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BolsoDória

Trabalhadores sem-teto devem enfrentar o despejador João Dória

Chega de ilusões, a conquista dos direitos democráticos do povo não virá das instituições, não será um presente da burguesia.

Enquanto desenvolve sua campanha para as eleições de 2022, João Dória (PSDB) impulsiona os despejos e outros ataques contra o povo. – Foto: Govesp/Fotos Públicas.

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Democracia tucana em SP

Dentre os opositores farsescos ao governo Bolsonaro, as ratazanas do PSDB ocupam lugar de destaque. O fato de que o ilegítimo presidente seja uma figura escatológica facilita muito a tarefa de quem quer se apresentar como civilizado, mas a ficha criminal dos tucanos impede qualquer confusão.

Em São Paulo, cidade mais rica do país, dados oficiais indicam crescimento de 70% na procura por abrigos mantidos pela prefeitura. Em meio à uma intensa onda de frio, o “democrata” João Dória (PSDB) vetou um projeto de lei que suspendia os despejos durante a pandemia.

O também “científico” governador do estado justificou o veto dizendo que a situação da pandemia estaria “diferente” em relação ao momento em que o projeto foi escrito, um argumento muito “científico”. Enquanto os números oficiais apontam mais de 555 mil mortes por covid-19 no Brasil, quase 140 mil ocorreram no estado governado pelo tucano.

Mas, por incrível que pareça, uma parte da esquerda entende que apenas Bolsonaro é “negacionista” e procura insistentemente engatar um romance com os tucanos em São Paulo. Alguns mais assanhados chegaram a tentar excluir o PCO das manifestações para garantir tranquilidade para que o PSDB se infiltrasse na luta da esquerda.

Está cada vez pior

Segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo, nos primeiros três meses de 2021 as ações de despejo no estado aumentaram em 79%. Os últimos dados do censo, que remetem a 2019, já apontavam quase 25 mil pessoas sem um teto para morar. O agravamento da crise econômica, turbinado por um ano e meio de pandemia, já piorou essa situação a olhos vistos; em especial na capital.

O IBGE, por sua vez, indica um contingente de 14,7 milhões de desempregados e quase 6 milhões de pessoas que desistiram de encontrar uma ocupação formal. Se incluirmos os trabalhadores informais, temos uma massa de dezenas de milhões de brasileiros em situação socialmente degradante. Ao mesmo tempo, as tarifas e os preços sobem vertiginosamente.

Por um lado, temos o próprio Bolsonaro, um representante de tudo o que há de pior na sociedade, capacho do imperialismo e inimigo declarado do povo. Por outro, temos toda a direita tradicional, incluindo o PSDB e todo o chamado “centrão”, aqueles que gestaram Bolsonaro com a campanha fascista contra o PT, que apoiam no congresso a imensa maioria das medidas do governo e que atacam os direitos dos trabalhadores com igual ou maior intensidade.

Silêncio do “líder” do movimento

Apresentado sempre como se fosse a liderança mais importante e combativa da luta por moradia, o carreirista Guilherme Boulos silenciou sobre o veto de Dória, um duro golpe contra a população sem teto no estado.

Há dois meses, o psolista celebrava nas redes sociais o que seria uma grande “vitória” do movimento. A canetada mágica do ministro do STF Luis Roberto Barroso, que suspendia por alguns meses os despejos de “pessoas vulneráveis”, atendendo pedido judicial dos “guerreiros” do PSOL.

O deslocamento da luta real por moradia, que ocorre nas ocupações, nos embates contra a polícia tucana, para as instituições da burguesia é um caminho certo para a derrota dos maiores interessados na vitória real do movimento. Quem ganha de verdade com a luta por dentro das instituições são os carreiristas, que eventualmente conseguem abocanhar algum cargo eletivo.

A luta por moradia se dá pela esquerda

Enquanto oportunistas da esquerda pequeno-burguesa procuram convencer os militantes sem teto de que é importante tecer acordos com a direita, em troca de migalhas, o avanço da luta por moradia só pode se desenvolver a partir da independência em relação aos representantes da burguesia.

A direita com a qual essa esquerda procura se aliar é tão culpada quanto Bolsonaro pelos despejos. Propagar o contrário é desinformar e desarmar o povo contra seus inimigos de classe. Enquanto Bolsonaro instiga a violência da extrema-direita, os governadores “civilizados” jogam as polícias militares para cima de milhares de famílias que já vivem em situação precária.

O direito à moradia é um direito democrático básico e deve ser defendido contra os interesses de toda a burguesia. Não existe burguesia boa e burguesia ruim, toda a burguesia se apoia sobre a miséria dos trabalhadores. Parem de iludir o povo!

Fora Bolsonaro, João Dória e todos os golpistas!

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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