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“Interesses espúrios” do DCM, Boulos e IREE, diz H. Simonard

Eduardo Vasco

Jornalista especializado em política internacional. Colunista do Diário e do Jornal Causa Operária. Na Causa Operária TV, apresenta o Conexão América Latina às terças-feiras, o Correspondente Internacional às quintas, o Minta você mesmo às sextas e o podcast O Mundo em 1h às segundas. Apresenta ainda o programa Causa Operária, todas as sextas às 12h na Rádio Cultura de Curitiba AM 930.

A luta por um ideal

Talibãs, um exemplo de militância

Abnegação dos combatentes afegãos deve ser reconhecida e apreendida por todos os militantes anti-imperialistas e revolucionários

No horizonte, a liberdade – Foto: AFP

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Mesmo as tchutchucas do imperialismo que repudiaram a vitória do Talibã são obrigadas a reconhecer um aspecto desse grupo “terrorista”.

Seus combatentes são militantes verdadeiramente abnegados.

Deixam no chinelo qualquer “militante” da esquerda brasileira.

Eram 78 mil os guerreiros que expulsaram os EUA do Afeganistão, muitos dos quais sem qualquer habilidade no manuseio de armas de fogo.

De sandálias e trajes tradicionais, a pé ou no máximo a cavalo, analfabetos e famintos.

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Apoiadores do Talibã durante manifestação na vila de Killi Nalai, Paquistão (próximo à fronteira afegã), 2007. Foto: AP Images

Derrotaram a maior potência econômica e militar do mundo. Os mais de 2 trilhões de dólares despejados pelos Estados Unidos contra o Talibã e o povo afegão não serviram de nada. Foram usados para assassinar pessoas inocentes, mas não garantiram o controle sobre o Afeganistão.

Escondidos em grutas, montanhas, desertos, escombros, os combatentes talibãs resistiram por vinte anos às bombas jogadas sobre suas cabeças.

Vinte longos anos.

Muitos cresceram na clandestinidade. Muitos nasceram e foram perseguidos durante a vida inteira, lutando pela libertação de seu povo. Milhares foram mortos pelas tropas invasoras. Um número grande também foi preso e torturado.

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Prisioneiros talibãs no complexo prisional de Shebargan. Foto: Yuri Kozyrev/AP Images

O que os fez tão resistentes? O que os fez insistirem tanto em uma guerra tão desigual?

Analisando a série de reportagens da Record no Afeganistão, uma coisa me chamou muita atenção.

Em Jalalabad, capital da província de Nangarhar, a 150 km a leste de Cabul, um militante do Talibã contou uma história ao repórter.

“Uma vez tive uma conversa com um soldado americano. Perguntei: ‘por que vocês vêm aqui com suas armas, seus helicópteros, suas bombas?’ Lembrei a ele que nós já havíamos derrotado o exército soviético, talvez mais forte do que os americanos. Em vez de me responder, o soldado me perguntou qual era meu serviço. Eu disse: ‘sou estudante universitário e ao mesmo tempo soldado do Talibã’. Notei esse soldado americano muito infeliz, e ele me confessou: ‘esta não é a minha guerra, apenas cumpro ordens.’ O soldado dos EUA me perguntou: ‘onde está o Talibã?’ Respondi que estava a apenas meio quilômetro dali. Ele então me pediu para levar um número de telefone para o comandante talibã. Eu disse que não podia fazer isso. Então, o soldado mais uma vez fez confissões: ‘não quero estar frente a frente com o Talibã’. Isso foi há oito anos, e, é claro, existem também os casos de soldados afegãos que mataram o seu próprio povo a serviço do governo marionete dos EUA como o de Hamid Karzai.”

Então, com muito orgulho, um outro combatente declarou: “Somos soldados do Islã.”

E outro, em seguida, disse que não precisa de salário para guerrear pelo Islã e pelo Afeganistão. Repetiu: “soldado talibã, sem salário!”

Um quarto militante foi ainda mais profundo: “por essa bandeira (segura a bandeira do Talibã) sacrifico minha vida, meu dinheiro, minha mente e até meus pais, se for preciso. Um amor incondicional à nossa religião e ao nosso país.”

Por último, o chefe completou: “nós amamos muito nosso país, nossa religião e nossa bandeira também.”

Os talibãs são herdeiros da longa tradição de luta do povo afegão pela liberdade. Libertaram o seu país tal como o fizeram os coreanos e vietnamitas. Esse caminho deve ser seguido por todos nós.

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Afegãos protestam contra os EUA em Jalalabad após ataque das forças americanas contra aldeões em Kandahar. Foto: Parwiz Parwiz/Reuters

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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