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Esquerda "pero no mucho"

A esquerda que se opõe às ideias e à luta revolucionária

Armamento do povo contra a burguesia, liberdade de expressão, luta contra o encerramento, autodeterminação dos povos e outras ideias revolucionárias que a esquerda abandonou

A simpatia pela derrubada revolucionária, de armas nas mãos, do poder da burguesia, fica para o passado – Foto:Sivulgação

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Os últimos anos foram marcados pelo abandono por parte da esquerda que se diz “revolucionária”, “socialista”, “comunista” etc. de uma série de ideias centrais e tradicionais que caracterizam ao longo da história as posições da esquerda revolucionária, dos fundadores do socialismo científico e de todos os partidos que se dedicaram – de fato – e não apenas em palavras à causa da revolução, da emancipação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo.

No documento fundacional do movimento revolucionário dos tempos atuais, o Manifesto do Partido Comunista,  redigido pelos fundadores do “socialismo científico”,  Karl Marx e  Frederich Engels, se destaca que:

Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social até aqui. 

E, com base na análise materialista da história, em particular da sociedade de classes estabelecida com o capitalismo estabelecem de forma categórica que as classes dominantes devem 

tremer ante uma revolução comunista! Nela os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.

Essas palavras fizeram-se realidade na espetacular luta desenvolvida tendo como base a teoria revolucionária, o marxismo, nas décadas que se passaram e, destacadamente, nas dezenas de revoluções vitoriosas do século XX, nas quais a esquerda derrotou ou superou – ao menos momentaneamente – a perspectiva ilusionista dos setores da esquerda que, volta e meia, pretendem substituir – de forma arbitrária e sem apoio na realidade-, a luta por expor as perspectivas e propósitos dos revolucionários, da classe operária e do povo explorado, por uma política de dissimulação e difusão das idéias dos seus inimigos de classe, da burguesia, dos seus partidos, da sua venal imprensa etc.

A esquerda “revolucionária” a favor do desarmamento

Uma das mudanças mais marcantes, em contradição com todas as transformações revolucionárias que ocorreram desde a Comuna de Paris, passando pelas vitoriosas revoluções russa de 1917, chinesa de 1949, cubana de 1959 – dentre outras – até as revoluções do final do século XX, é que a esquerda, no Brasil e em todo mundo, passou a defender teses que, de fato, representam uma oposição à luta pela derrubada do poder do capitalismo e à luta pelo poder para os trabalhadores.

Uma das primeiras e mais fundamentais posições revolucionarias abandonadas por essa esquerda, foi o abandono da reivindicação democrática do direito ao armamento do povo trabalhador e da necessidade da luta revolucionária para por fim ao jugo capitalista. Como assinalou  Lênin, no  Programa Militar da Revolução Proletária

Em primeiro lugar, os socialistas nunca foram e nunca poderão ser adversários de guerras revolucionárias. A burguesia das «grandes» potências imperialistas tornou-se totalmente reaccionária, e nós reconhecemos que a guerra conduzida agora por essa burguesia é uma guerra reacionária, escravista e criminosa. Mas que se pode então dizer de uma guerra contra esta burguesia? Por exemplo, de uma guerra dos povos oprimidos por esta burguesia e dela dependentes ou coloniais pela sua libertação? 

Toda essa reação revolucionária das massas exploradas vem sendo, de fato, condenada, pela esquerda pequeno burguesa que, sem ter dirigido uma única luta revolucionária (e em muitos casos qualquer tipo de luta) se opõe à orientação estabelecida pelo líder da revolução russa, sob a base da experiência e da análise dos acontecimentos espetaculares de 1917:

Só depois de termos derrubado, vencido e expropriado definitivamente a burguesia no mundo inteiro, e não apenas num só país, é que as guerras se tornarão impossíveis. E, do ponto de vista científico, seria portanto completamente incorrecto e completamente não-revolucionário se eludíssemos ou dissimulássemos exactamente o que é mais importante: o esmagamento da resistência da burguesia — o mais difícil, o que mais luta exige durante a passagem ao socialismo. Os padres «sociais» e os oportunistas estão sempre prontos a sonhar com o futuro socialismo pacífico, mas aquilo que os distingue dos sociais-democratas* revolucionários é exactamente eles não quererem pensar e sonhar com a encarniçada luta de classes e com as guerras de classes para tornar realidade este futuro maravilhoso.

A política de conciliação e capitulação diante da burguesia chegou a tal ponto que os “revolucionários”, os “padres” sociais da esquerda, de ontem e de hoje, passaram a se opor, não só à luta e às guerras revolucionárias, como também – por exemplo – ao direito democrático de armamento do povo pobre, negro e explorado, do campo e da cidade, para se defender do massacre a que estão submetidos diante do regime golpista imposto no Brasil.

O abandono do direito ao armamento se soma ao desbunde total da esquerda para posições reacionárias, que incluem também – dentre outras muitas questões – o abandono da defesa de liberdades democráticas fundamentais que marcaram a esquerda revolucionária em toda a sua historia como a defesa da liberdade de expressão, a luta contra a censura, contra o encarceramento em massa (que num Estado capitalista só pode representar a prisão de centenas de milhares de proletários), a defesa do direito à autodeterminação dos povos contra a intervenção “democrática” do imperialismo (visto explicitamente, no casos recentes  do Afeganistão, em que boa parte da esquerda colocou-se do lado dos EUA contra o Talibã e o povo afegão; e no recente apoio de “esquerdistas” ao imperialismo contra Cuba, Venezuela, Nicarágua).

Não por acaso, essa esquerda – da mesma forma que a direita -, procura mostrar “espanto” diante das posições revolucionárias tradicionais defendidas pelo Partido da Causa Operária (PCO), na sua imprensa e na sua luta cotidiana.

Nas próximas edições vamos destacar outros pontos fundamentais do programa revolucionário, da tradição marxista,, abandonados pôs essa esquerda.

  • “sociais-democratas” – designação dos revolucionários bolcheviques (depois “comunistas”), no ano de 1917.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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