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País vizinho a Rússia

Entrada da Finlândia na OTAN é iminente

Governo social-democrata deve anunciar posicionamento ainda este mês

De acordo com o ministério do Interior finlandês, a fronteira com a Rússia deve ser fortalecida nos próximos meses – Jukka Gröndahl / Helsinki Sanomat

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A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, concedeu ontem (7) uma entrevista ao jornal japonês Nikkei na qual indicou que seu governo anunciará uma posição sobre o ingresso na aliança militar imperialista até o final de maio. O congresso do Partido Social Democrata (SDP) da Finlândia, do qual Marin faz parte, ocorre no próximo dia 14 e deverá selar o destino do país que possui mais de 1.300 quilômetros de fronteira e uma longa história compartilhada com a Rússia.

A entrevista ao Nikkei não é por acaso. Marin estará no Japão entre os dias 10 e 12 deste mês. Segundo o sítio do governo finlandês, a visita tem como foco as relações comerciais entre os dois países, mas certamente a questão OTAN será um destaque, senão o verdadeiro assunto principal. A entrada de um novo país-membro precisa ser apoiada por todos os seus integrantes em unanimidade.

No final do mês passado, a primeira-ministra finlandesa visitou a Grécia, onde conseguiu a confirmação do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis de que o governo grego apoiará a “decisão do povo finlandês” sobre a entrada na OTAN. Alguns países, porém, apresentaram restrições por possuírem laços políticos ou econômicos com a Rússia: é o caso da Croácia e da Hungria.

É no mínimo irônico que a esperança de bloqueio dessa medida que coloca a Finlândia numa rota de colisão com seu terceiro maior parceiro comercial, a Rússia, esteja nas mãos de políticos conservadores como Viktor Orbán, o primeiro-ministro húngaro. A esquerda finlandesa, em sua grande maioria, foi jogada numa posição defensiva e sequer realizou uma manifestação pública de repúdio à medida.

Três dos 16 parlamentares do Left Alliance, partido supostamente de extrema esquerda que integra a coalisão governista social-democrata, já manifestaram seu apoio à entrada na OTAN. Sua líder, Li Andersson, já confirmou a posição do partido de que a entrada no braço armado do imperialismo não será motivo para seu partido romper com o governo que depende de seu apoio para sustentar maioria parlamentar. Ainda assim, nove parlamentares da Left Alliance já se posicionaram contra a medida fazendo deste o único partido cujo uma maioria dos deputados é contra a entrada na OTAN.

Dentre os social-democratas, há ampla aprovação para a medida guerreira. Em pesquisa de opinião ao Yle News, a maior parte dos parlamentares preferiu manter sua posição em sigilo, mas o clima político não os deixa esconder que favorecem uma posição ofensiva contra a Rússia. Uma das poucas vozes dissidentes é o parlamentar Erkki Tuomioja, que declarou que a imprensa finlandesa está sofrendo de uma “psicose de guerra“. Tuomioja, porém, já confirmou que este será seu último ano como parlamentar.

Nos atos de 1o de maio, houve um pequeno bloco que levou concretamente às ruas as palavras de ordem “fora OTAN”, no que foi talvez a primeira manifestação pública significativa de repúdio à organização desde o início da Operação Militar Especial russa. A esquerda finlandesa tradicionalmente protestou sempre que o Exército finlandês participava de exercícios militares com as tropas imperialistas, mas encontra-se em estado catatônico desde que os russos decidiram responder às bravatas do imperialismo nas imediações de suas fronteiras.

De acordo com as pesquisas de opinião burguesas, mais de 65% dos finlandeses apoiam o ingresso na OTAN, ainda que, um ano atrás, fossem apenas 35%. É possível que esses dados sejam reflexo da intensa propaganda; prédios públicos finlandesas hastearam as bandeiras da Ucrânia de modo que fica difícil saber, ao caminhar pelas ruas de Helsinque, se estamos realmente na Finlândia. De qualquer maneira, o governo que em fevereiro veiculava a ideia de um referendo, agora decidiu tomar a decisão por conta própria se valendo desse “termômetro” da opinião pública.

Com a colaboração da social-democracia, que sempre faz questão de mostrar seu alinhamento com o imperialismo nos momentos de maior crise; e com a omissão da esquerda temerária da “opinião pública” a Finlândia se aproxima de um passo do qual dificilmente poderá voltar atrás. É provável que nenhum conflito exploda neste mês. Os russos, ocupados com o enfrentamento dos destacamentos fascistas na Ucrânia, não têm motivo algum para invadir a Finlândia, mas a tensão na fronteira entre os dois países certamente irá aumentar.

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