador suficientemente engajado para ir às ruas contra o governo quer ao seu lado seus próprios carrascos locais? A frente ampla introduziu um fator que enfraqueceu as manifestações e agora quer aproveitar para enterrar o movimento.

Por fim, é importante pontuar que o grande problema a ser combatido pela frente ampla é a candidatura de Lula à presidência em 2022. Não por acaso, tentaram sem sucesso proibir as faixas “Lula Presidente” em 2 de outubro. Agora que até bolsonaristas como Alexandre Frota e MBL fazem uso da palavra de ordem Fora Bolsonaro, é evidente que a pauta necessita evoluir e a palavra de ordem que separa o joio do trigo é Lula Presidente.

A tentativa de enterrar o movimento é uma manobra para calar os gritos de Lula Presidente nos atos. Mais sonoros até que as vaias aos golpistas no dia 2 de outubro foram os gritos de “olê olê olê olá Lula Lula” e “Brasil urgente: Lula presidente”. Quem conspira com a direita para ofuscar Lula apoia a consolidação do golpe de estado de 2016 com a terceira via.

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