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(des)mobilização

Florianópolis: Frente Fora Bolsonaro a serviço da desmobilização

É preciso discutir a organização do movimento

Ato Fora Bolsonaro – Foto: Reprodução

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Com as mobilizações do último sábado, 24 de Julho, um debate que precisa ser ampliado se queremos de fato derrubar Bolsonaro é sobre a organização da Frente Fora Bolsonaro. Em nível nacional percebe-se uma evolução tanto na organização quanto no ato em si, com a participação cada vez maior das organizações de massas e suas bases, como a CUT.

No entanto, em Florianópolis, capital em que protagonizou a expulsão arbitrária do Partido da Causa Operária por parte do PDT e PCdoB em um verdadeiro golpe ao estilo centro acadêmico, a Frente Fora Bolsonaro tem servido como um verdadeiro entrave à mobilização, e aqui iremos narrar um pouco do que podemos observar.

Sobre as lideranças

Um problema que podemos verificar a nível nacional e que sentimos uma evolução é sobre as lideranças do movimento. Em Florianópolis, no entanto, não vimos esta evolução, as pessoas que organização os atos não são as lideranças de fato das organizações que dizem representar, algo que ficou mais claro para nós sobre este problema, foi o fato de que pelo menos 3 organizações que procuramos para saber sobre a sua posição em relação à votação em que expulsou o PCO da Frente nem sabia que aqueles pessoas estavam ali representando elas, são elas PT, PCLP e SINTESPE.

Este é um problema grave que se coloca para este movimento, uma vez que o movimento de 1 milhão de pessoas está na mão de pessoas que não têm experiência e nem responsabilidade para levar adiante um movimento desse porte. Na votação da expulsão arbitrária do PCO ficou claro isso: colocaram “laranjas” para votar em nome de determinadas organização. Quando os militantes do PCO questionaram as organizações pelo erro cometido, as lideranças disseram que aquela pessoa não representa a opinião da organização.

Atos itinerantes

No ato do dia 24 de Julho, contraditoriamente vimos uma diminuição expressiva do ato em Florianópolis, enquanto no primeiro ato, ocorrido no dia 29 de Maio no balanço do Partido compareceram cerca de 10 mil pessoas; neste compareceram cerca de 3 mil. Um aspecto fundamental e que em nossa análise é um dos fatores responsáveis pela diminuição das mobilizações é a troca de local e horário de forma costumeira, em uma breve retrospectiva veremos que dos quatro atos realizados até aqui nenhum deles foi no mesmo horário e local.

No dia 29 de Maio o ato foi chamado para o Largo da Alfândega às 10h, já no dia 19 de Junho tivemos o fatídico episódio do ato cancelado por questões climáticas (chuva), enquanto que no dia 03 de Julho o ato foi chamado para Praça Tancredo Neves às 9h30 e no último dia 24 de Julho o ato foi chamado para o Largo da Alfândega às 13h.

Pode-se verificar o fator de desmobilização que resulta essa política confusa de atos itinerantes na convocação do último ato, o Partido da Causa Operária passou a semana convocando a mobilização nas ruas, com panfletos e cartazes, e o que mais nossos militantes ouviram foi “vai ser às 09h né?”, “vai ter este sábado? Nem estava sabendo!”, “não vai ser na Praça Tancredo Neves desta vez?”. No próprio sábado, os militantes do PCO chegaram ao local às 9h para montar a sua estrutura e as pessoas perguntavam “vai logo começar o ato?”, “fui lá na Praça Tancredo Neves mas não tinha nada, vai ter ato hoje?”. Desta maneira os atos se tornaram atos secretos, em que cada dia se muda de local e horário e ninguém se preocupa com o essencial: avisar o povo.

Sobre a convocação

A questão dos materiais é outro fator de desmobilização. Em uma das reuniões para “decidir” a expulsão ficou visível que o principal motivo para tal era o problema da mobilização. Duas falas chamaram muito a atenção, a primeiro foi de uma militante do PCdoB que falou: “devemos rever esse negócio dos atos serem muito grandes, pois ainda estamos em uma pandemia, ficamos aqui falando em ser maior, mas não nos preocupamos com a pandemia, acho que os atos deveriam ser simbólicos.” Ademais, um elemento do PDT falou: “acho que devemos parar com esse fetiche pela panfletagem, hoje temos outros meios de divulgação, podemos impulsionar cards na redes por exemplo”. Essas falas chamam a atenção pois escancaram o que viemos denunciando, que esses setores estão trabalhando ativamente no sentido de desmobilizar a população.

A serviço de quem?

Um aspecto importante deste problema que deveríamos nos perguntar é: por que eles estão preocupados em desmobilizar o povo? Não querem derrubar Bolsonaro? São dois aspectos que resultam nesta política covarde, mas que têm o mesmo fundo, o primeiro deles é que de fato essas organizações não querem derrubar Bolsonaro, querem no máximo desgastar Bolsonaro para as eleições de 2022, e uma coisa óbvia é que quanto maior as mobilizações, maior a possibilidade de queda do governo. Um segundo aspecto é que são organizações representantes da frente ampla, ou seja, a serviço da terceira via, estão na política do “nem nem” ─ nem Lula e nem Bolsonaro. Neste sentido, quanto maiores as mobilizações, maior a participação popular e neste momento o único representante dos interesses da população é Lula.

Conclusões

Para ampliar as mobilizações, o que deve-se fazer é o contrário do que foi feito pela Frente Fora Bolsonaro de Florianópolis. Ao invés de expulsar organizações, ou seja, setores da população, da organização da mobilização, precisa-se ampliar a participação popular. É necessário incluir mais organizações de esquerda, representantes dos interesses de determinados setores populares, fazer plenárias abertas de forma regular, abrir comitês nos bairros, locais de trabalho, ir até onde a população se encontra, discutir com o povo.

Neste sentido, é importante que os setores interessados nas mobilizações e em sua ampliação como, a CUT e o PT, reflitam sobre os problemas apresentados, tomem a dianteira do movimento, e não deixem na mão de setores oportunistas como o PDT o controle de um movimento tão importante para a população.

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