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RCP: “Lugansk vive um governo operário”

Afonso Teixeira

Formado em Letras e Filosofia pela Universidade de São Paulo; tem doutorado em Linguística e pós-doutorado em Estudos da tradução. É professor, tradutor e colunista do Diário Causa Operária.

Max Weber

A reificação do mundo

A burguesia tomou para ela o destino do mundo; transformou o sagrado em profano e, ao mesmo tempo, o que era profano em sagrado

Max Weber – Foto: Reprodução

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Max Weber, no ensaio “A ciência como vocação”, afirma que seu tempo tem como característica a racionalização, a intelectualização e, acima de tudo, o “desencantamento do mundo”, o que levou os homens a banirem da vida pública os valores sublimes, que se encontravam na vida mística, na fraternidade e nas relações entre os indivíduos.

Posteriormente, Weber irá afirmar que “Já não precisamos recorrer aos meios mágicos para dominar os espíritos ou exorcizá-los, como fazia o selvagem que acreditava na existência de poderes misteriosos. Podemos recorrer à técnica e ao cálculo.”

A técnica e o cálculo predominam no pensamento ocidental a partir da Idade Moderna e ganha primazia com os iluministas. Mas tanto a técnica como o cálculo não são apenas instrumentos da racionalidade do mundo. São instrumentos de produção.

E esses instrumentos, como todo instrumento de produção, são, em essência, instrumentos de dominação. Quem domina, nesse caso, é a mercadoria, que tornou aquele que faz uso dos instrumentos de produção em meros assessórios da máquina.

Toda a relação entre os homens, que um dia firmava-se num universo místico de fraternidade, tornou-se num mundo material de interesses individuais.

No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels escrevem que a “burguesia arrancou às relações familiares o seu comovente véu sentimental e as reduziu a pura relação monetária.”

Vemos aí que as relações entre os indivíduos que outrora se firmava numa fraternidade quase mística, agora se encontra toldada pelo véu do mais puro materialismo mercantil. A burguesia precisa modificar-se continuamente e só pode existir revolucionando os meios e produção e, consequentemente, as relações sociais. Esse revolucionamento distingue a época burguesa de todas as outras.

Todas as relações fixas e enferrujadas, com o seu séquito de veneráveis representações e concepções, são dissolvidas; todas as relações novas, posteriormente formadas, envelhecem antes que possam ossificar-se. Tudo o que está estratificado e em vigor volatiliza-se, todo o sagrado é profanado, e os homens são finalmente obrigados a encarar a sua situação de vida, os seus relacionamentos mútuos, com olhos sóbrios.

O que se vê em Marx e Weber é uma reificação do mundo, um mundo despojado de deuses. A burguesia tomou para ela o destino do mundo; transformou o sagrado em profano e, ao mesmo tempo, o que era profano em sagrado. Ao despojar de deuses o mundo, tornou-se ela própria um deus. A burguesia “criou para si um mundo à sua própria imagem e semelhança.”

Criou o homem moderno.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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