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Etiópia denuncia que sanções dos EUA afetam o povo pobre

Eric Menezes

Militante do Partido da Causa Operária. Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido. Bancário e membro da Corrente Sindical Causa Operária.

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Desastres naturais

Enchentes e secas são obras dos deuses, dizem governantes

Enquanto milhares sofrem com fenômenos naturais, por conta da política criminosa dos governantes. Estes se esquivam e dizem que são eventualidades!

Em Itabuna, ministros e governantes prometem “mundos e fundos”. Porque não fizeram antes? – Foto: reprodução.

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O país tem vivido um começo de ano cheio de tragédias, supostamente, decorrentes de desastres naturais como enchentes, deslizamento de terras, rompimento de barragens, queda de pontes e destruição de trechos de rodovias. Desastres que tiraram a vida de centenas de pessoas e já deixou feridos e desabrigados na casa dos milhares.

Na verdade, desde as últimas semanas de 2021, diversas regiões do Nordeste já registravam uma quantidade muito grande de chuvas e decorrentes alagamentos, enchentes de rios. Situação que se espalhou para o norte de minas, centro oeste e agora na região norte. Como dizem os governantes e a imprensa burguesa “a chuva” foi responsável pela destruição de estradas, alagamento de cidades inteiras, desmoronamento de encostas e deslizamentos de terra.

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Tão rápido quanto acontecem os “desastres naturais” é o repentino aparecimento de políticos, principalmente os governantes e parlamentares, se colocando à frente das situações, mostrando uma extrema preocupação com o “bem-estar” e a vida daquelas pessoas sofridas que estão passando por “esta tragédia”. Sim, tudo com muitas aspas.

A ressalva que faço sobre a ação repentina desses políticos é exatamente que, tão repentinamente quanto aparecem eles desaparecem, da “vida dessas pessoas” e dos holofotes da imprensa, assim que as tragédias e dramas, as histórias forem esquecidas pela imprensa ou pelo grande público das redes sociais.

Primeiro, fenômenos naturais como excesso de chuvas, secas, enchentes são de fato situações excepcionais que acabam pegando muitas pessoas, principalmente, a população pobre de surpresa. Mas, este não é, ou pelo menos não deveria ser, o caso da classe governante do país e toda a burocracia estatal que dirige.

É plenamente possível medir o nível de chuvas, o nível de subida das águas de um rio, os impactos de uma enchente ou de uma tempestade muito grande ou duradoura. De forma, que não é possível para um governante usar o argumento de “tem chovido em excesso nestes últimos dias” ou “é uma tragédia muito grande essa enchente”. O papel de um governante e todo o Estado, com seus inúmeros órgãos, técnicos e funcionários, é exatamente medir, acompanhar, planejar, organizar e tomar medidas para que fenômenos naturais não “peguem de surpresa” a população, a classe trabalhadora desprovida de qualquer meio maior para se defender destas intemperes.

Não é papel de um presidente, de um governador, de um prefeito – assim como dos parlamentares – tomar medidas, realizar ações somente quando o desastre já ocorreu, quando milhares já foram afetados ou já perderam suas vidas. É preciso, mesmo dentro do Estado burguês, investir em infraestrutura, investir em obras de longo prazo que garantam de fato o tal do bem-estar das populações. Obras de saneamento, obras de revitalização e reconstrução das margens dos rios, de proteção das populações ribeirinhas, de contenção de encostas, de construções de galerias pluviais em tamanho satisfatório para situações excepcionais, etc. São muitas medidas que deveriam ser tomadas previamente, antes de que qualquer desastre pudesse ter qualquer percentual maior de possibilidade.

Pelo contrário o que vimos neste início de ano foi simplesmente o “mais do mesmo”. Políticos profissionais, governantes indo às áreas destruídas pela tal “ação da natureza” e constatando o que todos já viram e sofreram e prometendo “mundos e fundos”. Que irão destinar x milhões às pessoas atingidas, que elas terão acesso a crédito, que irão receber alimentos, materiais etc. Quando tudo isso poderia ser evitado com uma ação real, concreta, feita no dia a dia, de investimentos nas cidades, nos bairros, nas residências.

Agora que todo o desastre já ocorreu, que milhares já perderam suas casas, seus bens, muitos até a vida, pouco importa o que será feito pro futuro. Muitos dos atingidos buscarão resolver a situação por conta própria, se mudando das regiões de risco ou realizando implementos em suas residências que busquem evitar desastres futuros.

Enquanto isso, ainda a situação está exposta na imprensa burguesa, enquanto ainda atrai a atenção de pessoas nas redes sociais, muita demagogia é feita, governantes e parlamentares posam em fotos mostrando sua “ação humanitária”. Uma completa demagogia que tem prazo de validade. Dentro de algumas semanas, estas pessoas que sofrem com a dita “ação divina” de chuvas, secas, desmoronamentos, deslizamentos, sairão das telas dos telejornais, das imagens dos jornais e voltarão à sua vida rotineira de buscar conviver com a luta diária pela vida, no trabalho, na luta pela moradia, enquanto busca com os próprios meios resistir a uma futura intempere climática.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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