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Conferência aprovou luta contra reformas e por Lula presidente

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Preocupações da classe média

Esquerda identitária quer tornar um operário em um “faria limer”

As manias e modinhas da esquerda pequeno-burguesa são incompatíveis com a popularidade de Lula

Lula num belo churrasco gaúcho – José Cruz

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Lula pode ser chamado de qualquer coisa, mas definitivamente o identitarismo não combina com a personalidade do político mais popular do País – talvez do mundo todo. Não combina justamente porque Lula é popular, Lula só é Lula porque o povo o identifica com o operário metalúrgico, que veio do Nordeste e que liderou as maiores greves da história recente do País.

O identitarismo é um aspecto da ideologia neoliberal com uma cobertura bem desbotada de esquerdismo. Foi a maneira que o imperialismo encontrou para conquistar ideologicamente setores de classe média com propensões ao esquerdismo, usando o apelo da luta contra as opressões, veganismo, ciclismo, defesa de alimentos orgânicos etc. Não que o neoliberalismo realmente defenda tudo isso, mas serve para enganar as pessoas de classe média, muitas delas sinceramente preocupadas com esses temas.

Mas fato é que se desvia a atenção desses setores para questões menores enquanto que os problemas mais importantes são esquecidos. A esquerda pequeno-burguesa, justamente por ser pequeno-burguesa, está contaminada pelo identitarismo.

E essa ideologia vai servir para atacar Lula. É o que demonstra o comentário da jornalista Cynara Menezes, a “Socialista Morena”, em seu Twitter: “proponho ao @LulaOficial que cada vez que fale de churrasco também fale de verduras, legumes e frutas sem veneno, da agricultura familiar”.

A política no Brasil está pegando fogo, a polarização é crescente, a miséria só aumenta, mas Cynara Menezes está preocupada se Lula vai falar de vegetais com ou sem agrotóxico.

Essa é uma esquerda que quer transformar Lula num almofadinha da Faria Lima, coisa que Lula nunca será e se eventualmente se aproximar disso, vai inclusive deixar de ser o Lula.

Não está em questão aqui a maior ou menor validade da preocupação de Cynara Menezes com os vegetais e a agricultura familiar. Se Lula defender o MST e seus projetos, coisa que ele faz com frequência, não há nenhum problema.

Mas o comentário de Cynara Menezes é uma crítica sem pé nem cabeça contra Lula, na verdade, nem pode ser considerado um comentário sério, é nada mais do que uma picuinha, uma alfinetada no ex-presidente. Lula não pode nem falar de churrasco em paz, sem que alguém apareça para criticá-lo. Afinal, qual o motivo da alfinetada senão forçar a barra para um assunto que sequer estava em pauta?

Comentários como o de Cynara Menezes mostram que a esquerda pequeno-burguesa está condicionada a criticar Lula por qualquer coisa, pelos motivos mais idiotas.

O que essa esquerda de classe média tem dificuldade de entender é que Lula fala o que o povo fala nas ruas e nos bairros. Ele expressa, bem ou mal, o lugar de onde ele veio. E Lula só é popular porque ele representa, com todos os problemas que se possa apontar, as vontades e gostos da classe trabalhadora. Isso não tem nada a ver com as manias e modinhas da classe média criada na Faria Lima, nos Jardins, em Moema, Pinheiros, Ipanema ou coisa que o valha.

A classe média esquerdista acredita que suas manias devem ser impostas ao povo, como se o povo fosse uma massa de bárbaros e selvagens. Por isso Cynara acha tão importante que Lula fale de verduras quando vai falar de churrasco, mas o povo não está preocupado com vegetais com ou sem agrotóxico, a maioria do povo, nesse momento, tem dificuldade de comprar a carne para fazer o seu merecido churrasco de final de semana.

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