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Sabotagem dos atos

Objetivo da frente ampla sempre foi acabar com as manifestações

Verde e amarelo, atos "simbólicos", aliaça com a direita — todos esses fatores foram utilizados para acabar com a mobilização e reprimir o povo mais uma vez

A esquerda deve organizar e mobilizar o povo para fazer mobilizações que sejam realmente efetivas contra Bolsonaro – Foto: Arquivo

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Quando a pandemia veio, a esquerda pequeno-burguesa apresentou uma paralisia inimaginável, abandonando a política e deixando o povo à revelia das decisões da burguesia. A situação piorava dia após dia e, mesmo no governo Bolsonaro, aqueles que são responsáveis por mobilizar e organizar o povo para reivindicar seus direitos ficaram em casa, escondidos embaixo da cama, sem perceber que essa era a política da direita.

Os trabalhadores não pararam de trabalhar e os patrões não pararam de lucrar. Da mesma maneira, o Partido da Causa Operária não parou de protestar e de lutar pelos direitos da população, sempre realizando panfletagem, atos e outras atividades, reforçando que a política não espera.

Eis que a direita continua atacando o povo e a situação chega num patamar tão alto que esse setor da esquerda, que antes estava escondido em casa, decide sair às ruas após mobilizações bem sucedidas realizadas pelo PCO, que indicavam o clima de radicalização da população.

Os atos começaram a crescer e o mar de pessoas era vermelho, com todos clamando pelo Fora Bolsonaro. A cada manifestação marcada e realizada, o número de manifestantes aumentava e a burguesia já começava a apresentar sinais de incomodação. Apesar disso, esse setor da esquerda pequeno-burguesa, que não havia saído de casa até ver que a população estava cansada e tinha começado a se mobilizar, decide aplicar uma de suas manobras malucas e iniciar o afundamento dos atos.

Tudo começou no dia 29 de maio. As manifestações ocorreram bem e, apesar de um ou outro elemento pelego contestar se os atos deveriam ser feitos durante a pandemia, outro ato foi marcado para o dia 19 de junho — este último foi marcado pelos ataques da imprensa burguesa, que afirmou que os atos deveriam ter mais verde e amarelo e precisariam englobar também a “direita anti bolsonarista”.

Este teria sido apenas mais um ataque da burguesia para fomentar a desmobilização e o peleguismo, algo que poderia ser contornado pela esquerda, que, por sua vez, iria seguir com sua política. Entretanto, aquele mesmo setor que no início se recusava a sair de casa e lutar pelo direito da população, agora começava a concordar com veículos como Globo, Estadão e Folha, montando todo um esquema para montar uma frente ampla com a direita para as próximas mobilizações.

Uma das primeiras expressões disso foi o tal “super pedido de impeachment”, realizado no dia 30 de junho, quando essa esquerda frente amplista rapidamente abandonou a luta nas ruas e decidiu, em vão, fazer um “grande” ato simbólico para entregar um pedido de impeachment das organizações de esquerda em conjunto com elementos como Kim Kataguiri (MBL), Alexandre Frota (PSDB) e joice Hasselmann (PSL) — o pedido foi entregue e engavetado, assim como as dezenas de outros entregues anteriormente.

Apesar disso, o ato abriu uma brecha que a burguesia soube aproveitar. Uma vez que a esquerda frente amplista já estava disposta a se aliar com o próprio Bolsonaro para derrubar Bolsonaro, foi iniciada uma campanha para inserir a direita nos atos. PSDB, PSL, PV, Novo, Verde, MBL — todos esses e diversos outros partidos e movimentos foram convidados para os próximos atos, fato que foi decidido arbitrariamente, sem consultar as bases. 

No ato do dia 03 de julho, o PSDB, ou pelo menos uma pequena área deste, decidiu agrupar algumas pessoas para enviar aos atos. Lá, eles foram recebidos carinhosamente pela população a chutes e socos, o que demonstrou sua impopularidade. As direções pelegas perceberam que estavam perdendo o controle das manifestações e começaram a jogar contra isso. Logo a campanha da imprensa contra os atos se intensificou, e a esquerda pequeno-burguesa, em vez de esclarecer que a direita é inimiga do povo e que elementos como PSDB, PSL e todas as outras organizações já citadas estão ao lado de Bolsonaro, entra em coro e começa uma operação de inserção da direita nos atos.

Esse setor da esquerda então deu uma guinada fortíssima à direita. Além de chamar a direita para os atos da população, agora também estavam se vestindo como eles e, em um dos últimos atos chegaram até mesmo a propor o canto do hino nacional. O verde e amarelo tomou os panfletos de convocação e as camisetas e bandeiras dos dirigentes, sendo difícil diferenciá-los de um elemento do PSDB.

Um dos passos finais foi o distanciamento dos atos. Apesar da sabotagem, a população continuou comparecendo e por vezes expulsando os elementos da direita que tiveram a cara de pau de aparecer na manifestação do povo. Dito isso, a direção dos atos, que tomou diversas decisões arbitrariamente e ninguém sabe direito quem participa ou como funciona, começou a espaçar cada vez mais a pausa entre um ato e outro, afirmando que a população estava cansada — um “dado” retirado de absolutamente lugar nenhum. 

No fim das contas, quanto mais os atos se distanciaram, menos a esquerda frente amplista se preocupava em fazer uma convocação verdadeira e mais ela se preocupava em se travestir de direitista. Quanto mais isso acontecia, menos pessoas vinham na manifestação e mais os atos se distanciavam, criando um ciclo. Uma das pausas entre os atos chegou a ter aproximadamente de 40 dias.

Agora, após todo o esquema de sabotagem ter sido montado e orquestrado em uma grande frente ampla com a direita, a imprensa e todo e qualquer inimigo do povo, a Folha de S. Paulo declara que “os organizadores […] já dão como certo nos bastidores que não haverá como realizar o ato de rua no dia 15 de novembro” porque “as manifestações não conseguiram se expandir para além da esquerda”.

Após passar meses sabotando os atos e dizendo que o trabalhador precisaria se aliar com o patrão para derrubar Bolsonaro, a contradição fica evidente. Quando a esquerda frente amplista tentou introduzir a direita nos atos, a base da esquerda foi praticamente espantada ao verem que as mobilizações seriam tomadas (e provavelmente controladas) por seus inimigos. Estes inimigos, entretanto, viram que seu papel já havia sido cumprido na destruição das dos atos e “seguiram seu rumo”.

Fica evidente que a frente ampla serviu para acabar com essas manifestações, estando a esquerda participante disso a reboque da direita e da terceira via, demonstrando também seu viés antipetista ao insistir na participação da direita, mas não na do ex-presidente Lula.

A contradição entre as direções e as bases nessa ocasião foi evidente. Alguns setores combativos do PT, da CUT e do PCO ainda defendem os atos com unhas e dentes, reforçando que a direita não é bem-vinda e que apenas a população pode derrotar Bolsonaro. Não só isso, mas também que a única alternativa para voltar a impulsionar as mobilizações é o repúdio à direita e a sua política, além do pedido pela candidatura do ex-presidente Lula, o único candidato capaz de vencer Bolsonaro. As mobilizações precisam continuar e, caso sejam realmente organizadas, convocadas e impulsionadas, elas irão ocorrer e terão sucesso, pois apenas o povo pode se defender de Bolsonaro e de seus aliados do PSDB, PSL, MBL, etc.

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