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      Roberto França

      Militante do Partido da Causa Operária. Professor de Geografia da Unila. Redator e colunista do Diário Causa Operária e membro do Blog Internacionalismo.
      VER ARTIGOS DESTE AUTOR

      Fórum do identitarismo

      Fórum que pariu o identitarismo no Brasil

      Softpower contra o Brasil e a domesticação da esquerda

      • Publicado em: 28/01/2022
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      • Renato Rovai sentado com Guilherme Boulos
      • |
      • Foto: Reprodução
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      Rovai, na intimidade com Boulos

      Fórum Social Mundial e a edificação do identitarismo

      O Fórum Social Mundial, que teve sua primeira edição em 2001, em Porto Alegre, é o berço de quase toda manipulação na esquerda pequeno burguesa. A ideia central do Fórum Social Mundial é organizar uma esquerda adepta do melhorismo social em um regime político em profunda crise social, econômica, ética e cultural.

      Até mesmo Emir Sader, que hoje ataca o PCO por Twitter, resgata o histórico do Fórum Social Mundial e presença de ONGs de “caráter ambíguo, até mesmo neoliberal”. De acordo com Sader:

      Depois do primeiro Fórum se constituiu um Conselho Internacional, com participação de todas as entidades que quisessem se incorporar, porém a direção continuou em um estrito grupo de entidades brasileiras, dominadas por ONGs. Este foi um limitante original do FSM, dado que o movimento se apoiava centralmente em movimentos sociais – de que a Via Campesina agrupa a parte significativa deles -, enquanto as ONGs – cujo caráter ambíguo, até mesmo neoliberal pela sua definição anti-governamental, mas também com várias delas com ações obscuras no seu sentido, no seu financiamento e nas suas alianças com grandes empresas privadas – se apoderava do controle da organização, imprimindo-lhe um caráter restrito.

      Emir Sader, contudo, não toca no ponto principal: Quem criou o Fórum Social Mundial?

      Quem criou o Fórum Social Mundial foi Oded Grajew, fundador da fábrica de brinquedos Grow e Fundação Abrinq, além de ter trabalhado junto ao Governo Lula durante 2003. Apesar de parecer somente um empresário da indústria nacional, Grajew é um “empreendedor social”. O que vem a ser um “empreendedor social”? Um onguista profissional que vive da miséria e do controle do regime político.

      Grajew é fundador de uma de uma ONG chamada Instituto Ethos, vinculada à Open Society e que compõe parceria estratégica com Bill Gates entre outras empresas, que utilizam ONGs como a Ethos, para “limpar” a imagem das corporações perante a população, dando um “verniz” de empresas comprometidas com meio ambiente, trabalhadores, negros, mulheres e população LGBTQIA+.

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      O cinismo das grandes corporações e da Ethos
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      Print extraído da matéria que explicita as relações entre a Ethos, fundador do FSM, Bill Gates e Open Society.

      Em realidade, apesar do Fórum Social Mundial também contar com a presença do PT, essa participação sempre foi secundária, exceto em comícios de Lula. A base da desorientação política é a aleatoriedade do “ecossistema” do FSM, evento grande, com a contribuição de organizações e instituições imperialistas expondo uma pseudo-diversidade, buscando o controle político e o frente-amplismo sob bandeiras e pautas, supostamente opostas à do Fórum Econômico Mundial, evento realizado anualmente em Davos, na Suíça. Recentemente escrevi nesta coluna do Diário Causa Operária sobre o Fórum dos bilionários explicando a manipulação de amplo espectro político.

      De acordo com José Corrêa Leite, no livro “Fórum Social Mundial: uma história de uma invenção política” a inspiração seria os “levantes” de Seattle de 1999, contra a OMC:

      Em 30 de novembro de 1999, 50 mil manifestantes tomaram as ruas de Seattle, protestando contra a terceira reunião ministerial da OMC, que deveria consolidar as discussões antes travadas nas reuniões de Cingapura (dezembro de 1996) e de Genebra (maio de 1998). A conferência deveria inaugurar a chamada Rodada do Milênio, um novo ciclo de negociações para a liberalização comercial, focado na agricultura e nos serviços (educação, saúde, atividades ambientais e culturais). Mas os manifestantes bloquearam as ruas de Seattle e impediram a realização de partes importantes da reunião, tornando visível para todo o mundo a existência não só de uma oposição à globalização neoliberal mas também a possibilidade de contestá-la e revertêla. Produziram um grande evento midiático e um acontecimento político maior na conjuntura, que catalisou os mais distintos movimentos e organizações e possibilitou que daí em diante eles se vissem como parte de um mesmo processo. Para esta ação, 1.449 organizações de 89 países tinham assinado o apelo, coordenado pela seção inglesa da rede ecologista Friends of Earth, por uma moratória nas negociações, pedindo que não se dotasse a OMC de novos poderes sem um prévio balanço da aplicação das políticas de livre comércio implantadas desde a assinatura dos acordos de fundação da OMC, em Marrakech, em 1994 – inclusive no que dizia respeito aos acordos de propriedade intelectual, que regulavam as patentes e revelavam-se cada vez mais decisivos. Foram os militantes destas centenas de organizações que prepararam e travaram a Batalha de Seattle.

      Gás lacrimogênio é lançado por policial da tropa de choque contra um grupo de manifestantes antiglobalização durante os confrontos em Seattle. Foto: Steve Kaiser.
      Polícia contra manifestantes da “Batalha de Seattle”. Foto: Steve Kaiser.

      Contudo, no decorrer do livro, o autor confessa:

      Uma lista na internet, Stop WTO Round (Pare a rodada da OMC), revelou-se um importante instrumento articulador internacional e nacional da ampla e flexível coalizão que organizou as demonstrações, inédita em sua diversidade. Militantes da Public Citizen, a organização de Ralph Nader e Lori Wallach, prepararam por meses a infra-estrutura para receber os manifestantes. A Direct Action Network (e a Ruckus Society) treinou milhares de ativistas em técnicas de ação direta não-violenta, utilizadas nos protestos – o perímetro do centro de conferências foi dividido em 13 zonas e para cada uma delas existiam grupos encarregados de bloquear a passagem, com pessoas que, se necessário, se deixariam prender. Grupos culturais produziram grandes marionetes e bonecos, apresentaram danças, teatro de rua e músicas hip-hop e rap, que davam um ar festivo aos protestos, seguindo os novos padrões da mobilização radical da juventude. (LEITE, 2003, pp. 45)
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      Testagem do modelo de “revolução colorida”, que seria aplicada em larga escala nas duas décadas seguintes pela CIA

      Nessa conjuntura surge um dos personagens desta história e desta coluna, o senhor Renato Rovai, criador da Revista Fórum, que não deve ser por acaso, durante o Fórum Social Mundial:

      Inspirada no Fórum Social Mundial, a Fórum foi lançada com a cobertura do primeiro evento, realizado em janeiro de 2001 em Porto Alegre. Foi lá na Porto Alegre daqueles que sonhavam um outro mundo possível que a Fórum nasceu. Não é a publicação oficial do FSM, mas a revista traz no seu DNA a força dos movimentos e a certeza de que é na multiplicidade de vozes que se faz um mundo melhor.
      O número zero foi lançado em abril daquele 2001 e, devido ao sucesso junto aos movimentos sociais brasileiros, tornou-se periódica ainda em setembro. Até dezembro de 2013, suas edições em papel tiveram circulação mensal de 20 a 25 mil exemplares e eram vendidas em banca. Desde janeiro de 2014, a Fórum é só digital.
      Fórum traz, diariamente, matérias, reportagens e entrevistas que buscam uma visão de mundo diferente da presente nos grandes meios de comunicação tradicionais. Hoje é uma das maiores audiências no segmento jornalístico nacional.

      Não sabemos se houve cooperação entre Oded Grajew e Renato Rovai para a elaboração da Revista Fórum, mas, entre os colaboradores desta Revista (que realmente cumpre a agenda imperialista do Fórum Social Mundial) estão Juliano Medeiros, Presidente do PSOL e Valério Arcary, figuras que tiveram um papel decisivo para a derrubada de Dilma Roussef.

      Rovai também acompanhou e apoiou as Primaveras Árabes, movimento que levaria à diversos golpes de Estado mundo afora, chegando inclusive ao Brasil, na forma de “revolução de cores”, primeiramente com as jornadas de Junho de 2013 e, logo depois com o Movimento Não Vai Ter Copa. Na matéria abaixo, é possível ver a alegria de Renato Rovai com as Primaveras Árabes.

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      A alegria de Renato Rovai com as Primaveras Árabes

      A ligação direta do FSM com o golpe no Brasil está na criação do Movimento Passe Livre em 2005, em uma das plenárias do Fórum, que no mesmo ano em que Rovai cobria o Fórum na Tunísia, em 2013 (apoiando as Primaveras Árabes), preparava o movimento que abriria o caminho para a extrema-direita tomar o poder e golpear a Presidente Dilma e, logo depois, ajudar a promover uma mudança na opinião pública sobre o PT, prender Lula e barrá-lo das eleições de 2018.

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      Movimento Passe Livre formado em uma das plenárias do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, 2005.

      Atualmente, a Revista Fórum atua por inércia, a reboque do Fórum, por mais que tivesse algumas divergências programáticas, quando Rovai defendia a livre expressão e equívocos no FSM. Não se sabe as condições concretas da mudança na personalidade de Renato Rovai, mas na Tunísia ele parecia muito bem com a revolução de cores realizada pela CIA, em pleno continente africano, e que chegou aqui.

      Em cima da hora da entrega desta coluna, não haverá tempo suficiente para explorar as mais diversas matérias da Fórum em defesa do identitarismo, no mesmo modo e padrão estabelecido por outras ONGs que participaram da elaboração do primeiro FSM em 2001, como a hiper imperialista Abong e a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, fundada em 1999. Há também denúncia que conecta a origem do FSM com a Fundação Ford.

      O softpower é realmente um instrumento de desestabilização, domesticação e confusão na esquerda, mas a esquerda, que acredita ser bastante desenvolvida, não consegue sair desse emaranhado de atores estrangeiros, que utilizam um verdadeiro exército proxy no Brasil, como é o caso dos recrutados pela Revista Fórum, um dos veículos de imprensa que não tem nada de independente, a não ser um slogan.

      A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a posição deste Diário.

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