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Luan Monteiro

Militante do Partido da Causa Operária e da Aliança da Juventude Revolucionária no Rio de Janeiro. Diagramador do jornal impresso Causa Operária, do jornal Partido e outras publicações. Formado em História e estudante da UERJ.

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Carnaval Operário

Unidos do Jacarezinho: um carnaval verdadeiramente militante

O trabalho da escola de samba é uma atividade extremamente popular e boa parte de sua organização envolve elementos da militância, como mobilizar e levantar fundos

Unidos do Jacarezinho – Foto: Reprodução

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No amanhecer do dia 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, os gritos contagiantes do povo do Jacarezinho tomavam conta da Estrada Intendente Magalhães, na zona norte do Rio de Janeiro. Por volta das 8 horas da manhã iniciava o desfile da GRES Unidos do Jacarezinho, da qual o Partido da Causa Operária recebeu um honroso convite para participar, compondo uma ala na escola de samba.

Na ala com tema do Mercado Ver-o-Peso, um dos mercados públicos mais antigos do país, localizado em Belém (PA), reunimos os militantes do PCO do Rio de Janeiro e de outros estados, além de valiosos companheiros de luta do PT que atuam em conjunto com o PCO há alguns anos.

Enquanto presidente de ala, tive a oportunidade de acompanhar muito de perto a luta e o empenho dos amantes de carnaval para se realizar um espetáculo como esse com uma quantidade muito reduzida de recursos. E, nesse processo, pude reparar que boa parte desse trabalho se assemelha com a nossa militância.

Um dos primeiros fatores que me chamou a atenção foi a questão da mobilização através da convocação. Com poucos recursos e, consequentemente, com poucas pessoas disponíveis para trabalhar de forma dedicada à escola, faz-se extremamente necessário uma boa convocação, a capacidade de recrutar e aproximar novos integrantes. Os responsáveis pelas alas precisam procurar dezenas de pessoas não só para o desfile, mas para participar dos ensaios. Para garantir uma certa quantidade de componentes de ala nos ensaios, é necessário entrar em contato, confirmar e cobrar sua presença. A participação envolve um certo grau de disciplina e comprometimento e, principalmente, de um empenho dos diretores e de quem coordena o trabalho,

Além disso, a falta de recursos torna fundamental a arrecadação de fundos. Para tal, a escola realizou ao longo de vários meses eventos em sua quadra como show, feijoada e muito mais.

Os companheiros da diretoria da escola deram um grande exemplo de organização e empenho. Zé Roberto, por exemplo, era uma figura que se destacava quando subia ao palco dos ensaios para discursar e estimular os componentes, incentivando-os a chamar mais pessoas e se dedicar à atividade. Já Tuninho cativava os membros da escola com aquele enorme sorriso no rosto e uma simpatia que poucos conseguem ter, tinha o ânimo necessário para elevar todos ao capricho que nossa escola merece.

Para o dia do desfile na Intendente Magalhães, a organização e a tensão lembraram muito um “pré-ato”. Correria para pegar material, ver transporte, ver se o grupo está todo reunido, se faltou alguma coisa, etc. Ao chegar na avenida do desfile, uma concentração homérica de mais ou menos 7 horas de duração. Fomos a última escola a desfilar, numa noite que teria outras 13 escolas participando do desfile. Uma loucura da qual o principal culpado é o golpista Eduardo Paes, que tentou, de todas as formas, destruir o carnaval da cidade maravilhosa.

A sabotagem da festa do povo já vinha de outros anos, se apoiando na pandemia para impedir as pessoas de saírem às ruas para qualquer coisa que não fosse trabalhar, principalmente se for para lazer. Neste ano, onde a desculpa da pandemia já não surte mais tanto efeito, o jeito foi mudar a data do feriado de carnaval para o mês de abril, uma clássica medida de desmobilização de qualquer movimento. Para piorar, no nosso caso, que desfilamos na Série Prata, o desfile foi uma semana depois do carnaval, num calendário completamente bizarro.

A tentativa de destruir o carnaval não foi tão bem sucedida. Os blocos de rua aconteceram, as escolas desfilaram e, especialmente neste ano, um partido comunista e revolucionário desfilou na escola de uma das maiores favelas da cidade. Uma favela que sofre diariamente com a repressão brutal da Polícia Militar, que no ano passado assistiu ao massacre de 28 moradores e que enfrenta agora uma ocupação da polícia e do Estado, diariamente em suas ruas. Mesmo com todos os ataques, o povo fez seu carnaval.

E na Intendente Magalhães, o PCO desfilou, unindo sua militância à população do Jacarezinho. A madrugada passou rápido e quando chegou nosso momento, nossos componentes simplesmente brilharam na avenida. A bateria estava um espetáculo e não parou de tocar nem depois do término do desfile. O Troféu Revista Explosão nos premiou como melhor bateria e melhores alegorias da Série Prata, dando em certa medida o reconhecimento pelo nosso empenho.

Para fechar, os companheiros do bloco vermelho que desfilaram conosco, partiram da Intendente até a Zona Sul para participar do ato do 1º de maio. Um final de semana memorável e marcante para o PCO. Mais ainda para a Unidos do Jacarezinho. A Unidos tem enorme potencial para ser uma das melhores escolas do Rio de Janeiro e espero que possamos, num futuro muito próximo, contribuir ainda mais para que a escola tenha o reconhecimento que merece.

Confira no canal da TV Alerj o desfile completo:

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