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Fiasco do dia 12/09

A base social do PSDB debandou para o bolsonarismo

Polarização política arrastou núcleo dos coxinhatos para debaixo da asa da extrema-direita

Doria em ato do dia 12/09 – Foto: Reprodução

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Os atos de 12 de setembro foram um fiasco total. Não há como esconder esse fato.

Em todo o País, cerca de 5 mil pessoas — se tanto — atenderam ao chamado do MBL, do PSDB, do PDT e do Vem pra Rua e participaram das manifestações. Em comparação com os atos bolsonaristas de 7 de setembro, teriam sido pelo menos 40 ou 50 vezes menores. Vale lembrar, inclusive, que os atos foram apoiados pela Rede Globo e pela Folha de S.Paulo e que contaram com o aparato do governo de São Paulo. Afinal, o grande beneficiário do ato seria o governador do Estado, João Doria.

O fiasco, no entanto, não se deve somente à impopularidade de Doria e do MBL. Não é somente porque ambos são direitistas — eles sempre foram. O que os atos demonstram claramente — ainda mais quando levado em conta o volume dos atos bolsonaristas — é que a base dos partidos da direita tradicional se deslocou para a extrema-direita. Milhares e milhares de pessoas que eram mobilizadas pelo chamado do PSDB e seus satélites agora atendem a outro chamado, batem continência para o capitão Jair Bolsonaro.

Entre 2014 e 2016, o PSDB, o DEM, o MBL e o Vem pra Rua conseguiram liderar grandes manifestações, é fato. No entanto, isso se deu por motivos específicos. Naquele período, a burguesia inteira estava unificada em torno de uma mesma política: derrubar, a todo custo, o governo do PT. Para isso, injetou bilhões de reais, que vinham desde a FIESP, do Itaú, do Santander, dos governos estaduais de direita, do imperialismo, da Polícia Federal etc. Junto a isso, a burguesia conseguiu impulsionar um movimento da classe média fascista, histérica com a crise econômica, que serviu de núcleo fundamental para a mobilização.

Hoje, o PSDB não conta com um apoio tão unificado assim da burguesia — embora conte com o apoio de setores muito importantes e poderosos. Mas o que é mais importante é que o núcleo fundamental dos coxinhatos, que era a classe média fascista, hoje está agrupada sob uma liderança que expressa de maneira mais bem acabada suas aspirações e seus interesses. O fascista que queria beber o sangue do PT não quer mais ser liderado por um almofadinha que é escravo do regime político — como Doria e FHC —, mas sim por alguém que, mesmo que não passe de um demagogo, seja uma figura autêntica da extrema-direita. Que não fique falando de “democracia”, nem de “respeito às instituições”, mas sim que prometa passar com um trator por cima de tudo aquilo que representaria os inimigos da classe média histérica de extrema-direita.

Hoje, portanto, quem lidera as massas que o PSDB liderou durante a derrubada de Dilma Rousseff é Jair Bolsonaro.

O deslocamento desses setores para o bolsonarismo é mais que natural. Na medida em que a crise se aprofunda, os setores mais abastados da classe média tendem a evoluir para uma posição mais direitista, uma posição que aponte como saída para a crise o esmagamento dos setores com os quais não tem um vínculo real. O fiasco do dia 12, portanto, é o resultado da polarização política, da definição da situação em dois polos: a extrema-direita fascista e a mobilização popular, de massas, contra o regime de conjunto.

A direita tradicional provou que não tem bala na agulha, que está falida politicamente. A esquerda que apostar nesse cavalo gordo e manco perderá todo o seu dinheiro. É preciso abandonar as ilusões com a direita, que não tem voto, nem capacidade de mobilização, e apostar todas as fichas no povo, que só irá se mobilizar se houver uma perspectiva de fato. E essa perspectiva deve ser a da derrubada de todo o regime golpista, do governo Bolsonaro a todos os que pavimentaram seu caminho, passando pelo STF, pelo PSDB e pelo MBL.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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