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Luan Monteiro

Militante do Partido da Causa Operária e da Aliança da Juventude Revolucionária no Rio de Janeiro. Diagramador do jornal impresso Causa Operária, do jornal Partido e outras publicações. Formado em História e estudante da UERJ.

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UPP 2.0

Remoção de 800 famílias e casas invadidas no Jacarezinho

Projeto do governador fascista prevê remoção de pelo menos 800 casas para obras de saneamento

Casas foram invadidas pela polícia e causaram grande revolta nos moradores – Reprodução

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Após quase um ano da chacina na favela do Jacarezinho que deixou 28 mortos, vimos na semana passada a volta do terror à comunidade com a presença das polícias civil e militar. No estágio atual da ocupação da favela, a próxima etapa será remover cerca de 800 famílias.

No último dia 19, por volta das 5h da manhã, a favela do Jacarezinho, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi o primeiro alvo do projeto Cidade Integrada, junto da comunidade Muzema, na Zona Oeste. O Cidade Integrada foi lançado pelo Governo do Estado, tendo como um de seus principais objetivos “acabar com a exploração de serviços públicos ou concessionados por parte da criminalidade”, nas palavras do governador Cláudio Castro. Por esses serviços, entende-se principalmente os de TV a cabo e de gás. Além disso, o projeto prevê obras de saneamento e para resolver os problemas de abastecimento de água, assim como de revitalização, limpeza do Rio Jacaré, urbanização, asfaltamento e outras. Basicamente uma UPP 2.0.

As antigas UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), na época, foram até apoiadas pela esquerda, com destaque para Marcelo Freixo (PSB), que realizou uma campanha ativa. O projeto de “ocupar” as favelas com cultura, educação, lazer e mais um monte de coisa, no final das contas, só conseguiu ocupar mesmo no sentido da segurança pública. Segurança essa que nós conhecemos muito bem. É a Polícia Militar chegar atirando nas favelas e fincar sua bandeira e ter um espacinho pra chamar de seu e tentar controlar a região. É uma tentativa do Estado de retomar o controle de regiões dominadas pelas facções do tráfico. O Cidade Integrada tem como meta ocupar sempre uma favela dominada pelo tráfico e uma para a milícia.

A favela do Jacarezinho foi escolhida como a primeira a receber o “experimento” justamente por conta da chacina realizada no ano passado: “Depois do que aconteceu tinha que ter uma intervenção ali, a gente não podia fechar os olhos para o que aconteceu lá”, afirmou Castro. As “boas intenções” do governador puderam ser vistas em toda rede nacional, em imagens assustadoras: 1200 policiais munidos de forte armamento, com fardas que lembram o exército, como se estivessem entrando numa grande guerra.

jacarezinho policiais
Mais de mil policiais participaram da ocupação no Jacarezinho. Foto: Marcos Porto/O Dia

Essa intervenção resultou na invasão de casas dos moradores, tendo seus pertences revistas e seus móveis revirados, com a presença de cães farejadores, inclusive. Uma verdadeira barbaridade com a população. Os moradores chegaram a realizar uma manifestação em denúncia das invasões e contra a ocupação.
Além disso, o projeto agora prevê a remoção de pelo menos 800 famílias que moram às margens dos rios Jacaré e Salgado, por conta das obras de saneamento. O número de 800 famílias é somente uma estimativa e a ideia de reassentamento dos desalojados está longe de ser uma realidade, pois não está incluído no orçamento das intervenções.

O Cidade Integrada é mais uma tentativa de controlar a população pobre através do terror da polícia. A premissa de “livrar” os moradores do jugo do tráfico e da milícia é uma farsa utilizada para reprimir o povo. Em 2018, a intervenção federal foi uma operação gigantesca que abriu espaço para o crescimento da milícia em regiões estratégicas. Ainda não podemos prever todos os resultados dessa nova empreitada. Mas por se tratar de um projeto iniciado em pleno ano eleitoral, podemos já colocar em alto grau de suspeita.

Por hora, nossa tarefa é mobilizar para que a Polícia Militar saia imediatamente da favela do Jacarezinho e devolva a paz aos moradores. Essa ocupação das favelas é uma iniciativa do governador fascista e deve ser amplamente denunciada pela população em geral e principalmente pelos moradores. Fora a polícia do Jacarezinho! Pelo fim da PM e pelo direito de autodefesa da população!

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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