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Em plena Folha de S. Paulo

Boulos chama PCO de “seita” para não ter que se explicar

Em entrevista ao UOL, Boulos ataca o PCO após ser questionado sobre nossas denúncias que o ligam com o imperialismo norte-americano

Boulos é uma farsa, um verdadeiro inimigo dos trabalhadores – Foto: UOL

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Nessa última sexta-feira (21), o queridinho da imprensa golpista, Guilherme Boulos, concedeu uma entrevista ao UOL, portal do grupo Folha, na qual comenta, como se tivesse propriedade para tal, sobre a situação da esquerda no Brasil frente às eleições deste ano.

Na ocasião, um dos entrevistadores e colunista do UOL, Tales Faria, após admitir acompanhar este Diário, perguntou a Boulos sobre as denúncias que o PCO fez acerca de sua relação com o Instituto para Reforma das Relações entre Empresa e Estado (IREE) e, consequentemente, com o imperialismo.

Sua resposta se deu exatamente nos mesmos moldes de ocasiões passadas: ao invés de se explicar, tirando suas relações com o sinistro IREE de Walfrido Warde debaixo dos panos, atacou, mais uma vez, o PCO, colocando que se trata de uma seita.

Para sermos justos com Boulos, cá está sua fala transcrita de vídeo proveniente do UOL:

“Em todo lugar existe gente doida, existe seita. O PCO é uma seita, é isso que é […] Eu tenho ligações sim [com o IREE], sou colunista do portal do IREE, sou coordenador e professor de um curso da escola KOPE que é ligado ao IREE. É o meu trabalho, o Walfrido é um grande amigo. Isso se tornar uma denúncia, só na cabeça de gente lunática”.

O fato é que o disco de Boulos está arranhado. Ao invés de se explicar, expõe as mesmas idiotices, os mesmos xingamentos. Se fossemos ingênuos, bastaria dizer que Boulos trata a política como uma discussão do jardim de infância. Entretanto, ainda mais neste momento, sabemos que sua postura não passa de um artifício barato para evitar ao máximo a discussão acerca dessa questão.

No fim, para todo lugar que Boulos vai, ele precisa se explicar, pois este assunto o persegue exatamente no sentido de que se mantém uma incógnita completa no que diz respeito às suas justificativas.

Nesse sentido, o que importa não é se o PCO é ou não uma seita, o fato é que o PCO expôs uma crise gigantesca no seio da esquerda pequeno-burguesa brasileira, colocando em xeque toda a política golpista que Boulos exerceu nos últimos anos como consequência direta de sua relação com o imperialismo norte-americano.

Agora, Boulos admite sem nenhum escrúpulo que faz parte do IREE. E o melhor, é que para por aí! Como se nossas denúncias não existissem.

O PCO demonstrou factualmente, por meio de documentos e declarações públicas disponíveis a absolutamente qualquer pessoa com uma conexão à internet, que o IREE tem ligações econômicas com o imperialismo.

As suas acusações – se é que podemos chamar suas palavras de algo senão surtos escapatórios -, devemos responder: ok, mas e daí? Agora que você admitiu fazer parte do IREE, como justificar essa relação? Como justificar fazer parte de um Instituto composto por figuras brutais da política brasileira, como Sérgio Etchegoyen, ligado diretamente à ditadura de 64, Leandro Daiello, diretor da Polícia Federal do golpe de 2016 e Walfrido Warde, defensor ferrenho da lava-jato?

Já que ele mesmo não responde a esses questionamentos, seremos cordiais e o faremos por ele. É insustentavelmente contraditório. Se considerar de esquerda com um currículo desses não só demonstra uma falta de princípios profunda por parte de Boulos, mas, mais importante que isso, mostra uma demagogia digna de um verdadeiro agente do imperialismo.

E que fique claro, antes que Boulos tente escapar mais uma vez. Ele é um agente do imperialismo no sentido de que sua política resulta diretamente em um apoio à política do imperialismo no Brasil. Não é à toa que ele encabeçou a campanha do Não Vai Ter Copa durante o governo Dilma, sendo chave primordial para a articulação golpista dentro da esquerda durante o golpe de 2016. Sem contar em sua participação ativa em um instituto financiado pelo imperialismo.

Vale também destacarmos mais uma fala de Boulos na entrevista em questão que mostra bem sua demagogia frente à esquerda nacional. Ele afirma que sofremos uma “derrota importante” nas eleições de 2018 e que, após a restituição dos direitos políticos de Lula, a esquerda se encontra em um período de ascensão. Ou seja, além de colocar o golpe contra Lula de 2018 como uma “derrota”, como se fosse algo democrático, procura mostrar simpatia a Lula, quando ele próprio lutou pelo golpe de 2016. Logo, pura demagogia.

Além de tudo, é interessante o fato de ele estar fazendo sua colocação na Folha. Em um órgão de imprensa da esquerda, suas colocações vão no sentido de se retratar com a esquerda, de explicar seus desvios. Entretanto, na ocasião, Boulos tenta explicar em um jornal burguês e pró-imperialista que ele próprio não é favorável à política da burguesia e do imperialismo. Por si só um grande absurdo, ainda mais frente à cordialidade pela qual ele é tratado na entrevista.

Ou seja, temos ainda mais uma prova cabal de que as denúncias do PCO estavam, de fato, corretas. Afinal, para precisar se defender – se é que possamos chamar de uma defesa – em um veículo da grande imprensa, é porque nossas reportagens realmente tocaram na ferida da burguesia e de seus agentes infiltrados na esquerda.

Aqui, temos um ponto extremamente importante que mostra bem o papel da polêmica e da discussão sistemática para o movimento dos trabalhadores. Nossas denúncias são fruto de uma construção política de décadas, acumulada sob a forma viva do partido revolucionário. Atualmente, podemos colher os frutos dessa luta de uma forma verdadeiramente impressionante, desmascarando lobos em pele de cordeiro, como é o caso de Boulos, e aprimorando, cada vez mais, a consciência política da classe operária brasileira.

É este um dos principais papéis do partido operário, denunciar aqueles que querem acabar com a luta pelo comunismo e, enquanto isso, chegar a conclusões realmente valiosas para o movimento dos oprimidos.

E que fique claro! Não é a primeira vez e também não será a última. Nossa luta implacável pela revolução socialista permeia todos os meios possíveis e, com o papel de vanguarda dos trabalhadores, levaremos esta guerra até às últimas consequências. Cada vez mais separaremos o joio do trigo, deixando, por meio da discussão e da polêmica, evidente quem está do lado dos trabalhadores e quem está do lado do imperialismo.

O empresário (e seus sócios imperialistas) por trás de Boulos

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