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Cristiano Ronaldo chuta jogador. E se fosse Neymar?

Ascânio Rubi

Ascânio Rubi é um trabalhador que gosta de pensar. Autodidata, tem interesse por várias áreas do conhecimento, sobretudo as ligadas à linguagem. Fisicamente, é meio parecido com um certo velho barbudo, de quem toma emprestada a foto ao lado.

Demagogia

Ativismo identitário: um lugar na janelinha

Se, para Djamila, a bolsa é símbolo de pertencimento à “elite”, para a Prada, o símbolo é a própria Djamila, que representa aos olhos da burguesia um “ativismo” capitulador, frouxo

Identitários querem ver retratada a “elite negra” do Império, não a escravidão – Foto: TV Globo/ Reprodução

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Qualquer um que frequente as redes sociais ou que leia jornais vai encontrar, todos os dias, alguém dizendo que alguma coisa é “simbólica”. Geralmente, essa é a senha dos identitários: lá vem alguém defendendo a primazia do símbolo sobre a vida real.

Li outro dia uma crítica de jornal a uma novela da Globo cuja ação transcorre no período do Império. Descobri aqui na padaria, enquanto tomava café, que se trata de uma reprise. Bem, o crítico (identitário) se queixava de que a trama mostra o negro na posição de escravo em vez de mostrar a “elite negra” que já existia então.

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Segundo ele, caso mostrasse essa “elite negra” nas telas, ou seja, os negros endinheirados, em posição de poder, o folhetim – além de dar mais e melhores papéis para os atores negros de hoje – teria cumprido uma espécie de função educativa, uma vez que, dessa forma, tiraria os holofotes dos negros escravos, mostrando os poucos negros que, na época da escravidão, estavam se dando bem. Esses, a “elite”, é que representam os ideais do movimento.

Esse pessoal que gosta tanto de símbolo bem sabe o que representa a bolsa Prada da militante identitária Djamila Ribeiro. O único valor desse objeto é dado pelo seu caráter exclusivo – e não é ocioso lembrar que “exclusivo” é aquilo que exclui. Os bens de luxo são vendidos como o que, de fato, são: exclusivos. Enquanto isso, bem longe das vitrines de shoppings de luxo, mulheres negras pobres lutam para sobreviver.

Se, para Djamila, a bolsa é símbolo de pertencimento à “elite”, para a Prada, o símbolo é a própria Djamila, que representa aos olhos da burguesia um “ativismo” capitulador, frouxo, individualista.

As grandes companhias, os bancos, a publicidade, todos abraçaram as causas identitárias, em geral absorvidas em políticas de “diversidade”, as quais, no âmbito das empresas, servem para camuflar a pauperização dos empregados. Sob o pretexto da inclusão por diversidade, abrem as portas para jovens que acreditam que a empresa é cidadã, comprometida com a igualdade (blá-blá-blá) e aceitam baixos salários em nome da “oportunidade” de crescimento profissional.

O curioso é que esses identitários estão sempre esperando um pedido de desculpas dos brancos, heteronormativos, cisgêneros, que não sabem falar sem expressar o seu preconceito latente, mas, na prática, eles não se contrapõem aos brancos poderosos, já que nenhum deles quer virar o jogo da burguesia. Só desejam um lugar na janelinha.

Os brancos envergonhados que compram esse discurso ou são tolos, ou estão de barriga cheia (ou as duas coisas), pois, enquanto os brancos ricos (e a tal “elite negra”) sabem que é tudo uma grande enganação, os brancos pobres e assalariados é que vão pagar essa conta. Na prática, o que se pode conseguir é um pequeno deslocamento no grupo de pobres e remediados (alguns negros são contratados, alguns brancos são demitidos) para satisfazer as estatísticas de diversidade e reduzir ainda mais os salários. De resto, quem está no comando continua concentrando renda e poder.

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