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Nada de frente ampla

Nada de infiltrar a direita nas mobilizações, elas são do povo!

O PT precisa abrir os olhos, e enxergar que esta campanha é uma campanha golpista contra Lula e todo movimento popular

É preciso intensificar a mobilização dos trabalhadores em resposta a esta política da direita golpista e do boicote da esquerda pequeno-burguesa – Reprodução

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Após Guilherme Boulos (PSOL) declarar em sua coluna no jornal golpista Folha de S.Paulo apoio à infiltração da direita golpista no interior da mobilização dos trabalhadores, foi a vez de Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, enfatizar a posição oficial do partido em apoio à frente ampla com o setor dito “democrático” da burguesia, o mesmo que quer emplacar a terceira via, hoje representada pela candidatura quase oficial de João Doria, o tucano fascista governador de São Paulo.

À serviço do golpe

Em uma postagem em sua conta oficial no Twitter, Juliano Medeiros afirmou, em nome do PSOL: “além de partidos de oposição e movimentos sociais queremos fazer algo ainda mais amplo, com a presença de governadores, artistas, personalidades diversas.” Até aí, nada diferente na tradicional política da esquerda pequeno-burguesa. Contudo, na frase seguinte, o presidente do PSOL revela quais são as novas figuras que o mesmo deseja colocar no movimento dos trabalhadores. Segundo Juliano Medeiros é preciso agir “sem sectarismos, sem antecipar debates eleitorais, sem hostilidades”, finalizando ao afirmar que “vamos avançar, vamos derrubar Bolsonaro! Há esperança”.

Na luta contra um suposto sectarismo, Medeiros deseja incluir na manifestação da esquerda todos aqueles que supostamente são a favor da derrubada de Bolsonaro – ou nem tanto assim -, como por exemplo o MBL, PSDB e demais organizações golpistas responsáveis tanto pela derrubada do governo de Dilma Rousseff em 2016, como também pela eleição de Bolsonaro e sua sustentação em todo o seu governo. Seguindo esta política, o PCdoB é um dos principais apoiadores da frente ampla com a burguesia. O partido e sua juventude, a UJS, que controla a UNE, principal organização dos estudantes no Brasil, firmou presença junto ao PSOL nas manifestações da direita golpista no último dia 12. O PSOL ainda afirmou por nota que não participaria, no entanto a participação de Isa Penna e as recentes declarações do seu presidente nacional e de Boulos revelam que a política oficial do partido é a defesa da frente ampla.

PSOL, PCdoB e PSTU se unem ao PSDB contra Lula

Acompanhando a ação destas organizações da esquerda pequeno-burguesa, o Partido dos Trabalhadores (PT), assumiu uma política defensiva contra a pressão da terceira via e decidiu permitir a campanha em prol da terceira via no interior da Frente Fora Bolsonaro. Esta política capituladora presente na própria direção petista é um ataque contra o próprio partido e a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, o principal representante dos trabalhadores, que é o alvo da campanha da terceira via, que tenta emplacar João Doria (PSDB-SP) como o candidato de oposição.

Esta oscilação do PT e a ação criminosa de outros partidos da esquerda pequeno-burguesa, principalmente PCdoB e PSOL, vêm representando um enorme ataque à mobilização da esquerda. No mesmo sentido, o PSTU, partido que defendeu o golpe de 2016 e que levantou contra o PT a campanha “Fora todos”, afirmou em nota oficial que é preciso se unir a “tudo e a todos” na luta contra Bolsonaro, invertendo em 180 graus a sua política. A campanha do PSTU de unir-se com “Deus e o diabo” reflete a posição oficial de toda a esquerda pequeno-burguesa, serviçal da burguesia. 

Está claro que esta posição do PSOL é de completo boicote, um ataque criminoso a todo movimento dos trabalhadores. Posição essa que sequer foi colocada em discussão no interior do movimento. Ou seja, o PSOL, assim como outros partidos frente-amplistas, quer impor a terceira via aos trabalhadores sem sequer os trabalhadores aprovarem esta política.

É preciso defender a mobilização popular

Além disso, quando em declaração Juliano Medeiros afirma que não devemos ter sectarismo, sem debates eleitorais e sem hostilidades, é uma afirmação direta a todo movimento dos trabalhadores que tem uma verdadeira repulsa a direita golpista que quer se infiltrar no movimento. No dia 3 de julho, quando os tucanos foram expulsos por militantes do PCO, PT e de outras organizações, ficou clara a total impopularidade da direita nas manifestações. Outro ponto importante é a questão das eleições levantadas por Juliano Medeiros, o mesmo fala em não antecipar debates eleitorais, no entanto, os convidados do PSOL, PSDB e MBL, organizaram os atos do dia 12 como verdadeiros comícios para o governador de São Paulo, João Doria.

Juliano Medeiros faz campanha contra o setor mais combativo do movimento dos trabalhadores e se coloca do lado da infiltração golpista. Doria foi o responsável por entregar a Avenida Paulista para os fascistas no dia 7 de setembro ao mesmo tempo que decidia proibir, como em uma verdadeira ditadura fascista, as manifestações da esquerda em todo estado de São Paulo. A mesma esquerda que foi tratada como cachorro, sendo esmagada pela ditadura de Doria, é a que defende a infiltração destes golpistas na manifestação popular.

Isto é um crime contra o movimento e um ataque direto à candidatura de Lula. O PT precisa abrir os olhos, e enxergar que esta campanha é uma campanha golpista contra Lula e todo movimento popular, é preciso responder à altura e impedir que os coxinhas se infiltrem nas mobilizações dos trabalhadores. É preciso defender o vermelho nas manifestações, nada de verde e amarelo, nada de frente ampla, Doria e toda sua corja golpista. É preciso intensificar a mobilização dos trabalhadores em resposta a esta política da direita golpista e do boicote da esquerda pequeno-burguesa. Apenas dessa maneira o Fora Bolsonaro e a candidatura de Lula podem ser defendidos nas ruas.

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