Menu da Rede

RCP: “Lugansk vive um governo operário”

Eric Menezes

Militante do Partido da Causa Operária. Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido. Bancário e membro da Corrente Sindical Causa Operária.

  • Capa
  • Colunistas
  • Sob Bolsonaro, inflação, fome e desemprego tomam conta do país

A receita da burguesia

Sob Bolsonaro, inflação, fome e desemprego tomam conta do país

O governo Bolsonaro aprofundou a política neoliberal inaugurada com Temer e agora podemos ter um novo governo que multiplique essa destruição

Bolsonaro e o golpista-mor, Michel Temer – Foto: reprodução.

Receba o DCO no Email

Estamos nos aproximando do final de 2021, momento em que os governos brasileiros fazem uma intensa propaganda defendendo o fim das medidas de controle de disseminação do vírus e dos gastos com leitos de internação, medicamentos e equipes de saúde, e anunciando uma suposta retomada da economia. O governo Bolsonaro é o carro-chefe da propaganda enganosa, afirmando, através da tchuchuca dos banqueiros, o ministro Paulo Guedes, que “estamos muito bem”, arrecadando como nunca, que “a economia brasileira foi a que menos caiu e a que mais se recuperou” entre outras fantasias.

Em primeiro lugar deixamos claro que, a “fantasia da direita brasileira” é feita com o intuito de justificar, em primeiro lugar, o fim dos gastos que foram feitos durante a pandemia – gastos que são parcos aliás, muito aquém do mínimo necessário para o combate real da disseminação do vírus – e que agora estão sendo liquidados. Aproveitando a mesma onda, outros ataques estão sendo feitos retirando mais recursos pra população como, redução de linhas de transporte público, redução de postos de trabalho e de salários, desinvestimentos em obras púbicas.

Mas, o aspecto mais novo do período “pós-pandemia” que está atingindo em cheio as condições de vida da massa trabalhadora é a inflação generalizada (alimentos, combustíveis, transportes, energia, água), o desemprego em massa com a quebra de grandes empresas e privatização de setores importantes do Estado  e o fim dos programas sociais, que mantiveram, durante os anos dos governos do PT, cerca de 20 milhões de pessoas fora da miséria completa.

A política neoliberal de destruição

A política aplicada por Bolsonaro e Paulo Guedes, é sem dúvida a culpada pela crise atual. É claro que foi posta novamente em prática – depois dos anos de fome e destruição econômica da era Fernando Henrique Cardoso – após o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, aonde o golpista chefe, Michel Temer, tratou de criar as bases para economia de caos: teto dos gastos públicos, reforma trabalhista, alteração da política de preços da Petrobrás, atrelando-a ao dólar e encaminhando a reforma da previdência.

Bolsonaro, aprofundou essa situação, aprovou a reforma da previdência, iniciou a privatização de setores fundamentais da economia, aprofundou a espoliação da Petrobrás para avançar com a sua completa privatização e desestruturou toda a regulação que o Estado fazia sobre setores importantes da economia – combustíveis, ao vender setores essenciais da Petrobrás (Fafen, Transpetro, refinarias), a falta de regulação de preços dos alimentos ao destruir os estoques da CONAB, por exemplo, e a sua completa falta de política econômica concreta real para o país, o real motivo da alta do dólar em relação à moeda brasileira.

A fantasia contada pelo governo Bolsonaro e pelos demais governos da direita, de que estamos “nos recuperando”, contrasta cristalinamente com a situação de desespero que parcelas cada vez maiores da população vem enfrentando.

No começo de 2021 eram cerca de 125 milhões de brasileiros passando algum tipo de dificuldade alimentar, ou seja, fome em algum grau. Faltando quase 60 dias para o fim desse ano, a situação é muito pior. Cenas de famílias inteiras morando nas ruas, avançando sobre caminhões de lixo sobre restos de comida e ossos, e saqueando supermercados tem se tornado frequentes e ficarão ainda mais. As reclamações e pequenos protestos nos bairros contra a alta dos combustíveis, do gás de cozinha e dos transportes, também são cada vez maiores e tendem a se tornar uma constante.

É esse Brasil que economistas, banqueiros e os governos criminosos da direita parecem não enxergar, só conseguem ver os índices da bolsa, a cotação do dólar, o resultado das gigantes multinacionais que remetem todo o lucro para fora do país.

Qualquer um pode tocar a destruição

De fato, esses elementos da direita que dirigem os governos, que compõem majoritariamente o legislativo, só têm olhos para os interesses de seus patrões, grandes empresários, financistas e banqueiros, principalmente.

Assim, como deixou claro um dos principais banqueiros do país, André Esteves, em áudio vazado no último final de semana, a administração da economia por Bolsonaro e Paulo Guedes está muito boa, “tá tudo certo”, e ainda, deixou claro que independente de quem vença as eleições, mesmo que seja o Lula, o importante é que “temos o Roberto Campos Neto no Banco Central”, um funcionário direto do capital especulativo internacional.

Nesta colocação um representante do setor predominante da economia, os banqueiros, deixa claro que a economia está ótima desde que seja na mesma linha que está e que pode ser tocada por qualquer um, seja Bolsonaro, Doria, Leite ou até Lula, caso esse aceite se dobrar completamente aos seus interesses.

É neste ponto que alertamos o perigo da caminhada até as eleições de 2022. Bolsonaro não é o único inimigo da classe trabalhadora, o plano de destruição econômica, através da política neoliberal, não exclusiva sua, na verdade, pode ser melhor aplicada por outros nomes inclusive, que saibam executar melhor, sem gerar tanto barulho e atrito. Segundo que uma candidatura do ex-presidente Lula não é desejada de forma nenhuma pela burguesia, eles sabem que num futuro governo o Lula não pode se dobrar completamente e atender os interesses urgentes da burguesia, nem que queira, pois a base social que lhe apoia “o comeriam vivo”. Terceiro, que a candidatura de Lula não vai ser um passeio, como setores da esquerda estão afirmando, será uma verdadeira guerra, pois a burguesia já está se articulando para jogar pesado e muito sujo contra qualquer proposta que retroceda nas medidas já tomadas e desmonte o plano de aprofundá-las.

Desta forma, para garantir uma candidatura do ex-presidente Lula é necessário uma ampla mobilização popular, que afaste qualquer ameaça de golpe nas eleições e que impulsione um novo possível governo a tomar medidas reais em benefício dos trabalhadores. Somente desta forma é possível afastar o risco de um segundo mandato do genocida Jair Bolsonaro ou, um governo de um lacaio ainda maior dos banqueiros, como um João Doria.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores

DCO

O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Outros

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.