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Antônio Carlos Silva

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Membro da Direção Nacional do PCO, Secretário Sindical do partido. Professor.

Sem férias da luta

Dia 12 é na Paulista por Fora Bolsonaro e Lula presidente

Bloco Vermelho chama a mobilizar nas ruas em defesa das reivindicações dos trabalhadores diante da crise, por Fora Bolsonaro, por Lula presidente, com um programa e um vice de luta

Ninguém aguenta mais o governo Bolsonaro e toda a ofensiva da direita golpista que está destruindo a economia nacional, e fazendo retroceder – como nunca – as condições de vida, ja precária, do povo brasileiro.

Além de mais de 620 mil mortos (em números oficiais) na pandemia e do enorme sofrimento de todo o povo, temos um recorde de desemprego; pela primeira vez na história do País há – entre os que conseguem algum serviço, mesmo temporário – mais trabalhadores sem carteira assinada, do que os trabalhadores com contratos e com alguns direitos. A fome chegou à casa de mais de 120 milhões de brasileiros e a inflação está roubando parte considerável dos salários.

A direita que deu o golpe de Estado, junto com Bolsonaro, continuou aprovando “reformas” que pioram ainda mais a vida do povo; estão impondo privatizações que buscam completar a obra devastadora feita no famigerado governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), na década de 90, quando empresas que valiam trilhões, como a Vale do Rio Doce, foram entregues por um milésimo do seu valor para os tubarões capitalistas.

Nosso País é rico em petróleo e outros minerais, mas o povo está na miséria e pagamos uma das gasolinas mais caras do Mundo, para garantir o lucro de um punhado de especuladores e golpistas que tomaram conta da Petrobrás e das nossas riquezas.

Somos um dos maiores produtores mundiais de alimentos, mas o povo está passando fome. Temos a maior produção de carne e o povo está tendo de comer osso ralado, carcaça e pé de frango, porque eles estão exportando tudo para ganhar em dólares e fazer a festa dos abutres do agronegócio e especuladores.

O povo está na miséria mas os banqueiros estão batendo recordes de lucro e pequeno grupo de bilionários festejam a imensa miséria da maioria.

Para impor essa situação, cresce a repressão e todo tipo de cerceamento da liberdade do povo, desde a censura até a matança de pobres e negros nos bairros operários. Viemos uma ditadura, uma regime de exceção, um regime golpista que precisa ser derrubado para fazer valer os interesses do povo.

Estamos há menos de um ano das eleições, milhões de trabalhadores, a juventude e todos os setores oprimidos do povo brasileiro, entendem corretamente que a derrubada do governo de fome, miséria e repressão de Bolsonaro e de todos os golpistas só pode ter como consequência a eleição de Lula como presidente, pois ele é a maior liderança popular e representa a luta do povo contra toda esse regime.

A direita golpista tenta confundir e dividir o povo. Ao longo desse ano, tentaram sem sucesso impedir que o povo saísse às ruas pelo fora Bolsonaro, com a conversa fiada de que o povo só dia sair para trabalhar e morrer contaminado, mas não podia sair para lutar e se defender.

Depois, vieram com a “frente ampla”, aliança com os partidos e políticos golpistas do PSDB e de outros partidos da direita que derrubaram o governo Dilma em 2016, condenaram e prenderam Lula e ajudaram a eleger Bolsonaro.

O PCO, junto com setores combativos do PT, da CUT e de outras organizações de luta do povo, denunciou esse golpe e os direitistas foram repudiados, vaiados e até colocados para correr dos atos da esquerda.

Tentaram e ainda tentam, com apoio de setores vacilantes da esquerda, acabar com as mobilizações, dividir os atos (em segmentos distintos), impedir que os atos se manifestem livremente pela derrubada de Bolsonaro, pelas reivindicações do povo e por Lula presidente. Tentaram calar a voz do povo. Fracassaram de novo!

Essa política não tem apoio nas bases da esquerda. Entre os trabalhadores e a juventude que quer lutar e não ficar assistindo as direções conciliadoras negociarem em seu nome.

Essa esquerda combativa já deixou claro que não quer saber de “terceira via” e de outras manobras que visem conter a mobilização popular, como a tentativa de “domesticar” a candidatura de Lula, impondo por meio de chantagens o apoio a candidatos reacionários nos Estados e um vice golpista, inimigo dos trabalhadores para o candidato dos trabalhadores.

Esses mesmos setores rejeitam a unidade da esquerda. E não aprovaram até hoje, nos congressos e reuniões dos diretórios dos seus partido o apoio à Lula. Querem, de forma absurda, impor condições para apoiar Lula, quando são eles que precisam de Lula para tentar se esconder da revolta da população pelo fato de que eles apoiaram o golpe e votaram com a direita a favor das “reformas” contra o povo trabalhador.

Lula é o único candidato que realmente reúne em torno de si a simpatia e o apoio ativo de milhões de pessoas e da maioria das organizações de luta dos explorados. Por isso mesmo, é o único capaz de derrotar Bolsonaro nas eleições. É necessário, portanto, unir as amplas massas da população em torno da sua candidatura. E apoiando-o, de forma incondicional.

Por isso tudo, a Plenária Nacional Fora Bolsonaro – Lula presidente, a plenária do do Bloco Vermelho, realizada em São Paulo no mês passado, aprovou:

Chamar todas as organizações do movimento operário e popular e os partidos de esquerda a se unirem imediatamente, sem impor nenhuma condição, nem exigir nada em troca, na defesa da candidatura de Lula;

Propor a criação de milhares de comitês de luta por Lula presidente, de Norte a Sul do País e no exterior, visando colocar em marcha um amplo movimento, uma verdadeira mobilização popular nos locais de trabalho e moradia, em todas as cidades, em todos os lugares em torno da candidatura de Lula;

Propor que a esquerda rejeite a infiltração e a sabotagem da direita golpista no Movimento Fora Bolsonaro. Se oponha à dissolução deste Movimento que foi erguido pela esquerda e levou centenas de milhares de pessoas às ruas. Recuse sua subordinação à política de derrotas dos partidos que fingem fazer oposição a Bolsonaro mas apoiam sua política contra o povo trabalhador e atuam – das mais diversas formas – para manter Bolsonaro no governo e tentar impor um governo que dê continuidade à política do regime golpista contra o povo brasileiro e a economia nacional.

Convocar um novo ato nacional, para 12 de dezembro, em São Paulo, na Avenida Paulista (MASP), às 14h.

Vamos todos às ruas, nesse dia 12, com nossas faixas, camisetas e bandeiras vermelhas, se opor às manobras contra a mobilização popular, contra um vice golpista e pelas reivindicações centrais do povo trabalhador, tais como:

  • Fora Bolsonaro e todos os golpistas!
  • Não à privatização dos Correios e da Eletrobrás!
  • Reestatização da Petrobrás e todas as empresas privatizadas, sob o controle dos trabalhadores!
  • Não à Reforma Administrativa (PEC 32) e todos os ataques contra os serviços públicos
  • Reforma Agrária com expropriação do latifúndio! Demarcação das terras indígenas.
  • Reforma Urbana sob o controle das organizações populares!
  • Nada de direita nos atos! Nada de vice golpista e inimigo do povo. 
  • Que as bases decidam, por um vice de luta para Lula.
  • Lula presidente, por um governo dos trabalhadores!

Dia 12/12, a partir das 14h, todos na Paulista!

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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