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Infiltração direitista

Após entregar atos aos fascistas, “Somos Democracia” chega ao PR

Qual seria a vantagem, o ganho para as organizadas, os antifas e a esquerda, alvos prioritários, marcados como inimigos do regime, em se aliar com a esquerda e a direita golpistas?

Danilo Pássaro em Showmissa na Praça da Sé – Foto: Reprodução

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No próximo domingo (26) serão 9 fins de semana de atos pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Dois meses que no Paraná, como em São Paulo, os militantes do PCO, junto com as torcidas organizadas e antifascistas, foram às ruas para expulsar a extrema direita bolsonarista.

O impacto desta iniciativa de retomada das mobilizações, impulsionada pelo PCO e executada pelos militantes e pelas torcidas organizadas e antifascistas, fez com que a extrema direita recuasse da posição que tinha conquistado e passasse a sofrer oposição direta nas ruas.

Ou seja, os atos mostraram na prática qual era a política correta a seguir diante da crise capitalista e do coronavírus. A disposição radical dos companheiros que expulsaram a extrema direita desmoralizou irreversivelmente a política da esquerda do “#ficaemcasa” e denunciou toda a omissão das direções, que se acovardaram diante do genocídio da população promovido pelos golpistas.

Para conter essa radicalização, os setores da esquerda que até então defendiam com unhas e dentes a política do “#ficaemcasa”, entraram em campo. Isto ficou escancarado em São Paulo, onde Guilherme Boulos (PSOL) apareceu para tirar o ato da Av. Paulista e levá-lo para o Largo da Batata, cedendo o espaço central da cidade para a extrema direita bolsonarista. O mesmo Boulos, que disse certa vez em Curitiba, que “fascismo não se discute, se destroi” mudou para “com fascismo se convive e se faz acordo”.

A comprovação da participação de Boulos se deu por 2 aspectos óbvios. Em primeiro lugar porque quem assinou o acordo para dividir a Paulista com os fascistas foi o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), do qual Boulos é dirigente. Em segundo lugar, porque o até então desconhecido Danilo Pássaro, coordenador do grupo “Somos Democracia”, apareceu de repente como um grande líder, lançado a tal posto por ninguém menos do que a Folha de S. Paulo.

Foi assim que Danilo Pássaro, do “Somos Democracia”, entrou em cena para pintar de amarelo, azul e verde os atos e transformá-los, de mobilizações combativas, em atos esvaziados, sem as torcidas e que ao invés de se opor aos fascistas, passaram a conviver com eles. Isto ficou escancarado no fato do ato do dia 31/05 os torcedores terem saído de preto para expulsar os amarelos. Totalmente o contrário dos “atos de Pássaro”, onde os ditos “torcedores” foram de amarelo para ameaçar de expulsar e agredir os vermelhos (PCO, PT, MST, Comitês de Luta).

https://www.youtube.com/watch?v=1SK_gR7MYuE

“Tchutchuca” com a extrema direita, “tigrão” com a esquerda combativa, revolucionária.

Como se não bastasse as ameaças, Pássaro protagonizou um episódio ultra reacionário, de caráter bolsonarista, contra o cro Henrique Áreas, da direção nacional do PCO. Juntou alguns caras e armou uma emboscada para o cro Henrique, esperando-o às dez horas da noite na saída do seu trabalho na COTV. Isto pelo dirigente do PCO ter publicado uma matéria no Diário Causa Operária Online (DCO) denunciando a postura direitista e subserviente de Pássaro devido ao “abaixa a bandeira” e às ameaças aos militantes do Partido. A “conversa” de Pássaro foi pacífica porque outros 30 militantes do PCO foram até o local para encaminhar Pássaro para casa e denunciar que quem busca o diálogo não age com esses métodos tipicamente fascistas.

Bem, é após essa trajetória grotesca de serviços prestados à direita golpista, frente amplista, que embarcou na campanha do verde e amarelo, como Folha de S. Paulo, Globo e afins, que o tal “Somos Democracia” chega ao Paraná, vejam que coincidência, chamando seu 1º ato para o mesmo local e horário do 9º ato chamado pelos Comitês de Luta e pelo PCO (domingo dia 26 de julho às 14h na Praça Santos Andrade).

Será coincidência?

De forma alguma! A direita tradicional (PSDB, DEM, MDB) e os setores de esquerda na frente ampla (como Boulos), lançaram a campanha amarela para neutralizar o caráter combativo da retomada das mobilizações contra o regime golpista.

Em São Paulo, o resultado a manobra do “Somos Democracia” a serviço da frente ampla, terminou numa showmissa na Praça da Sé. Ou seja, o acordo com os fascistas – de que num domingo a esquerda faria os atos e no outro domingo a extrema direita faria – na verdade era para entregar a Av. Paulista para os fascistas. Logo, não era apenas um acordo de convivência, mas um acordo de submissão, de capitulação diante dos genocidas, assassinos do povo.

Boulos, o PSDB, o DEM, o MDB, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e outros, todos são “democratas” que apoiaram o golpe de 2016. Pássaro, ao se colocar a serviço deles, mostrou que é tucano e que não veio para mobilizar, mas para “arrastar”, em suas próprias palavras, o vermelho das manifestações pelo Fora Bolsonaro.

Portanto, qual seria a vantagem, o ganho para as organizadas, os antifas e a esquerda, alvos prioritários, marcados como inimigos do regime, em se aliar com a esquerda e a direita golpistas? O que as torcidas organizadas e as antifas ganhariam com isso?

É por isso, companheiros, que as torcidas organizadas e antifascistas no Paraná, que estiveram juntas com o PCO e os Comitês – quando da expulsão da carreata dos bolsonaristas no Centro Cívico, no dia 31 de maio, e em outros atos Fora Bolsonaro – devem recusar a infiltração direitista do “Somos Democracia”, sob o risco de vermos em Curitiba, a mesma gigantesca capitulação protagonizada em São Paulo com a liderança de Danilo Pássaro.

Contra a extrema direita, a direita tradicional e a frente ampla, nós propomos a aliança com o povo, todos os explorados, trabalhadores, torcedores, antifas, jovens, marginalizados, excluídos. É somente com esses setores da população que poderemos progredir na luta pela derrubada de Bolsonaro e todos os golpistas! E é isso que defenderemos em nosso 9º ato, vermelho!

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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