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Imperialismo

Quem é a Ford, que financia Boulos?

A Ford é uma das principais empresas imperialistas do mundo

A Fundação Ford esconde a verdadeira função dos capitalistas – Reprodução

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Rafael Martarello, simpatizante do PCO, especial para o DCO

Quem é a Ford? Na trilha do financiamento por trás de Boulos

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Na semana passada, em uma bombástica reportagem, foi realizada a cartografia do suporte burguês à figura política de Guilherme Boulos. Um dos elementos exibidos é o financiamento da Ford ao Fundo Brasil e esse por sua vez aos comitês populares contra a Copa de Boulos.

Mas quem é a Ford e o qual tem sido sua atuação dentro da luta de classes?

Este texto buscará apresentar o lado sombrio da Ford e o papel desempenhado pela Ford na colaboração com o imperialismo americano no pós-guerra por meio sua fundação. 

O Nazismo e a 2º Guerra Mundial

Henry Ford, ícone do empresariado estadunidense, foi o fundador da Montadora Ford e um entusiasta antissemita, especialmente contra judeus. Sua atividade antissemita se iniciou antes mesmo do início da carreira política de Adolf Hitler. Henry Ford usava do seu jornal impresso (O Dearborn Independent) para divulgação de artigos antissemitas, ele também impossibilitava que seus trabalhadores judeus tivessem cargos administrativos, e posteriormente promoveu filantropia e ações de apoio ao nazismo. 

Ford é conhecido como o primeiro grande financiador do partido nazista, o primeiro registro de transferência data o ano 1922. Em termos simples, é o financiamento para a influência da vida política de um país estrangeiro, semelhante aos suportes denunciados pela matéria anterior.

Ford também em seus termos foi uma inspiração para Hitler. Sua relação com Hitler era tão profunda que Henry Ford chegou a ser condecorado com a medalha nazista (Grã-Cruz da Águia Alemã) e a ser citado no Minha Luta (Mein Kampf), livro de autobiografia de Hitler.

Durante a Guerra, a Ford prosseguiu fazendo negócio com os nazistas, enquanto de outro lado negou apoio produtivo aos Aliados. Na colaboração com o esforço de guerra nazista com o envio de peças para caminhões de infantaria e para aviões de bombardeio, desenvolveu veículos e artigos para guerra. Além disto, a Ford usou mão de obra escrava na Cidade de Colônia e de Auschwitz, onde houve mais de 1 milhão de mortos. 

A reparação dada pela Ford ao fundo de compensação dos sobreviventes do trabalho escravo da era nazista, foi realizado em 1998, sendo ela a última empresa a aceitar contribuir. Essa contribuição só foi realizada após a publicidade negativa recebida após ter se recusado a contribuir. O valor doado foi de 13 milhões de dólares aos mais de 1,2 milhões de sobreviventes, cerca de 10,8 dólares por sobrevivente. Um ótimo negócio para a empresa capitalista.

Notável Industrial

A respeito da fama industrial de Ford, pelo desenvolvimento do método de linha de montagem para produção em massa de automóveis, precisamos citar o real conteúdo de classe deste eficiente método de produção.

O fordismo é uma forma de dominação hegemônica do capital que coloca o trabalhador em situação de extrema subordinação ao ciclo de reprodução capitalista. Este método é operacionalizado por meio de um processo altamente controlado, padronizado e repetitivo, que especializa o trabalhador a uma única tarefa de forma a retirar totalmente seu conhecimento, sua autonomia, seu significado, sua segurança laboral, sua autenticidade, etc. 

Ford ainda era um fervoroso antissindicalista que para legitimar sua repressão aos trabalhadores não promovia só histeria contra comunistas e sindicatos, ele chegou a contratar o Pinkerson Agency, uma famosa milícia armada para agir de forma truculenta contra o movimento operária (estilo a série Damnation da Netflix), e também empregou métodos de espionagem e policiamento privado a vida dos trabalhadores.

Esse fato também explica a proximidade de Ford com os nazistas que tomaram o controle dos sindicatos, prenderam líderes sindicais, roubaram bens de sindicalistas, e obrigou indiretamente os trabalhadores sindicalizados contribuir com o partido nazista. 

Não há dúvidas que comparado com Henry Ford o Borba Gato é tão maléfico quanto a Peppa Pig.

O Pós-Guerra da Ford

Henry Ford morreu logo após a segunda guerra mundial, mas o legado da sua corporação prosseguiu de envolvimento na política interna de países e de práticas sinistras prosseguiu. Citaremos vários escândalos envolvendo a empresa.

Com o final do pós-guerra e a derrota nazista a Ford migra e passa a dar apoio as ações e estratégias do imperialismo americano. Há uma farta quantidade de provas da conexão entre a CIA e a Ford, principalmente na rotação entre funcionários da Ford, CIA e Departamento de Defesa dos EUA. Estas ações atualmente se manifesta no seu suporte a projetos identitários e em organizações da sociedade civil que seguem sua agenda.

Como resultado, a Ford também é uma conhecida colaboradora de ditaduras. Tanto na ditadura brasileira, quanto na Argentina, a Ford delatava sindicalistas colaborando para a perseguição do regime ditatorial. Particularmente no caso do Brasil, a Ford doava subsídios para o DOI-CODI, inclusive estando na esteira da criação deste órgão na Operação Bandeirante.

O primeiro é o caso do Ford Pinto, um veículo que explodia ao ser submetido a uma colisão traseira. A montadora estava ciente dos riscos – havia realizado uma análise minuciosa dos gastos estimando indenizações com mortes e ferimentos -, entretanto como a estimativa de lucro era maior, decidiu comercializar mais de um milhão de veículos.

Há diversos casos semelhantes de irresponsabilidade humanitária e de manipulação em teste emissão de poluente da empresa.  O caso dos pneus Firestone e do Ford Explorer, no qual ocorriam capotamentos causados pela separação da banda de rodagem, e o caso de Defeito na Transmissão da Ford, na qual a empresa ciente dos defeitos a empresa não quis gastar 0,03 dólares para solucionar o problema e se articulou para não fazer o recall resultaram em centenas de acidentes e mortes. 

Há uma infinidade de casos negativos que envolvem a montadora que não se restringem às dimensões mencionadas, há, e recente saída do Brasil após a Ford receber bilhões em incentivos fiscais, explorar trabalhadores por um século e querer demitir irresponsavelmente os trabalhadores.

O identitarismo fordista

As concessionárias da Ford realizaram até 2005 uma prática discriminatória de empréstimos para minorias, milhares de consumidores negros. Basicamente, os revendedores inseriam uma taxa maior do que a instituição financeira oferecia e embolsavam a diferença. A prática ocorria por meio de uma divisão da Ford Credit que gerenciava os empréstimos (Primus Serviços Financeiros Automotivos). 

Já em 2017 a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos Estados Unidos descobriu que em duas instalações da Ford, mulheres e funcionárias afro-americanas eram sujeitas ao assédio sexual e racial. 

Conclusão

A ascensão de Hitler e as consequências do nazismo têm como variável explicativa a influência da Ford. Esta corporação é diretamente responsável por centenas de milhares de mortes, mutilações e sequelas físicas e psicológicas. 

A Ford, na busca incessante pelo lucro, não mediu esforços para intensificar a repressão e exploração aos trabalhadores, para financiar ao nazismo, para atacar a democracia, e para oprimir minorias étnicas e de gênero. Fatos estes que não incomodam o identitarismo.

Historicamente, a Ford tem atuado como bastião do imperialismo, colaborando na desmobilização dominação e estamagamento do movimento operário, na desestabilização de governos populares e no uso de recursos governamentais de forma avessa ao desenvolvimento nacional para fortalecer a dominação estrangeira.

É inacreditável que setores da esquerda permaneçam em aliança com esta organização. Claro que os identitários não vão morder a mão da Fundação Ford que os patrocinam, somente vão continuar a abanar o rabo a cada publicidade empoderada.

Não é de hoje que parte do PSOL desenvolve posições e a agenda do imperialismo, anteriormente, considerávamos um erro de análise política. Conforme seguimos o rastro do dinheiro, fica evidente que determinados líderes estão imbricados com os capitalistas e conduzindo a militância para o abismo da luta de classes. 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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