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Fascismo se combate nas ruas

Um primeiro balanço dos atos bolsonaristas e da esquerda

Na Paulista a liderança da extrema-direita levou 100 mil pessoas nas ruas, no Anhangabaú faltou Lula para que expandisse a mobilização

O fascismo levanta a cabeça, é preciso mobilizar os trabalhadores – Reprodução

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Neste dia 7 de setembro uma importante mudança na qualidade da luta política brasileira ocorreu. Nas ruas, bolsonaristas, defensores do fascismo e da ditadura, e trabalhadores, defensores da luta contra o golpe e da candidatura de Lula, se mobilizaram em manifestações antagônicas em todo país, e inclusive no exterior.

Os atos fascistas

Os bolsonaristas realizaram fortes manifestações, colocando centenas de milhares de fascistas nas ruas, com um alto financiamento de uma parcela da burguesia golpista e com a presença massiva da classe média de extrema-direita.

Nestas manifestações, um outro fator de grande importância para a luta política no país foi constatado. De maneira aberta, pela primeira vez desde o início das manifestações fascistas em torno de Bolsonaro, a Polícia Militar, Guarda Municipal e inclusive combatentes do exército participaram em bloco das manifestações fascistas.

Nos registros encontrados das mais diversas caravanas no país, que se organizaram principalmente rumo a Brasília e São Paulo, milhares de policiais militares estavam registrados. A situação era clara, a base dos aparatos de repressão está com Bolsonaro, e como não bastasse, representa a verdadeira militância fascista da extrema-direita, uma militância armada e organizada.

Em relação a estas manifestações, setores da esquerda pequeno-burguesa passaram a levar a política ilusória de que os atos bolsonaristas haviam sido um completo fracasso. A ideia por de trás desta posição está no suposto golpe que Bolsonaro estaria preparando para o 7 de setembro, o que na prática ficou claro que não passava de uma mobilização voltada para garantir a sua candidatura em 2022, contra as pressões da burguesia. Com esta ilusão, setores da esquerda pequeno-burguesa passaram a dar como fato um suposto fracasso da extrema-direita e o início de um período de “resposta das instituições”. A confiança no STF e nos seus ministros custou muito à esquerda no passado, contudo, esta confiança que os mesmos golpistas que prenderam Lula serão responsáveis por conter o fascismo, permitirá que a mobilização fascista apenas aumente de tamanho.

Como pode ser visto o SFT assumiu, após os atos fascistas, uma posição acuada. A imprensa burguesa, defensora da candidatura de Doria, ataca Bolsonaro, contudo em um claro sentido eleitoral.

A resposta de Bolsonaro

Bolsonaro com estas manifestações, deu uma resposta à altura a todo o setor da burguesia que defende a candidatura da terceira via no lugar da sua em 2022. Esta manifestação foi uma manifestação defensiva, uma resposta à pressão sofrida, contudo poderá facilmente evoluir caso por parte da esquerda não haja uma resposta suficiente, pois como visto, as instituições e a burguesia não pararão Bolsonaro e sua militância fascista.

Do outro lado as manifestações da esquerda foram preocupantes. Aumentaram em relação ao dia 18 de agosto, mas isso não significa muito coisa uma vez que naquela data houve uma completa sabotagem. Houve todo um boicote com toda a covardia apresentada por uma parcela das direções, que sequer queriam sair às ruas no mesmo dia que os bolsonaristas. Os atos enfim aconteceram, em mais de 200 cidades em todo Brasil, mas apenas em São Paulo houve algo digno de nota.

O ato de São Paulo reuniu pouco mais de 10 mil pessoas. O ato foi praticamente desconvocado por um amplo setor da esquerda que aceitou imposições golpistas da direita comandada por Doria, como por exemplo limitar o ato a um pequeno espaço do Anhangabaú. Para se ter um balanço mais concreto desta ditadura, o vale do Anhaganbaú foi totalmente cercado por Doria, impedindo qualquer militante de entrar e restringindo a mobilização para a parte de trás do local. 

Todas estas restrições se dão após Doria liberar Bolsonaro e sua militância a se manifestar na Avenida Paulista, proibindo a esquerda de se mobilizar no principal ponto da cidade. Além disso, Doria definiu que faria revista dos militantes na manifestação. O que apenas não ocorreu graças aos protestos do Partido da Causa Operária (PCO) que lançou nota oficial contra a ditadura do governador de São Paulo e outras organizações que durante a manifestações se somaram contra o governador.

O povo quer sair às ruas para lutar contra o fascismo

Mesmo com toda esta campanha, milhares de pessoas foram ao Anhangabaú mostrando uma compreensão da importância de mobilizar contra o golpe. No entanto, setores defensores da frente ampla continuaram a defender na manifestação a política de ampla aliança, com estes setores que não apenas não querem derrubar Bolsonaro, como também querem esmagar a mobilização dos trabalhadores. Esse é um dos motivos pelos quais o ato em São Paulo, mas também principalmente em todo o Brasil, ficou extremamente aquém do possível: em sua política de ficar a reboque da burguesia, a esquerda se acovardou e não mobilizou o povo.


O ato em si “foi bem combativo, com gritos por Fora Bolsonaro e Fora Doria, além da defesa da candidatura de Lula”, afirma ao DCO Antônio Carlos Silva, Dirigente Nacional do PCO

Na Paulista a liderança da extrema-direita levou mais de 100 mil pessoas nas ruas. No Anhangabaú faltou Lula para que expandisse a mobilização e mostrasse um claro caráter de combater à direita ─ se Lula tivesse anunciado sua participação e participado, certamente o ato teria multiplicado de tamanho.

Faltou novamente a convocação das bases dos trabalhadores, nas fábricas, locais de trabalho etc. A burocracia sindical não mobilizou este setor, no entanto, participaram algumas caravanas vindas de locais como ABC e do interior do estado, ligadas aos sindicatos. Isso não ocorreu no restante do País.

Todos estes fatores comprovam que o povo quer se mobilizar contra o fascismo, contudo, para isso ocorrer é preciso que sobretudo a CUT e o PT assumam a frente do movimento em uma séria convocação dos trabalhadores, para nas ruas barrar a extrema-direita e derrotar o golpe. É preciso reunir imediatamente a direção do movimento para discutir friamente o resultado dos atos e reorganizar o movimento pela base a fim de impedir que boicotes vergonhosos como esses voltem a ocorrer e para ampliar o movimento com os trabalhadores participando em peso.

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