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Fora Bolsonaro-Lula Presidente

As tarefas do Movimento após a Plenária do Bloco Vermelho

Encontro que concentrou a vontade política e os esforços de milhares de ativistas apontou uma perspectiva de independência de classe diante da situação de agravamento da crise

Passeata na Avenida Paulista no final da “Plenária Vermelha” – Foto: Tiago Macambira/DCO

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Com a participação de centenas de dirigentes e ativistas da esquerda, do campo e da cidade, de todas as regiões do país, a Plenária Nacional Fora Bolsonaro – Lula presidente, realizada nos últimos dias 6 e 7, obteve um importante êxito diante dos propósitos estabelecidos pelos seus organizadores que incluíram, junto com o Partido da Causa Operária (PCO) e os Comitês de Luta, do Brasil e do exterior, dezenas de organizações políticas. Dentre elas, o PCPB e a FCT, diretórios e parlamentares do PT, sindicatos e dirigentes sindicais da CUT, federações, lideranças da luta dos trabalhadores do campo, indígenas, ativistas da juventude, professores universitários, servidores públicos, artistas etc.

Reuniram-se para “dizer ‘chega!’”  e se opor à paralisia das direções do Movimento Fora Bolsonaro, propondo que “os trabalhadores, operários, estudantes, todos os setores oprimidos da população [são] quem têm de decidir como se organizar, quais são suas reivindicações e quem são seus aliados“, como assinalava o Manifesto de convocação do encontro com mais de 200 assinaturas.

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O que os ativistas propõem para o movimento geral de luta da esquerda eles fizeram. Debaterem, de forma democrática, sem rodeios e manobras, as propostas de luta e como reorganizar todo o movimento sobre novas bases, para que seja mais democrático e aberto à participação do povo. 

Missão cumprida

Durante dois dias – em muitos casos, depois de várias horas de viagem – centenas de companheiros se dedicaram a discutir e aprovar uma proposta de “programa de luta para a mobilização e para as eleições“. Cumpriram o propósito comumente definido de “debater a organização e os rumos do movimento e apontar uma perspectiva para avançar na conquista das reivindicações dos explorados, por meio da luta organizada pela base, independente dos partidos burgueses, contra todos os golpistas“, tendo como eixos duas reivindicações fundamentais: “Fora Bolsonaro” e “Lula Presidente”, as quais correspondem à luta pelo fim do governo de todos os golpistas e por um governo dos trabalhadores.

A realização da Plenária foi, assim, uma importante vitória política. Expressou a tendência geral de que uma expressiva parcela do ativismo classista esteja se levantando contra a ofensiva da direita que pressionou no sentido de bloquear as combativas mobilizações que a esquerda realizou nas ruas de todo o País, desde maio passado, depois de um longo período de hibernação, por conta do recuo de setores da esquerda que – defendendo a política de frente ampla com a direita golpista – impuseram como orientação à maioria das organizações de luta dos explorados o “fique em casa” e, por conseguinte, morra sem lutar.

O encontro foi uma iniciativa dos setores que lutam dentro e fora do Movimento Fora Bolsonaro, nos atos e nas organizações populares contra a infiltração da direita e contra a subordinação da esquerda à política da direita golpista de ludibriar o povo, fingindo fazer oposição ao governo do fascista Bolsonaro, quando na realidade apoiam todas as suas iniciativas contra o povo (como no caso das “reformas” aprovadas com apoio do PSDB, PSD, MDB, Solidariedade etc.) e até mesmo suas manobras para fazer campanha eleitoral, como se viu nessa semana com os votos decisivos do PDT, PSB etc. em favor da “PEC dos precatórios”, também chamada de “PEC da reeleição de Bolsonaro” ou na dura repressão das PM e GCM’s dos “progressistas” Nunes (MDB) e Doria (PSDB) contra os servidores paulistanos.

Foi um claro sinal de evolução a participação de milhares de pessoas em todo o processo de organização e preparação da Plenária, desde o trabalho de convocação, organização das caravanas, contribuições financeiras (o evento não teve qualquer subsídio público, empresa privada ou de ONG’s vinculadas ao imperialismo e à direita, como se tornou comum entre alguns setores da esquerda), até a sua realização exitosa, e que contou com a participação de entidades e dirigentes sindicais e políticos de todas as regiões do País, dirigentes populares, organizações da juventude, do movimento de luta dos negros, das mulheres. Enfim, das principais organizações dos explorados do campo e da cidade, que procuram dar voz organizada à rejeição expressa, nas ruas, por milhares de ativistas que não quer a politica de conciliação com a direita; não querem o fim das mobilizações e querem lutar por uma alternativa própria dos trabalhadores diante da crise.

Mobilizar os trabalhadores e a juventude

Essa tarefa não se esgota na Plenária. Pelo contrário, foi alavancada pelo encontro vitorioso.

Isso passa, decisivamente, pelo fortalecimento, junto aos trabalhadores e à juventude, da luta pelo Fora Bolsonaro e por Lula presidente, como evidenciam as decisões adotadas no Encontro, que estão sendo revisadas por uma comissão composta por representantes das forças políticas que o convocaram para serem amplamente divulgados nos próximos dias, inclusive, neste Diário.

Destaca-se o programa de luta em defesa das reivindicações populares e em defesa dos direitos democráticos do povo, as resoluções no sentido da manutenção da mobilização – com a convocação de um ato nacional no dia 12 de dezembro, em São Paulo, e das várias propostas que apontam no sentido da reorganização do movimento, de forma democrática para evitar que os acordos de cúpula, contra a vontade das bases se imponham e levem à destruição do próprio Movimento Fora Bolsonaro.

A ampla divulgação dos debates da Plenária e das suas resoluções deverá servir à premente tarefa de impulsionar a mobilização no momento em que se agrava a crise de todo o regime político, quando a burguesia busca intensificar seus ataques, para fazer com que o povo trabalhador pague pela crise histórica do capitalismo em nosso País e em todo o Mundo.

A “plenária vermelha” – como foi chamada – foi, com certeza, um passo importante na luta pela independência de classe, contra a política de derrotas da colaboração com os golpistas e inimigos dos trabalhadores. Que venham outros, com base numa intensa luta política contra a política de capitulação diante dos golpistas de boa parte das direções da esquerda, e por meio de um intenso trabalho de agitação e propaganda junto os explorados em todas as regiões.

Medidas necessárias para fazer avançar a luta, por Fora Bolsonaro – Lula presidente, por um governo dos trabalhadores e pelas reivindicações dos explorados diante da crise.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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