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Gabriel Araújo

Dirigente Nacional do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), editor da Tribuna do Movimento, colunista do Jornal Voz Operária, tecnólogo em Gestão de Cooperativas e militante de base do Partido dos Trabalhadores.

Política Internacional

A CIA e golpe militar de 2016

Os juízes e policiais federais estavam sendo domesticados pelo Departamento de Justiça Norte-Americano para mais tarde constituírem a Operação Lava-Jato.

Moro Capacho da CIA – Foto: reprodução

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Em meio a toda a farsa que foi o processo de impeachment da Presidente Legitima, Dilma Roussef, que era na realidade um golpe militar que era claramente arquitetado pelo governo norte-americano, o Wikileaks divulgou um material fundamentado a partir de telegramas do Cônsul-Geral dos EUA, Christopher J. McMullen, relatando ao governo de seu país às conversas com seu informante no Brasil em 2006. Informante esse que era nada mais, nada menos, que o então Deputado Federal, Michel Temer (PMDB). O teor das conversas era de clara conspiração contra o então Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

No ano de 2008 a Petrobrás anunciou o roubo de um contêiner com informações sigilosas e de grande importância estratégica para o Brasil. Nos materiais furtados havia informações sobre uma sonda que atuava na Bacia de Santos e por mera coincidência do destino, havia uma empresa norte-americana trabalhando junto à Petrobrás na época, a chamada Halliburton. O crime na época foi investigado pela Polícia Federal, um dos órgãos responsáveis pela destruição da Petrobrás e de outras empresas cruciais para o desenvolvimento econômico do país. Naquele momento, inclusive, conforme foi revelado pelo Wikileaks, os juízes e policiais federais estavam sendo domesticados pelo Departamento de Justiça Norte-Americano para mais tarde constituírem a Operação Lava-Jato. Posteriormente ocorreu a contribuição ilegal entre o Ministério Público Federal (MPF) com instituições do Estado Norte-Americano para dar seguimento às perseguições promovidas pela Lava-Jato.

A Bacia de Santos, para que o leitor tenha uma dada noção de sua importância para o Brasil, é responsável pela produção de 90% do petróleo extraído do pré-sal e dos 30 poços mais produtivos no país, 29 se encontram lá. Ou seja, um sonho de consumo da Chevron, Exxon Mobil e Shell, que mais tarde se consumaria com a mudança no regime de partilha da exploração de nosso petróleo. E a figura designada para realizar o sonho dos grandes monopólios imperialistas foi José Serra (PSDB), conforme foi revelado pelo Wikileaks tendo como referencia os telegramas do Consulado Norte-Americano. Serra se tornou Ministro das Relações Exteriores no governo de Michel Temer, e ambos não somente iniciaram o processo de entrega do pré-sal, como também deram como presente de boas-vindas aos monopólios estrangeiros, uma isenção de R$1 trilhão. O equivalente a 1/3 do orçamento geral da união.

Outro fato importante para demonstrar a conspiração contra a soberania nacional de nosso país foi a vinda de Liliana Ayalde para a Embaixada Norte-Americana no Brasil em 2013. Ela havia prestado serviço como Embaixadora Norte-Americana em Honduras e no Paraguai, durante o período de golpe de Estado em ambos os países. Não é preciso nem mencionar o que essa senhora veio fazer por aqui.

No mesmo ano da chegada de Liliana Ayalde no Brasil, o Wikileaks tornou público a ilegal investigação e interceptação de conversas de figuras do governo brasileiro (incluindo nossa Presidenta, Dilma Roussef), que era promovida pela NSA.

Vale lembrar também outro episódio de certa relevância para compreender a ligação umbilical de Moro com a CIA. Em 2007 o então juiz federal foi responsável pela criação de RG e CPF falsos, além da criação de uma conta bancária, para a entrada de um agente norte-americano no país. Tudo isso sob as ordens da Embaixada Norte-Americana. Nem ao menos houve comunicação ao Ministério da Justiça sobre o caso, descumprindo a lei e fazendo tudo por debaixo dos panos, assim como a sua relação com o MPF e PF. Além disso, Moro foi quem mais se destacou no Projeto Pontes, em 2008, quando os juízes federais e policiais federais foram receber instruções para perseguir a esquerda através do chamado lawfere.

Moro também foi elogiado por Kenneth Blanco, que trabalhou durante muito tempo no Departamento de Justiça Norte-Americano e atualmente se encontra no Departamento de Tesouro. Blanco em sua exposição agradeceu Moro pela prisão de Lula e por ter passado por cima do ordenamento legal brasileiro para isso. Também foi revelada em sua fala, a parceria existente entre EUA e a Operação Lava-Jato, algo totalmente fora da legalidade, já que ocorreu sem a autorização do Ministério da Justiça, que é o responsável por tal questão.

A coisa está tão banalizada e a ingerência norte-americana é tão aberta, que atualmente os yankees fizeram treinamento militar na Amazônia, sem autorização do órgão competente, que é o Congresso Nacional. Além de possuírem um território onde é proibida a entrada de brasileiros, que se encontra na Base de Alcântara no Maranhão. E também estão adestrando os agentes da Abin, através de supostos cursos ministrados por figuras do FBI.

Esses são apenas alguns fatos que vieram à superfície da óbvia ingerência norte-americana na dinâmica política de nosso país. O que torna todas as medidas desde 2016 em inconstitucionais e que toda a suposta legalidade, toda a suposta legitimidade, é apenas um artifício criado para enganar quem quer se deixar enganar. Pois, o alinhamento entre os golpistas e os norte-americanos era nítido a todo o momento. Sendo assim, os trabalhadores não podem tolerar que essa farsa sustentada por eleições fraudadas, investigações e acusações ilegais, perseguições políticas e etc., se perpetue e continue a ser a regra em nosso país. Logo, é necessário colocar toda a nossa energia e todas as nossas organizações, em um trabalho sistemático, diário e revolucionário, com o objetivo de derrubar toda essa corja golpista que tem afundado o nosso país.

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agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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