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Barrar o fascismo

Atos de Bolsonaro são menores mas ainda são um perigo

Ao colocar os fascistas na rua, Bolsonaro quer radicalizar e ampliar sua base social, é preciso esmaga-los com a força da mobilização

Eduardo Bolsonaro, deputado fascista e filho do presidente, participou do protesto pelo voto impresso e favorável ao governo na Avenida Paulista em São Paulo – Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo

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No último domingo (1º) ocorreram manifestações, convocadas pelo ilegítimo presidente da República e seus aliados em favor do voto impresso. Os atos, que ocorreram em diversas cidades do país, sendo os maiores no Rio de Janeiro e em São Paulo, no entanto, foram visivelmente muito menores que os atos populares da campanha fora Bolsonaro. A realidade verificável condenou e tornou ainda mais ridículo qualquer comparação com o tamanho das mobilizações da esquerda.

No entanto, a tentativa de setores de esquerda, devido ao tamanho reduzido da mobilização da extrema-direita, que classificá-la como insignificante constitui um grave erro político. Bolsonaro está mobilizando sua base de apoio, em particular a extrema-direita fascista, nas ruas. Assim, como faz constantemente, apresenta a alternativa de formação de um governo verdadeiramente fascista, de uma ditadura.

Bolsonaro instiga os elementos mais reacionários da sociedade a levantar a cabeça, arregimenta mais setores e os coloca sob sua influência. O fascismo não necessita ganhar a maioria do povo para si, o que é absolutamente improvável, mas com uma base social suficiente e com a violência necessária poderá impor a toda a sociedade sua política. E nunca é supérfluo lembrar que existe uma aliança profunda entre as Forças Armadas, e o aparato repressivo estatal com o bolsonarismo.

Bolsonaro usa demagogicamente a questão do voto impresso para ampliar e radicalizar sua base. O voto impresso é um reivindicação democrática natural, as eleições nacionais sempre se caracterizaram pelo espectro da fraude eleitoral, isso desde o surgimento da República, e mesmo após a redemocratização, e o advento das urnas eletrônicas, a situação não foi diferente.

Vejamos um caso simples que coloca sob suspeita os resultados eleitorais. Em 2018 Dilma Rousseff, presidenta derrubada pelo golpe de 2016, candidatou-se ao Senado por Minas Gerais, liderou as pesquisas, inclusive dos institutos, maioria deles, que eram abertamente contrários à sua candidatura, durante toda a eleição com ampla margem do segundo mais cotado. Inexplicavelmente terminou em 4º lugar, não conseguindo a vaga.

O sentimento de que o resultado das eleições não corresponde à vontade popular expressa no voto depositado na urna é absolutamente comum na sociedade. Ao lançar-se numa cruzada pelo voto impresso, Bolsonaro o faz, não por que partilhe do sentimento nacional de que os poderosos manipulam os resultados eleitorais a seu favor, mas para criar um fato político que corrobora com a sua política, de apresentar a questão do golpe de força como uma necessidade e com isso procurar criar as condições para torná-lo efetivo. Assim coloca desde já sob suspeita a eleição e que o ex-presidente Lula aparece com ampla margem de vantagem, podendo mesmo ganhar em primeiro turno.

Bolsonaro joga com um sentimento real. De outro lado as instituições e os setores da burguesia que estão neste momento em uma luta para desgastar Bolsonaro e criar uma terceira via, reagem violentamente a proposta aparentemente simples, colocar mais um dispositivo de apuração, colocando em suspeita esse setor da burguesia e determinadas instituições que sempre controlaram os pleitos no país, sem nunca serem contestados, nem minimamente.

A direita tradicional ataca de maneira controlada Bolsonaro, este revida no estilo fascista. Como um bom demagogo destaca questões reais para reforçar a sua posição fascista, Bolsonaro ataca determinadas instituições como o STF, o TSE, que são instituições maléficas e ditatoriais de fato, mas não porque se preocupe com o povo e com a democracia, mas simplesmente para criar uma base que apoie a saída que sempre propagandeia: a ditadura.

Setores de esquerda oportunistas e despolitizados, para se contrapor a Bolsonaro, apoiam estas instituições reacionárias e até mesmo a direita ao invés de denunciá-la e apresentar uma saída popular clara e lutar com afinco por ela. Mesmo dentro do movimento fora de Bolsonaro, há os que em aliança com a direita, querem reduzir o movimento a um apêndice das iniciativas da direita no Congresso Nacional. Além de todo o mal que essa posição da esquerda causa, ainda aumenta o campo de influência de Bolsonaro, pois não é todo mundo que está disposto a pôr a mão no fogo pela lisura das eleições, pelo decisões arbitrárias do STF e do TSE, pela seriedade do Congresso Nacional ou da direita tradicional, muito ao contrário.

Os atos bolsonaristas constituem uma ameaça real e caso Bolsonaro crie uma base sólida de apoio arrastará todos os setores da burguesia que ainda tentam criar uma terceira via para o seu apoio incondicional. É preciso varrer a extrema-direita das ruas com a força da mobilização popular, nesse sentido os atos fora Bolsonaro ganham uma importância decisiva, na medida que as massas, os trabalhadores entram em campo com um conjunto de reivindicações, essa força atrai para si os setores ainda confusos e sem definição, reduzindo ainda mais a base Bolsonarista, força que atua diretamente sobre a extrema-direita, contendo o ímpeto os mais radicais e vertendo para baixo suas cabeças todas.

Se hoje a extrema-direita sai às ruas e atacam transeuntes de esquerda de maneira incólume, poderão sentir-se fortes o suficiente para amanhã atacar sindicatos e partidos políticos.

Não há momento para descanso, é preciso romper com toda a direita e criar um movimento dos trabalhadores, do povo que atrai todos os oprimidos e ainda outros setores médios descontentes com um programa claro de defesa dos trabalhadores, dos oprimidos e do país.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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