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“Interesses espúrios” do DCM, Boulos e IREE, diz H. Simonard

Eric Menezes

Militante do Partido da Causa Operária. Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido. Bancário e membro da Corrente Sindical Causa Operária.

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Cadê o identitarismo?

Ataque do DCM a André Constantine também foi racismo!

Esquerda se cala diante de ataque covarde do DCM contra um militante de esquerda, dos mais ativos do país.

André Constantine no programa Tição da COTV – Foto: Reprodução/COTV

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No último dia 19 de novembro, o canal do Diário do Centro do Mundo (DCM) publicou uma matéria no site com o título “PCO ameaça Kiko Nogueira de Morte”. Na matéria o companheiro André Constantini é acusado de ameaçar o proprietário do DCM, Kiko Nogueira, de morte. Uma verdadeira “fake News” que rapidamente foi reproduzida por sites da esquerda pequeno burguesa como o Revista Forum, do “jornalista” Renato Rovai, e no cirista “O Cafezinho” de Miguel do Rosário.

Já foram publicadas matérias aqui no DCO denunciando a posição direitista de persecutória, sensacionalista e, principalmente, de querer criar um fato político, atacar o setor mais combativo da esquerda, o que inclui o PCO e o companheiro André.

Novamente, a publicação do DCM rapidamente reproduzida por seus parceiros políticos, é uma típica “fake news” pois, primeiro o que afirmam ter sido uma ameaça não foi feita pelo PCO (até porque é impossível tal fato para uma pessoa jurídica), mas teria sido feita pelo André durante o programa Tição, um programa do coletivo de negros João Cândido do PCO, na quinta-feira (11). Segundo, também é mentira pois durante o programa não foi feita nenhuma ameaça ao tal jornalista. Ao ter sido chamado, pelo apresentador Caio Túlio, para comentar o fato de Kiko Nogueira ter ofendido seu próprio público, durante uma live na sexta (05) anterior, ao ser questionado por estar se eximindo de questionar Guilherme Boulos de responder aos questionamentos feitos e simplesmente partir para uma defesa cega e para um ataque desmotivado ao PCO por ter tirado uma matéria expondo as relações de Boulos com organizações ligadas imperialismo e à CIA.

André Constantini, simplesmente colocou sua opinião de forma incisiva, como é sua característica, criticando duramente a posição do “jornalista” e afirmando que ele estaria e todos deveriam acompanhar de perto ele e toda essa esquerda pequeno burguesa que se coloca contra posições que realmente interessa aos trabalhadores, usando a expressão “palmear”, que quer dizer acompanhar de perto.

A fake News do DCM serviu de argumento para excluir a participação de Rui Costa Pimenta e do próprio André da programação do blog no YouTube. O que era o objetivo desde o início.

Também é racismo

Esses são os fatos, mas aqui deixemos claro o que não ficou aparente. Durante o programa da Causa Operária TV (Tição, programa de preto) o companheiro André tem liberdade para falar e colocar suas indignações e experiências da luta diária, o que sempre vem com muita contundência e com a uma linguagem popular, a linguagem falada nas ruas de qualquer bairro pobre do país. Mas, não foram as palavras que “impressionaram” nem os jornalistas “progressistas”, nem a esquerda identitária, foi a sua combatividade.

O ataque ao PCO e ao companheiro André é uma ação típica da pequena burguesia quando se sente ameaçada em suas benesses, seus privilégios e suas concepções superficiais que são os argumentos que os fazem reproduzir a opressão da grande burguesia para as classes inferiores. Ou seja, a posição de atacar um preto, pobre e que ousa se levantar e falar alto contra o “chicote da burguesia” foi o que se materializou na acusação sórdida contra o companheiro.

E neste dessa forma também fica claro que o que ocorreu foi racismo. O mesmo racismo que faz a polícia apontar e atirar contra manifestantes nas ruas de uma avenida na área nobre da cidade, de invadir espancar, sequestrar e matar um jovem negro da favela, de enfiar uma escopeta .12 entre os olhos de um motociclista na entrada do morro. Todas estas são situações em que é a concepção de classe pré estabelecida que se impõe na força, dada a mínima possibilidade de confronto.

Foi o mesmo preconceito que atingiu o companheiro André, vindo dos pequeno burgueses, jornalistas corporativistas, da imprensa “progressista”, aquela que não aceitou “tomar uns gritos de um preto favelado” sem ameaça-lo de demissão. Ameaça essa (do DCM) aliás, cumprida. André foi demitido do canal.

Aonde foi a esquerda identitária?

No episódio, ocorrido já há cerca de 15 dias, até o momento não se viu, nem ouviu nenhum pronunciamento, nenhuma palavra de apoio da esquerda pequeno burguesa, essa mesmo que tomou conta do movimento negro com sua política identitária, que rapidamente aparece de forma histérica quando um artista global, quando um parlamentar (de direita muitas vezes), um dirigente de um movimento desconhecido, sofre algum ataque. Até o momento ninguém se pronunciou, não houve nenhuma denúncia de racismo, termo aliás que tem sido utilizado a esmo, porém, somente quando convém, quando os atacados são os “parças”.

Já quando um autêntico militante de esquerda, revolucionário, favelado, combativo, está sendo atacado, o que temos é um silêncio sórdido. Exceto pelo PCO e pelos Comitês de Luta, não houve defesa, nem denúncia do racismo sofrido pelo companheiro.

É exatamente por exemplos como este que afirmamos que essa esquerda pequeno burguesa, carreirista, viciada em eleições e que se acostumou a rastejar entre a direita e lamber a sola da burguesia para manter “seu cantinho” no Estado burguês, está fadada a ser atropelada e destroçada pelas massas durante um processo revolucionário. Provavelmente isso ocorrerá nas primeiras manifestações massivas mais radicais que se aproximam no país.

Também é por isso que afirmamos que o caminho para os militantes de esquerda, para a classe trabalhadora de conjunto é abraçar a política revolucionária, rompendo com a burguesia, seja ela a grande, média ou pequena burguesia, se unir aos seus companheiros de classe. Não esperar nada dessa burguesia falida e decrépita e do seu Estado em demolição.

A posição dos colunistas não reflete, necessariamente, a posição deste Diário.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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