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Liga dos Camponeses Pobres

Só o direito às armas pode proteger os sem terra do extermínio

Camponeses pobres são ameaçados de morte em Rondônia

Manifestação contra o massacre de camponeses em Pau D´arco – Foto: Reprodução

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De acordo com os dados de “Violência contra a Ocupação e a Posse” divulgados pela Comissão Pastoral da Terra no último mês de dezembro, a Destruição de Casa, Destruição de Pertences, Expulsão, Grilagem, Pistolagem e Impedimento de acesso à Área de Uso Coletivo alcançou um número de famílias atingidas, até 31 de agosto de 2021, maior do que o verificado em todo o ano de 2020. No total, 418 territórios no país foram alvo desse tipo de violência nos primeiros 8 meses de 2021. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram registrados 26 assassinatos em conflitos no campo, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Das 26 vítimas de assassinatos, 8 eram indígenas, 6 sem terra, 3 posseiros, 3 quilombolas, 2 assentados, 2 pequenos proprietários e 2 quebradeiras de coco babaçu. Cinco dos seis sem terra assassinados eram integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) em Rondônia. Em Campina Verde, interior de Minas Gerais (684 km de Belo Horizonte), o companheiro Luzivaldo de Souza Araújo da LCP, que está preso injustamente acusado de um crime que ele não cometeu, com problemas de cálculo renal e infecções na vesícula e no fígado, corre sérios riscos de morte. O processo-farsa contra Luzivaldo Araújo, que serve para inibir a luta pela terra, já tem mais de três anos.

Por serem números oficiais – já absurdos -, é possível que o montante seja muito maior, diante das dificuldades de registro e acesso às informações nos rincões do país. Em 2021, dos 418 territórios que sofreram “Violência Contra Ocupação e a Posse”, 28% eram territórios indígenas; 23% quilombolas; 14% territórios de posseiros; 13% territórios de sem terras, entre outros. A “destruição de casa” aumentou 94%, “destruição de pertences” 104%, “expulsão” 153%, “grilagem” 113%, “pistolagem” 118% e “impedimento de acesso às áreas de uso coletivo” aumentou 1.057%. Além disso, houve um aumento de 50% nas agressões, 200% nas ameaças de prisão, 1.100% nas humilhações, 14% na intimidação e 1.044% nas mortes em consequência.

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Gráfico/Comissão Pastoral da Terra. Dezembro de 2021

Para além dos dados, os relatos de abuso por parte de latifundiários e agentes do Estado são constantes, praticamente diários. Como é o caso da Comunidade Gabriel Filho, em Palmeirante, Tocantins. Em 2018, o grileiro Paulo Freitas conseguiu expulsar famílias que estavam acampadas e hoje ele intimida as famílias obrigadas a atravessar a fazenda. O nome da comunidade homenageia Gabriel Vicente de Souza Filho, assassinado em 16 de outubro de 2010 no acampamento ─ o acusado pelo assassinato é o fazendeiro Freitas. Segundo as famílias da comunidade, em declaração para o site De Olho nos Ruralistas, o fazendeiro continua a tocar o terror na região, inclusive utilizando drones para vigiar os moradores. “É uma vez por semana, às vezes duas”, conta o camponês. “A gente vê e já comenta: ‘a nossa estrela tá rodando baixa”.

Em entrevista para este Diário, o advogado Dr. Marino D`Icarahy, integrante da Associação Brasileira dos Advogados do Povo e advogado dos camponeses da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia, afirma que as ligações entre autoridades políticas que comandam a região e os latifundiários são profundas. “Há um comprometimento que passa pelas polícias civil e militar, principalmente a militar, que age manifestamente como milícia privada do latifúndio e também como carrascos, verdadeiros guaxebas (pistoleiros) que vivem a acossar a paz do povo no campo.” As instituições e o próprio governo fraudulento de Bolsonaro são parte desse terrorismo de Estado contra os povos do campo.

O banho de sangue nas regiões agrárias do Brasil tem ganhado proporções catastróficas para os camponeses, principalmente pós-golpe de Estado de 2016. A violência e os crimes contra os povos do campo batem recorde todos os anos. Diante dos fatos é preciso um politica concreta de luta e revindicações. A começar pela organização dos comitês de autodefesa dos camponeses e por defender de forma categórica o direito ao armamento para que possam se proteger. Os trabalhadores da cidade e a esquerda precisam prestar todo o apoio aos camponeses, que estão sendo massacrados e precisam se unir. Até porque no campo não há Estado que os proteja, mas sim que os ataca e esmaga.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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