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Sol Negro também escurece os EUA

Cada vez mais direitista

Boulos vai virar um novo Ciro?

A cada novo movimento de Guilherme Boulos é mais claro o seu vínculo com a direita, com a direita golpista e com o imperialismo.

Ciro e Boulos, como tutor e discípulo, trilham navegam no Iate da burguesia. – Foto por: reprodução.

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O ano de 2021 deixou muitos aspectos da política nacional ainda mais claros para a população. Isso não seria nenhuma novidade se estivéssemos falando da direita e seus políticos, funcionários da burguesia local e da burguesia imperialista internacional, mas estamos destacando tal aspecto para mostrar como a política de setores da esquerda foi desnudada, como é o caso de Guilherme Boulos.

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O político psolista, que surgiu para a vida política como uma das lideranças do movimento golpista “não vai ter copa” em 2013, apresentado desde então como uma liderança do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), vem passando por um claro movimento de direitização, quando analisamos, principalmente, suas ações, a política que pratica, e menos suas falas – estas também indicam o mesmo caminho, mas são colocadas de forma a enganar o trabalhador.

Então, como falamos, o novo queridinho da imprensa burguesa, monopolista e golpista nacional (Boulos), nos últimos anos vem acumulando pontos com a direita. Primeiro, aproveitando o embalo do movimento bancado de fora do país pelo imperialismo (não vai ter copa) ganhou uma coluna – e um bom pagamento – para ser colunista na Folha de S. Paulo, o jornal que é o mais golpista entre os grandes da imprensa burguesa nacional, e pior, de 2014 a 2016, exatamente no momento em que a burguesia “descarregava a metralhadora” no governo do PT e marchava a passos largos no golpe que se consolidou em 2016. Escrevendo pérolas como suas justificativas cínicas de “porque o governo de Dilma é indefensável”, se referindo ao ajuste fiscal.

Derrubado o governo nacionalista do PT, entrando na era dos governos golpistas, Boulos acumulou principalmente desestímulos à luta nas ruas contra o golpismo. Primeiro, passou os 1 ano e meio da prisão do ex-presidente Lula, sem convocar nenhum ato relevante em defesa da sua liberdade, provavelmente mais preocupado com a sua própria candidatura em 2018. Antes que algum cético esperneie “sim, ele defendeu a liberdade do Lula sim”, destacamos que, fazer discurso, palestra, e dar entrevista, sim ele fez bastante – promovendo a própria imagem. Ainda ajudou a confundiu a luta afirmando que “Lula livre é importante, mas há outras coisas também para a esquerda, como reforma da previdência”, mostrando o tamanho da cegueira política. Mas, o que realmente importa na luta de classes que é mobilizar o povo para enfrentar um ataque dessa envergadura, nada foi feito. Quem fez, aliás, foi o PCO, que organizou 3 atos em Curitiba, convocando os setores mais combativos da esquerda e estava disposto a fazer quantos fossem preciso para libertar o ex-presidente.

A “atuação” nas manifestações de massa

Falando em mobilizações de massa, também não podemos deixar de citar as mobilizações contra a extrema direita e o bolsonarismo. Primeiro, no começo do governo Bolsonaro, assim como fez toda a esquerda pequeno-burguesa, Boulos dava mil e um motivos para não mobilizar pelo Fora Bolsonaro (levantado pelo PCO em novembro de 2018). Incialmente desagregando os trabalhadores chamando-os a lutar contra as medidas do governo como a reforma da previdência, direcionando setores a travarem uma luta por políticas públicas que fossem implantadas pelo governo quase fascista – não foi porque Bolsonaro não teve força para tal – uma política descabida esperar tal coisa deste tipo de governo, substituindo pela luta pelo seu fim.

somosdemocraciaQuanto o movimento pelo Fora Bolsonaro começou a romper o bloqueio dos setores mais burocráticos da esquerda, que freavam as manifestações, isso em meados de 2020, Boulos se colocou à frente do movimento – ou melhor foi colocado, novamente pela imprensa – como liderança e negociou com a PM e os governo do PSDB de João Doria e Bruno Covas, entregando a avenida Paulista para os fascistas bolsonaristas, que estavam prestes a serem varridos pela mobilização popular (mobilização que começou no ato das torcidas organizadas) e a desmontou, colocando um bloco artificial e financiado pelo próprio PSDB (Somos Democracia) dentro da mobilização.

Ainda sobre o Fora Bolsonaro, Boulos e seu partido PSOL, em 2021 resistiram ao máximo a sair às ruas, mas foram empurrados – assim como os demais setores da esquerda pequeno burguesa – pela grande presença popular no 29 de Maio, o primeiro grande ato da jornada de lutas pelo Fora Bolsonaro – preparado pelo 1º de Maio organizado pelo PCO em São Paulo. Com a campanha nas ruas, Boulos além de continuar negociando com a PM e com o PSDB, buscaram burocratizar o ato e afastar a participação popular. Primeiro, negociando um esquema de repressão com a PM de São Paulo que montando um grande aparato em torno dos atos, acossava e atacava manifestantes, havendo casos de prisões, agressões e mortes vinculadas à ação policial como sempre. Depois participou junto com os setores mais direitistas da esquerda, do PCdoB, do PSOL e do PT, controlar a organização dos atos, afastando a participação popular, chegando a bloquear pessoas nas reuniões, controlar as falas, fazer reuniões somente por internet, o que obviamente exclui boa parte da população pobre, etc.

Os escândalos da boulolândia

Mas, em 2021 essa direitização de Guilherme Boulos realmente tomou proporções estratosféricas ou, ao menos, foram desnudadas suas ações clareando sua política. Primeiro, citamos a questão da pandemia e sua complacência com os governos do PSDB, ao pouco criticar o fascista João Doria, chegando a elogiar sua política demagógica com a vacina de segunda categoria. O que para muitos passou despercebido o motivo, mas como jornalismo investigativo do DCO não deixou passar, encontramos um dos elos do estranho laço. Guilherme Boulos é filho de Marcos Boulos um dos principais chefes do programa de “combate à pandemia” do governo de São Paulo, um cargo de confiança de João Doria.

Entretanto, as relações a direita não param na Folha e no tucanato de São Paulo, e também foi obra da imprensa revolucionária e independente tornar pública a sua relação com organizações golpistas de porte internacional, organizações que estão por trás de golpes de Estado por todo o planeta e, consequentemente envolvidas na morte de milhões de pessoas.

Estamos falando do escândalo Boulos IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa) de propriedade do empresário Walfrido Warde, um antigo amigo de Boulos e seu financiador particular. Assumidamente, o instituto recebe dinheiro de organizações ligadas aos órgãos de inteligência dos Estados Unidos como a Global Americans e o NED (National Endowment for Democracy), assim como foi confirmado, pelo próprio Boulos que é funcionário de tal órgão. O qual, aliás, é dirigido por figuras que foram agentes centrais no golpe de Estado de 2016 como, o general Sérgio Etchegoyen, o ex-diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, o ex-ministro de Temer, Raul Jungmann. Se isso não é se mover, se abraçar, se misturar com a direita golpista, fica difícil saber o que mais seria.

Leia aqui o especial sobre o caso Boulos / IREE

Escândalo Boulos-Warde – Diário Causa Operária (causaoperaria.org.br)

Boulos x Lula e PT

Para completar a caminhada rumo aos braços da direita, Guilherme Boulos e o seu partido (PSOL) têm apresentado uma série de obstáculos a um óbvio apoio à candidatura de Lula à presidência. Já apareceu de tudo, “precisamos discutir o programa de Lula”, que precisamos discutir os arranjos e candidaturas nos Estados, que é preciso construir uma frente além da esquerda, quem precisamos ver quem será o vice etc. Diversas colocações que deixam claro que, não só não há disposição alguma em apoiar a candidatura de Lula – e essas só consideram, porque há uma pressão popular muito forte, naturalmente pelo amplo apoio popular de Lula – que querem se aproveitar o máximo do isolamento do PT para arrancar o máximo nos Estados, o que finalmente está enfraquecendo não só a candidatura de Lula, como uma grande mobilização em torno de sua campanha.

Como exemplo, usamos o caso de São Paulo, aonde Boulos e o PSOL, atacam toda a semana Lula e o PT, na imprensa burguesa, forçando a desistirem da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, em detrimento de Boulos. Uma escolha patética, visto que tanto o candidato do PT possui muito mais popularidade, foi prefeito da capital, e se a proposta é participar das eleições (no caso para o Boulos) a lógica é que ele seria o candidato a vice. E o mesmo “fenômeno” acontece em outros Estados, em que psolistas buscam dividir a esquerda, tirar votos do PT, o que vai acabar por enfraquecer a candidatura de Lula.

Por último Boulos também vem aproveitando a ação da direita, que busca infiltrar um elemento golpista, impopular, completamente ligado aos interesses de grandes capitalistas, o tucano Geraldo Alckmin na candidatura de Lula, para atacá-lo. Concedendo seguidas entrevistas a veículos da imprensa burguesa criticando “a possível aliança”, dando munição a essa imprensa golpista, inclusive para se colocar como via alternativa caso ela se concretize.

Outro aspecto da política eleitoral direitista tocada é a constante aproximação com candidatos  direitistas como Ciro Gomes, líder dos ataques a Lula, e que Boulos faz questão de tecer elogios de suas políticas direitistas, principalmente, afirmando se tratar de um democrata, um “grande parceiro na luta contra a espoliação da burguesia”.

Algumas matérias do sobre Boulos e Lula:

O golpe de Boulos e do PSOL contra o PT e em favor da direita – DCO (causaoperaria.org.br)

Boulos trabalha com os algozes de Lula – DCO (causaoperaria.org.br)

Boulos foi escalado para liderar a campanha até a queda do PT – DCO (causaoperaria.org.br)

Não é a mesma coisa o apoio da burguesia a Lula e a Boulos

Enfim, a trajetória aqui narrada, trazidos só alguns pontos principais, deixam claro o processo de endireitização de Guilherme Boulos e de sua política, marcada por uma aproximação cada vez maior à direita. Poderíamos aqui citar muitos outros como sua política com os vizinhos latino americanos, de ovacionar o direitista Boric e atacar Venezuela e Nicarágua, de tratar com amabilidade a corja direitista e com desprezo a esquerda revolucionária das ruas etc. Cada movimento sendo justificado das formas mais superficiais e “esfarrapadas”, isso quando são justificadas. Lembrando: até hoje Boulos não esclareceu, não respondeu às denúncias feitas por este diário sobre suas relações com órgãos ligados à política de golpes de Estado do imperialismo.

Ao contrário de como a imprensa monopolista tenta apresentar Boulos como “o novo Lula”, pra substituir o próprio Lula, o psolista do Campo Limpo está cada vez mais se parecendo com o direitista Ciro Gomes. O qual se notabilizou em “vestir” vários personagens, mas que nos últimos anos se esforça pra vestir o de esquerdista e não consegue, Boulos está indo por caminho semelhante. Tenta se vestir de esquerdista, de líder popular (sem popularidade), mas o que aparece mesmo é uma política cada vez mais alinhada com a direita golpista e imperialista.

Assim, destacamos o quão importante é para os leitores e, principalmente, para a classe operária brasileira estar atenta e acompanhando o dia a dia e os atos, muito mais do que as palavras, dos ditos líderes de esquerda, das pessoas que se apresentam como seus representantes e dizem advogar em seu nome. Acompanhar e analisar como essa trajetória se desenvolve, para que não caiamos em novos golpes, desta vez, de dentro do movimento.

“Quem paga o Boulos é o americano”

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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