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PCB e o "pacifismo"

A “terceira via pacifista” para ocultar apoio ao imperialismo

PCB embarca em uma onda de ser contra todos para, na realidade, não entrar em atrito com o imperialismo

Flower Power – Bernie Boston (detalhe)

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O PCB publicou em seu sítio um artigo, um tanto quanto estranho, sob o título A hora da paz e do não-alinhamento. Por um segundo até nos sentimos nos tempos da Guerra Fria, mas não se trata disso. No final das contas, o PCB tenta inventar uma espécie de ‘Terceira Via Internacional’, como se fosse possível não estar a favor da Rússia, da China, ou dos EUA. É uma manobra reacionária porque tem como objetivo evitar o enfrentamento contra o imperialismo.

O olho do texto diz o seguinte: “A maioria dos países que votaram contra a condenação da Rússia não o fizeram porque apoiam a guerra da Rússia na Ucrânia, mas porque reconhecem que a polarização é um erro fatal. Não se trata disso, os países que votaram contra a condenação são países que também são oprimidos pelo imperialismo e estão defendendo seus próprios interesses. Por qual motivo a Índia, por exemplo, não compraria petróleo russo e ainda mais obtendo desconto? A Polônia, capacho dos EUA, teve seu gás cortado e agora está sendo obrigada a comprar gás russo por meio da Alemanha! Se a Rússia cortar o fornecimento para os alemães os poloneses vão recorrer a quem e a que custo?

O artigo é um libelo contra as guerras, o único problema é que não tira as consequências devidas dessa crítica. Para começar, existem guerras e guerras. É um erro condenar as guerras de uma maneira geral. Se um país é agredido tem todo o direito de se defender. O imperialismo, por meio da OTAN e se servindo da Ucrânia, ameaçou a Rússia que acertada e legitimamente reagiu. Uma guerra que os palestinos eventualmente iniciem contra o Israel seria condenável? Devemos condenar as revoluções populares? É até preocupante um partido que se diz comunista publique esse tipo de posição, como será que pretende atingir o comunismo, pelo voto?

De Holocausto a Hiroshima

Depois de afirmar o óbvio, que as guerras são medonhas, que mata civis, o texto faz referência aos horrores da Segunda Guerra Mundial, relembra a perseguição ao judeus e aos bombardeios atômicos dos EUA sobre o Japão. Fala sobre as subsequentes reações mundiais como pedido do banimento das armas nucleares nos anos 1950 etc. No entanto, faltou explicar quem fez a guerra. A Segunda Grande Guerra não teria sido, como a Primeira, uma luta por mercados? Quem provocou todo aquele desastre foi o imperialismo.

Todos nós sabemos que seria melhor gastar dinheiro com salas de aula e hospitais do que com armas nucleares. O problema é que, para o imperialismo, isso não vem ao caso. As grandes potências não ligam para discursos moralistas e também não se incomodam se as chamam de hipócritas por condenarem a operação militar na Ucrânia e se calam sobre o Iêmen. Mais um pouco e o PCB vai descobrir que, sim, o mundo é cruel.

A volta dos que não foram

O texto clama por ‘retornar à paz’. Quando, exatamente, houve paz? Até onde a vista alcança só se vê conflitos de toda ordem e 99,99% das vezes tem o dedinho sujo do imperialismo promovendo os atritos. Quando afirmam que “à medida que a guerra da Rússia na Ucrânia continua, é fortalecida a desconcertante visão de que negociações são fúteis”. Não deveriam omitir que a Rússia tentou negociar por anos para impedir o confronto, mas de nada adiantou porque já estava decidido o cerco e o imperialismo não recuaria. É muita ingenuidade afirmar que Negociações só são viáveis se houver respeito (sic) de todas as partes, e se houver uma tentativa de entendimento do fato de que todos os lados em um conflito militar têm demandas razoáveis. Aqui no planeta Terra, pelo menos, o que prevalece é a lei do mais forte. Quem não se lembra de Victoria Nuland mostrando o dedo do meio para a União Europeia? Isso aí é, digamos, o normal nas relações internacionais quando se trata daqueles que mandam falando com aqueles que obedecem.

A essas pessoas, em seus burocráticos ternos azuis, não devemos confiar o futuro do mundo”. Poético, mas quem disse que estão interessados em nossas opiniões? O imperialismo age por um necessidade e lógica próprias. O papel da classe operária, dos comunistas, é lutar contra essa força opressora para varrê-la do mapa pois só assim a classe trabalhadora poderá se emancipar.

Não é um passo meramente sentimental voltar ao passado para dar vida ao Movimento dos Não-Alinhados hoje”. Na verdade, isso não tem nada a ver com a realidade, é uma falsificação histórica. O movimento de ‘não alinhamento’ foi criado pela ex-URSS como uma tentativa de criar um bloco contra o imperialismo sem que isso ficasse explícito, era apenas uma manobra. Os países ‘não alinhados’ eram aqueles que tinham algum tipo de relação mais aprofundada com a União Soviética.

Tentar trazer o ‘não alinhamento’ para o panorama atual é algo reacionário. Como se pode se estar, a princípio, contra dois blocos sendo que um deles é o imperialismo e outro está sendo oprimido? Esse pretenso campo neutro é um coelho que o PCB tirou da cartola porque não quer se opor ao imperialismo. Eis a dura realidade.

Em um determinado momento o texto parte para o devaneio: O que necessitamos é uma alternativa aos dois campos mundiais da Guerra Fria (sic). Esta é a razão pela qual os líderes de muitos desses países – do presidente chinês Xi Jinping ao primeiro-ministro indiano Narendra Modi, passando pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa (…) estão dando passos em direção a uma plataforma não-alinhada. É esse movimento da história que nos provoca a refletir sobre um retorno aos conceitos do não-alinhamento e da paz. Se tem uma coisa que a China está tratando de fazer é ganhar tempo e também está se armando até os dentes. Sem falar das declarações de que não vai aceitar quaisquer ingerências em Taiwan.

Faça amor, não faça guerra?

Como o PCB pretende tratar com os desdobramentos políticos do conflito que ocorre entre Rússia, um país atrasado, e o imperialismo? O conflito está escalando, se intensificando. Clamar pela paz é bom, mas o imperialismo está entrando na guerra. Os EUA vão aprovar uma montanha de dinheiro (US$ 33 bilhões) em armamentos para serem enviados para a Ucrânia, o que significa muita turbulência pela frente.

Ficar do “lado da paz”, por mais que o PCB tente negar, é um alinhamento aos interesses do imperialismo, especialmente o dos Estados Unidos, é o não reconhecimento de que um país oprimido pode se defender contra as agressões do grande capital internacional que não quer perder um único milímetro de sua dominação. Essa defesa abstrata da paz é uma tomada de posição, é um apoio velado justamente àqueles que mais atentam contra a paz.

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