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Etiópia denuncia que sanções dos EUA afetam o povo pobre

Camilo

Militante do PCO em João Pessoa, formado em Física pela UFPB e servidor público

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Preso político

É preciso uma campanha democrática pela liberdade de Assange

Ativista é vítima da brutal ditadura do imperialismo

Julian Assange – Foto: Reprodução

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No dia 3 de janeiro de 2022, houve mais um lance no jogo político do imperialismo norte-americano de perseguição, prisão e possível extradição de Julian Assange. A justiça do Reino Unido, contrariando decisão anterior de 10/12/2021, decidiu não extraditar nesse momento Assange, mesmo com toda pressão imperialista ainda houve oferecimento de asilo de político pelo governo do México.

Um preso político

A premissa básica nesse caso de qualquer indivíduo democrático é que Assange é um presso político. Retirado da livre circulação há mais de dez anos por denunciar crimes de guerra do imperialismo norte-americano, Assange tem sobre sua cabeça a espada da maior potência mundial.

Refugiado inicialmente na embaixada do Equador em Londres, no ano de 2012, onde após sete anos de asilo, Assange foi entregue por Lenín Moreno a polícia britânica. 

Nas palavras do ex-presidente do Equador, Rafael Correia: “Isso vai para os anais da história da humanidade como um dos mais assustadores e mais baixos atos (…) Foi entregue por vingança pessoal, por ódio, um asilado político a seus algozes”. Correia explicou: “Há poucos dias, o WikiLeaks publicou algo que já era de conhecimento público, mas não globalmente, como é o caso da corrupção na qual a família presidencial está envolvida”, relatando ainda uma ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) como gatilho.

Encarcerado numa prisão britânica desde 2019, até o momento, Assange enfrenta uma batalha judicial, onde o governo norte-americano pressiona ferozmente pela sua extradição. A prisão foi efetuada pela Polícia Metropolitana, Assange foi detido e levado a central de polícia londrina, a apreensão foi pela falta dele em comparece na corte do Reino Unido, que queria extraditá-lo para a Suécia onde foi acusado de supostos crimes sexuais em contra ele em 2012.

A Corte dos Magistrados de Westminste, prolatou a sentença de cinquenta semanas de prisão, por não ter atendido as condições da fiança. Já a acusação inicial do governo norte-americano contra Assange foi de conspirar para cometer intrusão de computador, visando facilitar o acesso de Chelsea Manning a informações privilegiadas, para publicação no Wikileaks.

No dia 23 de maio de 2019, a promotoria adicionou 17 acusações, totalizando 18 imputações criminais contra Assange a partir do governo dos EUA. Caso seja extraditado e sumariamente condenado, Assange pode ser sentenciado a 175 anos na prisão, morreria recluso. Na prática, uma prisão perpétua para o preso político.

O que Assange fez?

A origem da perseguição do governo dos Estados Unidos foi em razão da denúncia dos crimes políticos dos norte-americanos nas operações militares do país no Afeganistão e no Iraque. O jornalista através de seu sítio WikiLeaks, publicou em 2010 e 2011, uma série de documentos e vídeos, sobre essas guerras.

O material demonstrou uma série de crimes de guerra por parte das forças estadunidenses. No Afeganistão o assassinato de centenas de  civis, onde oficialmente não teria sido registrado nenhuma baixa civil.

No Iraque a realidade foi ainda mais estarrecedora, os documentos apontariam o genocídio de 66 mil civis. Além de tortura de prisioneiros e outras práticas verdades, realizadas de forma indiscriminada pelos agressores.

Liberdade de imprensa

O governo dos Estado Unidos coloca a atividade jornalistica de Assange como um crime a segurança nacional. Para eles Assange teria “conspirado” para consegui o material e sua publicação colocaria em risco a vida dos militares do país.

A defesa de Assange denuncia que toda a operação é uma perseguição política do governo norte-americano aos adversários. Vários magistrados, políticos e associações europeus, considerarem que perseguição e prisão de um denunciante constituí um ataque contra a Liberdade de expressão e Direito internacional.

Sendo inúmeras as declarações de figuras públicas, inclusive da burguesia internacional contra essa prática persecutória do imperialismo, entre elas podemos cita:

A declaração de Eva Joly, magistrada e MEP, “a prisão de Julian Assange é um ataque contra a liberdade de expressão, direito internacional e direito de asilo”.

Segundo o Secretário Geral dos Repórteres sem Fronteiras, Christophe Deloire: “mirar Assange […] seria uma medida estritamente punitiva e iria constituir um precedente perigoso para jornalistas, suas fontes e denunciantes”.

A British Veterans for Peace UK se manifestou solicitando que: “respeitarem os direitos de jornalistas e denunciantes e que se recusem a extraditar Julian Assange para os Estados Unidos”. E completa com preocupação: “que o jornalismo e o ato de denúncia esteja sendo criminalizado pelos Estados Unidos e eles estejam sendo ativamente apoiados pelas autoridades britânicas”.

Já o Amnesty International pede que o Reino Unido se “recuse a extradição ou qualquer forma que envie Julian Assange para os Estados Unidos onde existe um risco bem real de que ele possa enfrentar violações de direitos humanos, incluindo condições de detenção que violariam a proibição absoluta de tortura e outros maus-tratos e um julgamento injusto que seria seguido de possível execução, devido ao seu trabalho com o Wikileaks.”

É evidente que esse ataque do governo norte-americano não atinge apenas o Assange, na verdade, é um ataque a toda liberdade de imprensa e de expressão. O que está ocorrendo com Assange abre um precedente perigoso para vitimizar qualquer cidadão, temos que Luta com todas nossas forças contra o imperialismo.

Campanha pela liberdade

 A impressa burguesa nacional tem se omitido em todos os pontos relativos a Assange, quando fortuito toca no caso assumir a posição do imperialismo. Não podemos esperar que a burguesia e seus instrumentos defendam os interesses básicos da população, como Liberdades de Imprensa, de Expressão e Estado de Direito.

É papel fundamental da esquerda realizar essa defesa, utilizando todas suas armas para mobilizar a população. A esquerda nacional e internacional, precisa fazer uma campanha de rua, com abaixo-assinados, protestos, bandeiras, faixas, ir às embaixadas dos EUA protestar, denunciar diariamente.

É preciso agir de forma mobilizando a população para que o custo para a burguesia de realizar tais ações persecutórias, seja extremamente alto. Só assim através da força da mobilização a burguesia respeitaram os direitos básicos da população.

Defende os direitos do cidadão perante o arbítrio do Estado, é uma atribuição essencial da esquerda. Todas suas organizações não devem refuta essa obrigação, sendo essa um dos pilares para a mobilização e organização popular.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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