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Luta real e luta imaginária

Enquanto identitários brincam com estátuas, o latifúndio se arma

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que Bolsonaro está armando os latifundiários enquanto os identitários brigam com estátuas

Pistoleiros atuando na grilagem de terras – Foto: reprodução

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A polêmica sobre a política da “queima” de estatuas e cancelamentos colocada em prática pelos identitários se mostra cada vez mais farsesca e desviando a atenção da situação política do país, escondendo os verdadeiros culpados pela situação da população e dos agentes da violência contra a população pobre e explorada.

Dados importantes divulgados recentemente sobre a licença de armas e o resultado chama muito a atenção. Os dados de registros de armas na Polícia Federal no governo Jair Bolsonaro mostram um crescimento vertiginoso na quantidade de pedidos. Em 2018, após o golpe e no governo de Michel Temer, foram concedidas 51.027 autorizações a civis. No primeiro ano de Jair Bolsonaro na presidência o número foi a 94.064 licenças e explodiu para 177.782 em 2020. E nos primeiros seis meses de 2021 já foram registradas 97.243 licenças.

E esse número é ainda maior. A Polícia Federal não registra as licenças concedidas para caçadores, colecionadores e atiradores desportivos, que fica sob responsabilidade do Exército. Segundo informações contidas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de pessoas que se registraram como caçadores, atiradores desportivos e colecionadores (os chamados CACs) ao Exército Brasileiro aumentou 43,3% em um ano: de 200,1 mil pessoas, em 2019, para 286,9 mil, em 2020. As informações do delegado da Polícia Federal, Pedro Ivo, do estado do Tocantins é que essas armas estão indo para os donos de fazendas e que estão formando pequenos arsenais.

A informação fica ainda mais certeira quando analisamos os estados onde mais cresceu o número licenças de armamento. Estado com grandes conflitos de terras foram os campeões da concessão de licenças em 2020, sendo que o crescimento foi na Bahia (620%), Maranhão (572%), Mato Grosso do Sul (522%), Tocantins (412%), Rondônia (333%) e segue na lógica de estados com muita violência contra trabalhadores e comunidades tradicionais no campo.

Em 2019, Bolsonaro liberou a posse de arma em toda extensão do latifúndio

Em 2019, o fascista Jair Bolsonaro já demonstrada suas intenções em armar o latifúndio para reprimir a luta pela terra. Sancionou um o projeto de Lei 13.870 permitiu que os latifundiários andassem armados por toda a propriedade sendo que antes somente era permitida nas dependências da residência e a aprovação foi comemorada por todo o latifúndio.

Essa medida facilitou o trabalho dos latifundiários e seus pistoleiros para impedir ocupações de terra e atacar acampamentos e retomadas de terra que estavam dentro do latifúndio e da área tomada pelos grileiros de terras. A liberação do porte de arma em toda a extensão do latifúndio era uma primeira iniciativa para preparar a entrega de armas para os latifundiários e reprimir violentamente a luta pela terra. Fato que está ocorrendo na prática.

Enquanto isso esquerda cirandeira “briga” com estátuas

Diante desses dados do armamento dos latifundiários e de crescimento exponencial da violência no campo, a esquerda cirandeira e identitários ainda estão na briga com estátuas e nomes de ruas, com figuras que já morreram há séculos ou muitas décadas atrás. E com isso se esquecem, talvez de maneira intencional, de apontar os verdadeiros culpados pela situação de violência contra os povos indígenas, trabalhadores sem terra, camponeses, quilombolas e outros setores da população que sofrem na pele o dia a dia com o latifúndio.

Esquecem completamente das reivindicações para acabar com a opressão e a violência do latifúndio (na verdade sequer citam o latifúndio). As forças policiais que atuam como pistoleiros estão esmagando e matando no campo e o latifúndio continua invadindo terras indígenas e públicas para grilar imensas áreas.

É preciso lutar contra essa política identitária que não muda nada a situação no campo e protege o latifúndio na medida que não o denuncia. Contra essa política de lutar contra estátuas é preciso apontar reivindicações para dar condições dos indígenas e trabalhadores do campo se defenderem. A primeira reivindicação é de lutar pela formação de comitês de autodefesa e do armamento da população do campo. É a reivindicação fundamental e democrática de autodefesa diante da violência do latifúndio.

Em vez de reescrever a história de acordo com a opinião de cada “identitário” é preciso apontar o latifúndio como inimigo e unificar a luta dos trabalhadores do campo e das comunidades tradicionais em torno da reforma agrária e do fim do latifúndio.

A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a posição deste diário.

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