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Cinismo imperialista

Ditadura dos monopólios da imprensa quer regular as redes sociais

Imprensa burguesa insiste em regulamentação das redes sociais para censurar o povo enquanto apenas ela pode se expressar livremente

A extinção desses monopólios é a real solução para o problema – Foto: Reprodução

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Após a queda do Facebook, e de diversas redes sociais ligadas a este, na segunda-feira (04), foi possível presenciarmos uma movimentação na imprensa burguesa em torno do tema “regulamentação das redes sociais” — outro fator significativo foi que, no mesmo dia, uma ex-funcionária da empresa tornou pública uma série de denúncias relacionadas à privacidade e aos algoritmos da rede, impulsionando a notícia.

A insistência vista por parte de veículos da imprensa chega a ser um pouco intrigante. O Facebook sempre fez sua propaganda, de como é uma empresa boa, segura e que promove o amor e a igualdade. De um momento para o outro, a imprensa abandona sua defesa do monopólio e o ataca de todos os lados, reforçando a ideia de que uma regulamentação é necessária.

É evidente que as redes sociais são um espaço onde, teoricamente, o pensamento seria livre. Como a liberdade de expressar ideias é garantida na Constituição, seria muito difícil que alguém, por meio de redes sociais, infringisse alguma regra relacionada a isso — não é possível, por exemplo, espancar alguém por meio da tela de um celular.

Se fosse haver alguma “regulamentação”, não deveria ser de seu conteúdo ─ como querem os monopólios ─ e sim de sua propriedade. “Regular” o conteúdo não tem outro nome senão este: censura. Essa evidentemente já existe por meio da manipulação de algoritmos para que um conteúdo que não seja de interesse seja praticamente escondido da vista de um interessado. Ainda existem leis relacionadas a “discurso de ódio” que burlam o direito à liberdade de expressão e jogam na cadeia indivíduos que apenas deixaram claras as suas ideias.

Alguns argumentos ainda afirmam que a legalização seria necessária pois dados mostrariam que o Facebook, mesmo sabendo do problema, não fez nada para impedir publicações que incentivassem o suicídio entre os jovens ou a polarização política. É evidente que o Facebook atua com base em seus interesses e faz o que for preciso para aumentar seus lucros exponencialmente, mas argumentos do tipo são abstratos e abrem margem para a censura de qualquer pessoa, sob qualquer acusação — por exemplo, caso seja interesse da burguesia, uma postagem no Facebook que denuncia a alta do desemprego pode ser censurada por ser uma “potencial estimuladora de suicídio”, assim como uma postagem do PCO sobre a necessidade de acabar com todas as polícias pode ser classificada como uma postagem “influenciadora da polarização”. Os exemplos são infinitos.

Mas o problema não é apenas esse. A imprensa burguesa tem batido muito nessa tecla, o que, ao mesmo tempo, demonstra um grau de hipocrisia implacável que, mesmo estando exposta, não faz com que sua postura mude. Algumas até falam em “democracia”. Ora, se o Facebook precisa se regulamentar e censurar seus usuários por ser um monopólio da internet, por que jornais como Estadão, Folha e O Globo não precisam?

A resposta é simples: enquanto nas redes sociais é a população quem fala por si mesma, postando suas opiniões, estabelecendo debates e compartilhando ideias por todo mundo, na imprensa burguesa apenas um elemento tem o poder de fala: a burguesia. A imprensa monopolista é a maior produtora de mentiras da história, tendo sido criada muito antes de qualquer embrião de rede social — e mentido e manipulado a população desde então.

É evidente que existe um conflito de interesses na questão. Enquanto o Facebook mantém seu lucro com todas as ações pela qual está sendo denunciado, mesmo mantendo (parcialmente) a liberdade de expressão, a imprensa procura sustentar seu monopólio e manter seu privilégio de poder se expressar livremente, entregando a informação para a população como quiser para que os interesses da burguesia e do imperialismo sejam atendidos.

A questão é simples, não existe nenhum dilema: a população tem o direito de se expressar como e quando quiser, irrestritamente. Os monopólios da imprensa precisam ser extintos, sem regulamentação, e seu controle deveria ser entregue ao povo. Essa sim seria uma ação verdadeiramente democrática e que de jeito nenhum seria aceita pacificamente pela burguesia.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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