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RCP: “Lugansk vive um governo operário”

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Nem os funcionários votam

As prévias do PSDB e os ataques à campanha de Lula

Cerca de 4% dos filiados estão inscritos nas prévias onde há votos que "valem" por 800 e que pode terminar indicando um vice da "terceira via" ou um "cabo eleitoral" de Bolsonaro

Prévias expõe e intensifica divisão no PSDB e na burguesia golpista – Fotoansky/Pool via REUTERSivulgação

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Independentemente dos resultados das prévias do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que ser realizam neste domingo, disputadas por João Doria (SP), Eduardo Leite (RS) e Arthur Virgílio (AM), é por demais evidente que fracassou a campanha da direita golpista de mostrar um apoio inexistente à campanha dos candidatos tucanos;  apesar dos “fantásticos” esforços da imprensa golpista que serão visto hoje e nos próximos dias, para demonstrar o corsário.

Um dado fundamental é que pouco mais  de 4% dos filiados do principal partido da burguesia “nacional” nas últimas décadas se inscreveram para as prévias: dos quase 1,3 milhão de filiados em todo o País, apenas 44,7 mil filiados foram inscritos (3% da “militância”) para participar do evento organizado pelo partido, em um sinal muito evidente de desagregação no interior do partido burguês.

O PSDB tem em suas  3 governadores, 521 prefeitos, 33 deputados federais, 73 estaduais e 4.377 vereadores, é altamente improvável que a máquina tucana disponha de um total inferior a 100 mil cargos de confiança no País, o que torna os menos de 45 mil inscritos uma vergonha.

Isso apesar do esforço publicitário da empresa golpista que tentam mostrar as prévias do PSDB como se fosse um evento democrático e com ampla participação. Monopólios da imprensa golpista, como a Rede Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, CNN, dentre outros, organizaram debates, entrevistas e uma vasta cobertura como se tratasse das prévias norte-americanas do Partido Democrata ou um evento que despertasse, de fato, algum interesse, na maioria do eleitorado. Nem os detentores de cargos eletivos ou cargos de confiança (nomeados) do PSDB se inscreveram para “escolher” quem poderá ser o próximo candidato presidencial do tucanato.

A crise é tamanha que o próprio presidente do PSDB, Bruno Araújo,  mesmo tendo afirmado para consumo interno dos tucanos que o”PSDB fará a prévia mais democrática da história de um partido na América Latina”, chegou a declarar – da tradicional forma tucana, sem afirmar diretamente, nem negar – que o vencedor das prévias – marcadas por denuncias – pode vir a ser vice de Moro ou outro candidato da “terceira via” .

Questionado em entrevista a O Globo, sobre haveria “possibilidade de o vencedor das prévias ser vice numa chapa de terceira via mais viável?“, Araújo respondeu que :

“Todas as composições que estejam distantes do (ex-presidente) Lula e do (presidente) Bolsonaro serão objeto de abordagem e conciliação a partir de domingo. Não há como viabilizar um ambiente político sem um amplo processo de diálogo. E isso começará a ser feito com mais afinco depois das prévias”.

As prévias nada têm de democráticas, nem mesmo no sentido mais limitado da democracia burguesa que confere a “cada homem, um voto”.  Os tucanos foram divididos pelos “donos” do Partido em quatro grupos. O primeiro, com 39.737 filiados inscritos, votam hoje exclusivamente por meio de um aplicativo. O segundo, formado por 491 prefeitos (o partido tem nacionalmente 521 prefeituras) e 396 vice-prefeitos que podem votar pelo aplicativo ou através da urna eletrônica instalada em Brasília, em um grande espaço alugado, para dar ares de convenção norte-americana ao evento. 

O terceiro grupo  abriga 3.949 vereadores (entre os 4.377 que o partido possui) e 72 deputados estaduais, divididos em outro subgrupo, com os vereadores liberados para votar apenas pelo aplicativo, enquanto os deputados estaduais podem escolher qual meio de votação. Finalmente, o último grupo é composto por 52 “caciques”, livres para votar pelos dois formatos disponíveis: Nesse grupo estão os próprios governadores, além de senadores e o ex-presidente FHC.

Cada grupo tem peso de 25% dos votos. Assim, um dos “caciques” do Partido, por exemplo, tem seu voto equivalente a quase 800 integrantes do primeiro grupo. O processo foi marcado pelo acirramento da divisão interna do Partido, que reflete. divisão da burguesia diante do agravamento da crise, e tem ala claramente favorável a uma aliança com Bolsonaro, como o grupo do ex-presidenciável do partido, deputado Aécio Neves (MG).

A menos de 48 da realização da votação o presidente da comissão de prévias do PSDB, Senador José Aníbal (SP), deixou o posto anunciando apoio a Eduardo Leite, já sinalizando as dificuldades de composição interna pós-prévias.

As expectativas indicam, majoritariamente, uma vitória do governador de São Paulo, amparado no apoio da maior peso da máquina do governo do Estado que concentra 22% dos filiados do PSDB e que cadastrou 62% dos 44,7 mil eleitores aptos a participarem do pleito do dia 21.

Por sua vez, Eduardo Leite teria cadastrado apenas 9% dos votantes, 4.023 pessoas segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Comentando a baixa participação nas prévias, as lideranças tucanas defenderam-se dizendo que “a grande maioria [dos filiados] não participa da vida partidária e a sigla não tem informações para contatá-los”,  com o que buscam ocultar que o partido se baseia apenas em funcionários, assalariados pelo partido ou pelos órgãos dos Estados e parlamentos, através de nomeações e que os mais de 1,3 milhão de filiados são apenas fichas preenchidas ao longo de décadas, sabe-se lá a que preço.

Tanto as prévias como o próprio PSDB revelam-se uma farsa, um comitê eleitoral bancado pelo imperialismo mas incapaz de mobilizar os próprios filiados e até mesmo o conjunto dos seus funcionários. E cuja atuação tem como base real o poder econômico dos poderosos setores do grande capita internacional e “nacional” que representa, apoiada na sua venal imprensa, no Partido da Imprensa Golpista, com o a qual pretendem impor – mesmo sem apoio popular – uma terceira etapa do golpe: derrotar Lula e a esquerda (objetivo número um e fundamental dessa direita), para dar continuidade ao regime golpista, para o que – se preciso for – não se furtaram, mais uma vez, de apoiar até mesmo Jair Bolsonado, o capitão fascista, que ajudar a colocar na presidência em 2018.

Importante destacar que além do fracasso da participação de sua “base”, o PSDB não conseguiu emplacar nem um ato convocado na avenida Paulista em outubro, com o estado de São Paulo e prefeitura da capital controlado por eles, amplamente divulgado na imprensa golpista, e sequer levou 5 mil pessoas.

Não por acaso, em meio ao fracasso das prévias do PSDB e a crise, até o momento, da  “terceira via”, que se intensificam os ataques à Lula, dentre eles a campanha da direita (e de setores da esquerda golpista, como o PSB) em favor de um live tucano, como Geraldo Alckmin, para Lula, numa clara tentativa de desmoralização do candidato petista.

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