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Burguesia se posiciona

“Tenebroso”: Estadão revela que burguesia não quer Lula

O editorial desta semana do Estadão revela que não há nada pior para a burguesia do que uma eventual reeleição de Lula

O ex-presidente Lula – Foto: Nelson Almeida/AFP Photo

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Neste sábado (17), após a decisão em plenário do STF, que declarou que Curitiba não era foro adequado para os processos de Lula, deste modo liberando-o, mesmo que temporariamente, para ser candidato em 2022, o jornal Estado de São Paulo publicou um editorial, que bota abaixo as ilusões de certos setores de esquerda de que Lula seria o candidato preferencial da burguesia para derrotar Bolsonaro nas próximas eleições.

O título do editorial é “A recidiva”. A palavra “recidiva” pode significar tanto uma reincidência de um erro anterior, quanto o novo ataque de alguma doença, termo geralmente usado em associação a algum câncer. Apenas o título já dá a indicativa de que, do ponto de vista da burguesia, o governo petista foi, de fato, um “câncer” para o país.

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O editorial do jornal golpista diz, em seu olho, que “Muitos brasileiros tendem a esquecer a tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder, ou a considerar como aceitáveis os desmandos do PT”. Do ponto de vista da burguesia, portanto, o governo de Lula e Dilma foi “tenebroso”. Ele também destaca, com relação à anulação das condenações de Lula pelo STF, que “Nada disso significa, é claro, que Lula da Silva seja inocente das acusações que o levaram à condenação por corrupção. O Supremo apenas entendeu que a Justiça Federal de Curitiba, que condenou o ex-presidente, não era o foro competente para julgá-lo”. Relembrando que, para a burguesia, Lula é considerado corrupto e essa decisão do STF é um mero desvio no caminho de condená-lo novamente.

O editorial expressa a preocupação da burguesia com a campanha pela inocência de Lula. Segundo eles, Lula “se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das “elites” – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula”.

O Estadão coloca que a injustiça, a perseguição política, a prisão ilegal de Lula, a articulação criminosa entre acusação e judiciário, comprovada, inclusive, por vazamentos de mensagens de celular, “só existe na fabulação petista” e que, agora “Na semântica autoritária, o petista não é apenas inocente: é o mártir sacrificado no altar do reacionarismo e que agora renasce para ‘consertar o Brasil’, em suas próprias palavras”.

Claramente, pelo que se vê no editorial do Estadão, não há nenhuma perspectiva pior para a burguesia – de um ponto de vista eleitoral – do que a vitória de Lula à presidência. Sobre a comparação com Bolsonaro, o texto diz “A renovada força eleitoral de Lula deriva também do fato de que, imersos no pesadelo do governo de Jair Bolsonaro, muitos brasileiros tendem a esquecer a tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder(…)” A insinuação é de que o governo bolsonarista é ruim, mas o governo do PT, é infinitamente pior, “tenebroso”. 

Como já mencionado anteriormente, o editorial coloca abaixo quaisquer ilusões sobre as verdadeiras intenções da burguesia com relação a Lula. Mas é preciso destacar que a ilusão apenas se deu por uma incompreensão, por parte da esquerda, da demagogia que parte da burguesia fez com Lula após a primeira decisão de Edson Fachin.

Primeiramente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, correu para comparar Lula com Bolsonaro em suas redes sociais, dizendo que “Um fundou um partido e disputou quatro eleições; o outro é um acidente da história. Tenho grandes diferenças com o Lula, principalmente na economia, mas não precisa ser petista fanático para reconhecer a diferença entre o ex-presidente e o atual”. Ele também publicou que “Você não precisa gostar do Lula para entender a diferença dele para o Bolsonaro. Um tem visão de país; o outro só enxerga o próprio umbigo. Um defende a vacina, a ciência e o SUS; o outro defende a cloroquina e um tal de spray israelense”. 

Outro gesto da burguesia que também ajudou a confundir muito o panorama foi o convite de Reinaldo Azevedo para que Lula desse uma entrevista em seu programa. Azevedo é, como se sabe, um cachorro louco tucano, que inventou o termo “petralha” e teve toda sua carreira impulsionada durante o período do golpe de estado, em que ele encampou uma campanha fascista e virulenta contra o PT. Agora, por conta de uma ou outra declaração e por uma opinião supostamente democrática, uma parte da esquerda procura abraçá-lo e se ilude com uma jogada como essa entrevista.

É preciso esclarecer que nem Rodrigo Maia, nem Reinaldo Azevedo e nenhum representante da burguesia de conjunto tem a intenção de apoiar Lula ou impulsionar sua candidatura para derrotar Bolsonaro, como acredita um setor da esquerda. Esses gestos são apenas formas que a burguesia encontra para procurar derrubar a popularidade de Bolsonaro a fim de lançar algum candidato direitista que atenda melhor seus interesses. 

A operação muito complexa que a burguesia procura engendrar é a de impedir definitivamente a candidatura de Lula ao mesmo tempo em que ataca Bolsonaro. Neste momento, porém, nenhum candidato mais alinhado com o setor fundamental da burguesia possui a popularidade necessária para superar Bolsonaro e ser o candidato oficial da burguesia, para posteriormente vencer o processo eleitoral. 

É importante que esse debate seja colocado em evidência para que a esquerda não caia no engano de confiar em setores que nada têm de democráticos e que estão numa luta encarniçada por seus próprios interesses, que é o caso do imperialismo e da burguesia nacional. 

Além disso, também é preciso desfazer a ilusão de que o STF seria um órgão democrático e que tomou a decisão de anular o processo de Lula com a intenção de permitir sua candidatura. É preciso lembrar que esta corte age como um partido político de toga, que toma decisões conforme seus interesses políticos.

Nesse sentido, a esquerda e o movimento popular precisa se organizar e fazer a luta por seus próprios meios e o principal meio da classe operária é o da mobilização. Nesse sentido, é preciso sair às ruas neste próximo dia 1º de maio, contra os golpistas, exigindo a quebra da patente das vacinas para que possa haver uma vacinação em massa, também pedindo o “fora Bolsonaro” e para assegurar que Lula possa ser candidato em 2022. O PCO e os Comitês de Luta convidam todos para o ato que ocorrerá na Avenida Paulista, em São Paulo.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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