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Não desdenhemos do inimigo

Bolsonaro não tem força para um golpe?

Não é somente contra a esquerda que Bolsonaro guarda suas munições, é contra uma possível manobra da direita golpista que derrubou o governo do PT

Bolsonaro e os militares, uma sintonia fina – Reprodução

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Em entrevista à TV 247, Celso Amorim, embaixador e ex-ministro, disse que “Bolsonaro foi muito humilhado” e quando perguntado se o fascista que ocupa o cargo de presidente do Brasil teria força para dar um golpe, disse: “acho muito difícil que ele consiga. Acho muito difícil”. Na entrevista concedida na última segunda-feira, 20, o ex-ministro destacou que após os atos do 7 de setembro, Bolsonaro mostrou que realmente não tem força para dar um golpe de Estado.

A afirmação de Celso Amorim ignora um fato concreto: os atos bolsonaristas foram muito grandes, indicando a capacidade de mobilização da extrema-direita. Para Amorim, o recuo realizado por Bolsonaro após os atos do dia 7 de setembro, representa uma derrota. “Ficou mal inclusive para a turma dele [Bolsonaro]. A turma bolsonarista estava achando que ia dar o golpe e que ia chegar lá e tomar o poder”, disse. Ainda segundo Amorim, Bolsonaro “foi muito humilhado. Não só assinou aquela carta, mas logo em seguida, naquele jantar do Naji Nahas, as pessoas gargalhando da imitação do Bolsonaro, indecente sob vários aspectos”. Em realidade, Bolsonaro não perde pontos por se comportar mal durante uma entrevista ou falar alguma besteira durante alguma coletiva. Suas atitudes não mudam o apoio que ele tem na classe média direitista, nas policiais e entre os militares. Após 3 anos de governo, Bolsonaro ainda goza de uma base social fiel e capaz de segui-lo em uma aventura mais arriscada. E o fascista sabe muito bem que a burguesia tem predileção por tucanos, e que ela fará de tudo para levantar a bola de um político da direita tradicional que seja mais confiável, que seja mais hábil em pôr em prática a cartilha neoliberal. Não é somente contra a esquerda que Bolsonaro guarda suas munições, é contra uma possível manobra da direita golpista que derrubou o governo do PT e acabou por deixar escapar a vitória nas eleições de 2018. Um golpe não seria nada impossível, as movimentações dentro das Forças Armadas indicam uma forte agregação em torno de Bolsonaro.

É importante destacar as afirmações de Amorim, visto que sua análise baseia-se na repercussão gerada na imprensa capitalista. Ao contrário do que pensa Amorim, as manifestações bolsonaristas podem ser consideradas uma vitória de Bolsonaro contra as instituições. Bolsonaro não havia organizado um golpe como pontou a imprensa golpista, o fascista está preparando sua campanha eleitoral para 2022. Nesse sentido, Bolsonaro deu um passo adiante contra qualquer tentativa da burguesia emplacar um candidato que o substitua, isto é – a terceira via. Amorim não levou em conta que Bolsonaro ainda se apresenta como um candidato “antissistema” e é capaz de mobilizar setores confusos da população e, principalmente agentes da força de repressão do Estado, como é o caso dos policiais.

A avaliação das forças políticas em disputa não pode ser feita com base na forma como a imprensa golpista expõe os acontecimentos, ela deve ser feita com base no avanço concreto das classes sociais na luta política. Portanto, ao conseguir mobilizar uma expressiva base social nos atos do dia 7 de setembro, Bolsonaro mostrou que sim, tem capacidade ofensiva para peitar as manobras da burguesia que o colocou no poder, mas que agora quer substituí-lo por político do tipo João Doria (PSDB). Ademais, até agora, Bolsonaro conta com amplo apoio dos militares, sendo estes uma de suas principais armas numa possível situação de golpe de Estado. Os milicos já disseram que estão sob total comando de Jair Bolsonaro, ou seja, basta Bolsonaro acionar as Forças Armadas que os militares estariam de prontidão para fechar o regime.

Novamente, setores de esquerda procuram desdenhar da força de Bolsonaro e dos militares. Esse tipo de análise, de caráter ilusório, foi a mesma que negligenciou o golpe que derrubou o governo de Dilma Rousseff em 2016, que ignorou a investida da direita e da burguesia contra Lula e o colocou na cadeia impedindo-o de concorrer as eleições de 2018. À época, esses mesmo setores prognosticaram que não haveria golpe, que os militares “democráticos” (que não existem) iriam barrar a ofensiva reacionária e golpista de Bolsonaro etc. Essa profunda ilusão na “democracia” é a responsável pela política de prostração que ela encerra: como não haverá golpe, e Lula lidera as pesquisas, teríamos apenas que esperar pelas eleições. Enquanto isso a direita articula a terceira etapa do golpe.

Caso a burguesia não consiga lançar outro candidato que substitua Bolsonaro, todas as fichas serão apostadas no fascista, novamente. O regime político golpista está buscando uma alternativa à direita e não à esquerda. Lula, como figura central da luta contra o golpe, está no campo da esquerda e pode desestabilizar o regime com a mobilização de amplos setores progressistas. As eleições não estão certas, Lula não ganhou e Bolsonaro pode, sim, dar um golpe. A única forma de impedir a vitória da direita golpista é a mobilização popular. A esquerda deve se unificar pelo Fora Bolsonaro com a candidatura de Lula, sem a presença da direita golpista nos atos.

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