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Bloco Vermelho conquistou as ruas do Rio de Janeiro

Não há meio-termo

PCO ou PSDB? Só pode escolher um

Esquerda pseudorrevolucionária prostitui Lênin para justificar apoio ao PSDB

O dilema do centrista, que acaba se aliando à direita – Foto: Rennan Peixe

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Certa vez, o youtuber Jones Manoel publicou nas redes sociais: “Lula ou Jones. Só pode um. Escolhe quem?”. Ignoremos o que passa na mente nebulosa do treteiro de Twitter ao comparar sua popularidade com a de Lula. O que nos interessa é a contradição, o desafio lançado para a escolha de um dos opostos.

Isso porque, diante da repercussão da sova que militantes do PCO e de outras organizações da esquerda deram nos fascistas infiltrados do PSDB no ato em São Paulo, nosso comunista verde e amarelo saiu em defesa do PSDB. Como ficaria muito feio diante dos próprios militantes do PCB, seu partido, Jones mede suas palavras para tentar dar a entender que não está defendendo os tucanos.

Os manifestantes, segundo ele, não deveriam ter caído na provocação. Deveriam ter permitido a infiltração. Para quem não esteve na Avenida Paulista, valem algumas informações: o PSDB concentrou seus “militantes” (homens pagos, pois todos sabem que o partido da FIESP não tem militância) estrategicamente na cebeça do ato, próximo à Praça do Ciclista, para que, quando a passeata andasse, estivessem liderando a manifestação! Logo os que não fizeram nada para que o povo saísse às ruas, logo os que sempre sustentaram o governo Bolsonaro, logo os que até hoje não apresentaram um único pedido de impeachment! Eles liderariam o ato, com meia dúzia de bate-paus. O PSDB estava, ainda, acompanhado de outros elementos da direita, como o Cidadania e funcionários de Jorge Paulo Lemann junto de Tabata Amaral. Mais: desde o início do ato, foi visível a hostilidade com a qual foram tratados os capangas de Doria, FHC e Aécio Neves pelos manifestantes. Afinal, havia muitos professores, estudantes e servidores públicos, que estão cansados de serem tratados como cachorros pelos sucessivos governos do PSDB no estado e na capital.

“Isso (a porrada nos tucanos) seria usado como arma midiática, abraçado pela mídia e uma força irrelevante se tornaria foco de atenção”, diz o blogueiro, capitulador. “Na política é dever pensar em termos táticos e estratégicos. Bater no PSDB, fora de uma situação de autodefesa, com câmaras em volta é tudo que eles queriam”, continua. “O gozo de quebrar um tucano (não nego, seria prazeroso fazer [palavras, apenas…]) não se sobrepõe a dimensão estratégica de toda ação política. E defesa da violência revolucionária não significa bater palmas para toda e qualquer ação lida como ‘violenta’. Na dúvida, consultar V. I. Lênin.”

Bom, então vamos deixar o PSDB se infiltrar e sabotar os atos. Vamos convidá-lo para as próximas manifestações, abraçá-los e andar de mãos dadas com os pais do bolsonarismo. Vamos seguir o exemplo de Juliano Medeiros, presidente do PSOL, que disse que PSDB e MBL são bem-vindos aos atos da esquerda. Vamos, antes de tudo, deixar que os infiltrados do PSDB agridam os manifestantes da esquerda, como fizeram em 2013 e como tentaram repetir no ato do dia 3 de julho, como mostra o vídeo abaixo. Ao contrário do que comentou Manoel, os golpes contra bate-paus do PSDB foram sim uma reação de autodefesa.

Como todo oportunista, o blogueiro prostitui Lênin para justificar seu posicionamento. Critica a condenação de Lênin ao terrorismo como válvula de escape para a sua política centrista. Lênin e os bolcheviques, ao contrário da esquerda pequeno-burguesa pseudorrevolucionária de hoje, ignoravam completamente o que a imprensa iria pensar a respeito de suas ações. A crítica era que os populistas, anarquistas, ao invés de organizar os trabalhadores, de construir o partido revolucionário, se perdiam em tentativas de derrubar o regime por meio de ações isoladas e desvinculadas de um trabalho com as massas. Jones Manoel trata os bolcheviques como pacifistas. Uma pergunta: por acaso os bolcheviques aceitariam colaboradores do Czar participando das manifestações operárias?

Ainda a respeito da violência revolucionária: os bolcheviques, por necessidade da revolução e pela pressão popular, fuzilaram toda a família Romanov, dinastia que castigou e oprimiu o povo russo durante séculos. Diante disso, cabe uma segunda pergunta: o que Lênin diria dos “revolucionários” que hoje condenam os tapas que os agentes do PSDB tomaram na Avenida Paulista? E uma terceira: Jones Manoel e a esquerda “paz e amor” advertiriam os bolcheviques sobre o que a imprensa burguesa diria a respeito do justiçamento dos Romanov? Falariam os pequeno-burgueses centristas que isso seria um erro “tático e estratégico”?

Jones Manoel embarca ainda nas calúnias difundidas por jornalistas marrons como Renato Rovai, de que militantes do PCO teriam agredido e roubado outros militantes da esquerda. “Como eu disse, não se bate palma para seita que confunde ganguismo com autodefesa popular”, comentou.

São calúnias. Acusações de “seita” é o mesmo que a direita e a extrema-direita fazem ao PCO e que a burguesia sempre fez aos grupos e partidos revolucionários. “Ganguismo” é o mesmo que acusar de bandido, criminoso, ladrão – o que o SBT, Reinaldo Azevedo e João Doria estão fazendo neste momento. O nosso filostalinista confunde autodefesa popular com ganguismo. Afinal, milhares de manifestantes de esquerda, trabalhadores e estudantes, estavam na Avenida Paulista. O PSDB se infiltrou com a clara intenção de sabotar e provocar o movimento. Seria o mesmo que, por exemplo, torcedores do Palmeiras entrarem com a camisa de seu time em um jogo do Corinthians, no meio da Gaviões da Fiel, e começarem a provocar e a agredir torcedores do Corinthians. Ou se fosse o contrário. Foi o que fez o PSDB.

Novamente: o PSDB contratou bate-paus – como sempre costuma fazer, em eleições ou fora delas – para se infiltrar e sabotar a manifestação. O povo tem o direito de reagir a isso. A esquerda tem o direito de expulsar os maiores inimigos do povo da manifestação. E, em uma situação que foi polarizada entre PCO (representando os manifestantes) e o PSDB (representando os que os manifestantes queriam arrancar a cabeça), não há como ser centrista. Não há meio-termo entre PCO e PSDB nessa situação. Ou se está de um lado, ou se está de outro. Quem ataca o PCO e os manifestantes que se defenderam do PSDB, está do lado do PSDB.

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