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Hipnotizados pelo Tio Sam

PCB confunde golpe imperialista com revolução socialista

Stalinistas difundem a campanha de ONGs imperialistas e da imprensa burguesa pelo golpe contra aliado de Rússia e China

Tio Sam domestica parte da esquerda – Reprodução.

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Existe um setor da esquerda no Brasil que não perde uma única chance de se colocar a favor do imperialismo. Basta ocorrer uma manifestação contra um governo qualquer e eles já consideram como sendo algo positivo, democrático; não percebem que qualquer movimento pode ser capturado pelo imperialismo, não é necessário que seja 100% artificial ou fabricado. Em junho de 2013, por exemplo, os golpistas conseguiram capturar as manifestações contra o governo tucano de Geraldo Alckmin, em razão do aumento das passagens, e as direcionou contra o governo de Dilma Rousseff.

Durante os eventos de 2013, o PCO já denunciava a direitização do movimento pelo Passe Livre nas palavras de ordem como “Abaixa a bandeira”, que era uma tentativa de assediar a esquerda, como se aquilo se tratasse de um movimento popular, espontâneo e não político-partidário. O restante da esquerda caiu no golpe, abraçaram essa ideia estapafúrdia e começaram a também gritar para que se abaixassem as bandeiras, como se isso foi mais democrático. Por qual motivo um movimento realmente democrático impediria quaisquer partidos de levantarem suas bandeiras? Não faz sentido. A esquerda cirandeira, no entanto, não percebeu que não havia nada de espontâneo naquelas reivindicações. Grupos como MBL e Vem Pra Rua estavam sendo financiados e coordenados secretamente pelo PSDB e outras forças de direita. Esses grupos conseguiam produzir faixas, alugar caminhões de som e tudo isso custa dinheiro.

O companheiro Rui Costa Pimenta tuitou denunciando esse posicionamento direitista de Jones Manoel e o PCB:

https://twitter.com/Ruicpimenta29/status/1480313927720439808

Em sua análise política semanal, às terças-feiras, na TV 247, (assista) o companheiro Rui fez uma caracterização dos acontecimentos no Cazaquistão, que são de uma natureza complexa, disse concordar com a avaliação da RT que apontou quatro fatores envolvidos na crise:

O primeiro se deveu ao aumento dos combustíveis, e isso nós sabemos que sempre há sérias consequências. Há uma denúncia, ainda não comprovada, de que as empresas que operam com combustíveis são internacionais, norte-americanas, que teriam manipulado os preços tensionar o cenário político;

Segundo, o Cazaquistão, apesar de estar dentro da esfera de influência russa, segue uma política neoliberal muito dura, e isso levou o país a crises que foram agravados com os efeitos da pandemia, o que promoveu uma situação social grave;

Terceiro, há uma divisão interna no Cazaquistão. Nazarbaev, o antigo presidente, parace ter tido alguma participação nesses eventos. O atual presidente, Tokayev, expressa uma transição da política anterior para atual que aparentemente é mais democrática. Determinados funcionários do governo, principalmente ligados às forças armadas e órgão de repressão, foram presos acusados de alta traição. Ou seja, houve alguma tentativa de golpe interno dentro do Estado do Cazaquistão;

Quarto, houve uma tentativa muito óbvia do imperialismo tirar proveito dessa situação e procurou direcionar uma revolta popular para um golpe de Estado armado. O que motivou a mobilização das tropas da aliança que conta com o patrocínio dos russos.

PCB copia e cola

Em vez de fazer uma análise concreta dos fatos, uma análise marxista, como mostramos acima, o PCB traduz uma matéria de um outro sítio (In Defense of Communism), e a publica em sua página. Texto que pede a retirada das tropas das ruas e que afirma que no Cazaquistão está havendo uma “verdadeira revolta popular”

Todo partido político que procura intervir nos acontecimentos tem que avaliar qual é o direcionamento, qual é o alcance dessas ‘revoluções’. Pois se não houvesse a mão do imperialismo agindo, tudo já teria se esgotado com a revogação do aumento dos preços de combustíveis e demissão de todo o ministério. Vimos esse mesmo fenômeno acontecer na Líbia, na Síria, e nesses casos o movimento, como no Brasil, foram sequestrados por movimentos golpistas.

Esquerda pró-imperialista

Por que será que não nos surpreendemos que Boulos e PCB estejam fazendo apologia à “revolução” no Cazaquistão? Boulos foi parido como ‘liderança’ de esquerda por sua participação no “Não Vai ter Copa”, atos financiados por ONG’s estrangeiras, como a Fundação Ford (fachada da CIA) para desestabilizar o governo Dilma. Movimento do qual Jones Manoel também fez parte! Trata-se de políticos teleguiados que repetem o que a grande imprensa manda. Se dizem que na Venezuela o regime é ditatorial, pronto, Boulos critica, diz que naquele país não existe democracia. O mesmo faz contra Cuba. Se a grande imprensa apoia as manifestações no Cazaquistão… ‘Viva a revolução!’. No Brasil os jornalões condenam qualquer tipo de manifestação, por qual motivo estariam aplaudindo em um país na Ásia Central? Qualquer pessoa de esquerda tem se fazer essa pergunta.

Não podemos deixar de abrir parênteses para o PSTU. Esse partido, que se diz trotskista, é notório em defender as posições do imperialismo. Como a Irmandade Muçulmana era demonizada nos jornais e noticiários no Brasil, o PSTU não hesitou em saudar um golpe militar sanguinário como sendo uma revolução popular, uma vez que tirou do governo a Irmandade.

Esses grupos não conseguem, ou não querem, entender que a luta de classes não se dá apenas entre a classe trabalhadora e a burguesia. Para eles, o nacionalismo burguês é burguês e pronto, o nome já diz tudo. Não veem que o grande capital internacional oprime as burguesias locais e impõe às populações desses países condições de vida ainda mais severas. O Brasil é um caso típico. A Operação Lava-jato e o golpe contra Dilma Rousseff destruíram setores inteiros da nossa economia que passaram para as mãos de acionistas, em sua maioria estrangeiros. O setor naval foi varrido do mapa; grandes construtoras foram reduzidas a pó e seus mercados foram tomados. O projeto do submarino nuclear brasileiro naufragou. A fome e o desemprego estão oprimindo milhões e milhões de brasileiros. E isso serve para a Síria, para Líbia, que produzem milhões e milhões de refugiados. Quem, em sã consciência, pode acreditar que estejam ocorrendo revoluções populares?

Uma outra chaga que temos combatido, e que assola a esquerda pequeno-burguesa, é o identitarismo. Essa praga acadêmica também é usada para justificar o ataque desses partidos pró-imperialistas contra o nacionalismo burguês. Para eles, um nacionalismo como o brasileiro é um tipo de aberração, o país seria fruto de crimes contra a humanidade. Para os identitários, o Brasil nem deveria existir, pois foi erguido sobre o genocídio dos índios, dos negros, praticado por pessoas sádicas que se divertiam em estuprar as mulheres indígenas.

caos saúde afeganistão
Afeganistão, caos na saúde com o bloqueio econômico imperialista

Toda essa esquerda golpista ficou contra a expulsão dos invasores do Afeganistão, pois se preocupavam com a situação das mulheres sob um regime do Talibã que, como era de se esperar, está sendo muito melhor para as mulheres do que o imperialismo. Os EUA, como é de costume, congelou ativos do governo afegão, o que obrigou o fechamento de um hospital especializado no combate à covid-19, além de estar provocando o caos na economia, aumentando ainda mais a miséria. Para quem se preocupa tanto com as mulheres, que também passam fome, e também são vítimas da pandemia, os tais identitários andam bastante calados. Aqui, seguramente, vale o dito popular “Quem cala consente”.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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