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Paralisar os trabalhadores já!

A mobilização precisa continuar até uma greve geral

As manifestações do último sábado (24) mostraram o caminho para o fim do governo Bolsonaro, agora é preciso avançar à greve geral.

Ato de sábado (24) em São Paulo. – reprodução.

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No último sábado (24) voltaram a acontecer atos de massas pelo fim do governo Bolsonaro organizados pela Frente Fora Bolsonaro, uma frente formada pelos partidos de esquerda, movimentos sociais e centrais sindicais. Antes da mobilização foi confirmado a convocação de atos em cerca de 500 cidades do país em todos os 27 Estados da federação, mostrando a amplitude e profundidade da mobilização nacional.

Naturalmente os principais atos foram nas capitais, nas quais estiveram presentes milhares de pessoas em cada uma delas. Os principais atos continuam sendo na maior cidade do País, do continente e do hemisfério sul, São Paulo – vem realizando atos com mais de 50 mil pessoas – seguido por Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Porém, cada vez mais vê se atos de grandes, com alguns milhares de pessoas, em cidades do interior, polo de seus Estados como Campinas, Ribeirão Preto, Volta Redonda, Paranavaí, Caxias, Feira de Santana, Arapiraca, Caucaia, Mossoró, Campina Grande, entre outras.

Uma vitória dos trabalhadores

Este último ato de sábado (24) foi o quarto da atual jornada de lutas pelo Fora Bolsonaro, a qual teve início – de forma mais objetiva, desde que o conjunto das organizações de esquerda abandonou a política equivocada do “fique em casa” – no dia 29 de maio com uma grande mobilização que surpreendeu até mesmo as organizações que a convocaram pelo tamanho, por ocorrer em todo o território nacional e pela sua objetividade política “o fim do governo Bolsonaro” e sua política criminosa contra a população.

Sua própria realização já soma coma uma vitória da classe trabalhadora contra a política assassina da direita de deixar o povo morrer, seja de fome ou pela Covid, e ainda responsabilizá-lo pela sua própria desgraça, fazendo uma intensa propaganda para que os trabalhadores primeiro aceitem as medidas de faz de conta que eles resolveram adotar durante a pandemia, medidas como a farsa do isolamento social que só a burguesia pode realizar, enquanto obriga o trabalhador a se contaminar no ambiente de trabalho, no transporte público dia após dia. Medidas como a falta de testes da Covid, a falta de atendimento médico, a ausência de um programa de renda que permita a população sobreviver e se proteger da contaminação. Segundo, que não poderiam se manifestar, protestar contra seu próprio genocídio pois iriam aumentar a contaminação na pandemia.

Um escárnio completo que, infelizmente, boa parte da esquerda engoliu e aceitou passivamente as “recomendações” da burguesia, colocando uma trava nas organizações de luta dos trabalhadores, o que segurou por mais de um ano os protestos de massa. Felizmente a política de setores mais conscientes e ativos da esquerda, notadamente o Partido da Causa Operária, quebraram definitivamente essas “correntes imaginárias” e colocaram nas ruas as massas proletárias, empurrando suas direções vacilantes.

Também se apresentam como uma vitória os fatos de as manifestações continuarem indubitavelmente pelo Fora Bolsonaro, ou seja, pelo fim do governo já, sem intermediários ou meias medidas, como as que foram aventadas por setores defensores da frente ampla com a direita do impeachment – medida que visa colocar nas mãos do Congresso Nacional dominado pela direita e pelo bolsonarismo a decisão de acabar com o governo, o que obviamente não iria ocorrer. Outro fato decisivo é que as manifestações continuam essencialmente vermelhas, rejeitando propostas sem sentido e com interesses escusos como o verde amarelismo dos fascistas e golpistas, apesar de ter-se visto uma presença inexpressiva dessas cores nos atos.

É preciso avançar à Greve Geral

Apesar dos desafios que vêm se colocando diante das mobilizações como a tentativa de inserção da direita golpista nos atos, a falta de democracia e de presença popular na organização dos atos e a falta de mobilização efetiva na convocação, eles continuam acontecendo e seguindo a tendência de crescimento, seguindo a crescente insatisfação popular diante da crise econômica e social. Porém, as mobilizações precisam avançar e incorporar de fato a base dos trabalhadores, a base das categorias organizadas.

Os atos precisam contar com colunas das principais categorias como metalúrgicos, petroleiros, ecetistas, bancários, servidores públicos de todas as esferas do Estado e o motivo é simples. Sem parar a produção, sem causar danos à produção do capital, não é possível fazer a burguesia recuar da sua política. E nesse ponto precisamos deixar claro, a política seguida pelo governo Bolsonaro, seus ministros e pela direita que comanda o Congresso Nacional é a de aprofundar os ataques aos trabalhadores, de fazer a população pobre pagar pela gigantesca crise econômica que cada vez mais se aprofunda.

Neste sentido, precisa ser colocada na ordem do dia a construção de uma Greve Geral, uma greve ampla que paralise todos os setores essenciais da economia e coloque definitivamente na mobilização pelo Fora Bolsonaro esses trabalhadores. Este fato, esta “construção” deve acontecer através da intensificação mobilização, tornando os atos mais frequentes e levando a mobilização até os setores de trabalho. Devemos, em primeiro lugar abrir as sedes dos sindicatos que ainda permanecem inacessíveis aos trabalhadores, reuní-los diariamente, realizar plenárias amplas nos locais de trabalho, nos sindicatos em locais amplos, aprofundando a discussão política com os trabalhadores e organizando a paralisação da categoria.

Posição declarada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, em discurso na Av. Paulista durante a mobilização. “Vamos continuar nas ruas para tirar este genocida” e “E esta greve não é só dos servidores, é de toda classe trabalhadora para este país mudar de rumo” anunciando uma greve dos servidores públicos, municipais, estaduais e ferais no último próximo dia 18, afirmou.

A greve geral, que é sabidamente, a maior arma da classe trabalhadora contra a opressão da burguesia precisa ser colocada em prática já, sob o risco de vermos as manifestações ficarem paralisadas, diante da permanência do governo, ou seja, a paralização dos trabalhadores dos essenciais da economia é o principal e o golpe final num governo que já é responsável pelo maior morticínio já visto no país.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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