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João Jorge Pimenta

Estudante de Letras. Militante do Partido da Causa Operária e da Aliança da Juventude Revolucionária. Colunista do Diário.

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Em defesa da Soberania

Viva a Nicarágua! Abaixo a hipocrisia imperialista

Setores da esquerda capitulam diante da imprensa e cometem o erro de apoiar um dos poucos que apoiariam um Brasil independente

Manifestação sandinista em comemoração da Revolução Nicaraguense – Foto: Reprodução

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O cenário internacional interfere novamente na luta política brasileira. O presidente Daniel Ortega da Nicarágua venceu a sua terceira eleição para presidente, e está sendo acusado de crimes contra a humanidade por ter prendido os chefes da oposição imperialista.

Ortega é um dos últimos grandes chefes do nacionalismo latino-americano no poder. Se formos ser muito rígidos, ele é último, afinal Maduro é o sucessor de Chávez. No final dos anos 90 e começo dos anos 2000 vimos se levantar o que muitos analistas chamaram de “a onda rosa” por ser uma onda de eleições de políticos de esquerda ainda que não vermelhos, isto é, comunistas. Foi nesta época que se deu a eleição de Chavez na Venezuela, de Kirchner na Argentina, de  Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Ecuador, Lula no Brasil e tantos outros países menores.

Esta Aliança consagrou-se formalmente no Foro de São Paulo. Uma organização que reune os movimentos nacionalistas da nossa região. Mantém-se no poder, hoje, apenas 4 membros de peso do Foro: os cubanos, os venezuelanos, os nicaraguenses e os bolivianos. Estes últimos foram derrubados por um golpe e voltaram nos braços do povo em menos de um ano, não sem mortes.  Não inclui propositalmente os países menores da américa central, pelo pouco peso político que tem, ainda que valha a pena dizer que em El Salvador, o governo do Foro foi vítima de um golpe branco. Peru, México e Argentina também não constam pois no Peru e na Argentina a facção esquerda que apoia o Foro rompeu com o governo, num caso similar ao de El Salvador. O México também não está incluso pelo caráter bastante moderado do governo de Obrador, que pode ser tanto venezuelano quanto tucano a depender dos ventos.

Olhando para estes quatro partidos que mantêm-se no poder, podemos traçar algo em comum a todos: todos mantiveram-se no poder pela força. Todos são acusados de crimes diversos contra a humanidade, Evo Morales está acusado até de terrorismo.

Cuba é um Estado Operário, o governo é estável já faz décadas. A Venezuela está cercada, quase em guerra civil, e Maduro teve de encarcerar quase toda a oposição pelo seu papel profundamente imperialista, já foram tentados golpes militares, que fracassaram por conta do papel nacionalistas das FFAA. Na Bolívia, os militares efetivamente deram um golpe, apoiado pelos EUA, as mobilizações operárias levaram o regime abaixo e reconduziram o Movimiento al Socialismo ao poder, ainda que com uma liderança muito moderada deste partido. Agora nos deparamos com Nicarágua. 

Ortega vence e já governa faz 15 anos, ele prendeu opositores. De revolucionário guerrilheiro converteu-se num líder com toques de messianismo e num homem rico. Mas isso faz alguma diferença? Não, não faz, ou pelo menos não deveria fazer.

Estamos vendo na esquerda brasileira um show de servilismo ao imperialismo norte-americano. Setores da esquerda como o PSOL, tem criticado sistematicamente a Nicarágua e agora fazem coro com o imperialismo. Jornalistas como Renato Rovai e Cynara Menezes atacam a Nicarágua e, de tabela, o PT, usando argumento de que o governo não seria humanista, e que por isso não poderia ser defendido. O PT, num breve momento de lucidez, publicou nota defendendo a vitória da Frente Sandinista, apenas para recuar, parcialmente, da sua posição. Guilherme Boulos, funcionário de Think Thank   ligado ao governo dos EUA, já critica a pobre república central-americana. 

Os argumentos de violações de direitos humanos na Nicarágua não são nada. São apenas mentiras. São calçados em dois fatos: na repressão a guarimbas (levantes armados) e no aprisionamento de opositores, que lideravam estas guarimbas. Levantam, naturalmente, a propriedade que Ortega tem dos meios de comunicação, tentativas de censura e outras coisas. Temos de dizer que nada disso importa.

Não é coincidência que os regimes nacionalistas estão tendo de tomar medidas enérgicas para parar a oposição imperialista. Vejam, além dos latino-americanos, os casos de Rússia e China. Nenhum regime nacionalista consegue governar pacificamente pois o imperialismo atua de forma criminosa, provoca uma guerra civil se puder ganhar um governo.

Na Venezuela vemos claramente a situação: um duro bloqueio econômico sobre tudo, até vacinas e remédios. Os países imperialistas confiscaram até ouro do banco central venezuelano. O País foi vítima de repetidas tentativas de golpe, de levantes armados, e até ameaçado de uma invasão. Este foi o roteiro em Cuba, foi na pátria de Chávez e está sendo agora na Nicarágua.

Nós não podemos defender apenas os governos que gostamos, devemos defender aqueles que representam seu povo na luta contra a opressão dos capitalistas e do imperialismo. Daniel Ortega diz, pensa e faz coisas que discordo, mas ele é a principal barreira impedindo que os Estados Unidos levem tudo abaixo.

O pequeno-burguês com viés imperialista, ao estilo de Renato Rovai, dirá que temos de prezar pela democracia acima de tudo. Eu então trago o seguinte questionamento: se Ortega fosse perder uma eleição ao deixar oposição livre por conta da força do imperialismo, da fraude eleitoral ou até pela violência, deveria ele aceitar o “resultado das urnas” ainda que isso signifique o estabelecimento de uma ditadura? Fosse no Brasil, Lula deveria aceitar mais 4 anos de Bolsonaro? Deveria ele aceitar que o governo tivesse 4 anos para liquidar de vez o bolsa família, acabar de vez com os direitos do povo e vender o que sobrou? Deveria ele deixar que mais 50 milhões sejam jogados na pobreza e na fome? Quando a alternativa a  “vencer por todos os meios necessários” é dar o País aos tubarões, faz-se o que se tem que fazer. Como disse Leon Trótski, os fins justificam os meios, e os meios se justificam única e exclusivamente pelos fins. A ideia de Leon Trótski é exemplificada pela revolução russa, ele assinou pessoalmente ordens de fuzilamento, de prisão e de diversas outras coisas ruins. Anos depois declarou que não se arrependia de nada, não tomou prazer em fazer, mas fez o que foi preciso para acabar com a exploração na Rússia. Pela 1ª vez na história daquela região, a educação virou universal, acabou a fome, acabou a falta de moradia, a saúde virou universal, o povo conheceu uma existência digna, ainda que não perfeita.

Ortega não é nenhum Trotski, mas de fato, seu governo é o melhor que pode existir na Nicarágua agora. Questionar seus métodos é, nas palavras do ex-presidente do Equador Rafael Correa, pura hipocrisia. Dizem proteger os direitos humanos para entregar os povos aos carrascos da humanidade, o imperialismo.

Correa protagonizou um dos momentos mais bonitos de minha vida política. No funeral de Fidel Castro ele fez um corajoso discurso, digno de um revolucionário, ainda que ele não o seja. Em certa altura ele disfere uma dura crítica aos hipócritas, a esquerda limpinha, adestrada ao imperialismo como os que citamos aqui. Gente que ataca Cuba pela sua “falta de democracia”, ele relembra que “Cuba vive uma guerra permanente há 50 anos” e então fala algo extremamente perspicaz: “Numa fortaleza sitiada, qualquer dissidência é traição”. O PSOL, regado de dinheiro americano, é este tipo de rato traidor. Viva a derrota dos EUA na Nicarágua, total apoio aos nicaraguenses na sua resistência ao inimigos estrangeiros, chegará o dia em que esta pujante classe trabalhadora irá também extirpar o inimigo interno, expropriar a própria burguesia, vende-pátria como a brasileira, e sob a bandeira do socialismo, conhecer a fina flor da humanidade, a real liberdade.

Deixo aos leitores do DCO, este belíssimo discurso de Rafael Correa no funeral do grande Fidel Castro

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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