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Fome

Saques em massa contra supermercados

Se nada for feito para tirar Bolsonaro e sua política econômica, os saques serão um direito dos trabalhadores contra a fome e miséria

Brasileiros estão se alimentando de pelancas – Foto: Reprodução

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Fruto da política econômica dos golpistas e no Brasil, a fome no país só avança, num típico estado de calamidade total. Como se fosse uma atividade de garimpo, moradores do Rio de Janeiro estão recorrendo aos ossos rejeitados por supermercados. A triste situação desses cidadãos desprezados pelo regime é comum a todos os municípios do Brasil e vem aumentando de forma assustadora. Começam a surgir saques em supermercados pelo Brasil. Com fome, sem emprego e com a inflação galopante, o saque ao comércio será a única saída e um direito das pessoas para matar a fome.

Na zona sul do Rio de Janeiro, na Glória, um caminhão estaciona. O veículo traz ossos e pelancas de supermercados da cidade. Esse material serve para a fabricação de ração para animais e a fabricação de sabão. Às vezes, o resto do alimento chega estragado, mas ainda assim as pessoas pegam. O motorista do caminhão, sensibilizado com a triste situação pela qual passam os brasileiros, doam ali todas as terças e quintas-feiras esses restos.

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Em reportagem ao Jornal Extra, do grupo Globo, no dia 29 de setembro, Vanessa Avelino Souza, 48 anos, desempregada, mãe de cinco filhos, moradora de rua, com muita paciência separa as pelancas. “A gente limpa e separa o resto de carne. Com o osso, fazemos sopa, colocamos no arroz, no feijão…Depois de fritar, guardamos a gordura e usamos para fazer a comida”, explica Vanessa, cujos filhos são criados pela sua mãe devido à sua situação de miséria.

Denise da Silva, 51 anos, viúva recentemente, mãe de 5 filhos e avó de 12, vive sozinha e luta para alimentar sua família. Ela sai de trem de São João de Meriti, na baixada fluminense, e percorre mais de 30 quilômetros até a Central, de onde, a pé por 3 Km, vai para a Glória em busca dessa xepa da carne, uma esperança de alimento. “Não vejo um pedaço de carne há muito tempo, desde que a pandemia começou. Esse osso é a nossa mistura. Levamos para casa e fazemos para os meninos comerem. Sou muito grata por ter isso aqui”, diz Denise, cuja irmã, Sheila Silva, 43 anos, também desempregada, mãe de um filho na mesma situação de desemprego, também pega a xepa e diz que é “uma alegria quando o caminhão chega”. “É a certeza que teremos algo diferente para dois dias”. Outras pessoas utilizam as pelancas para fazer gordura, óleo, que também está muito caro na cesta básica.

O motorista do caminhão dos ossos, José Divino Santos, 63 anos, natural da cidade mineira de Além Paraíba, conta, sem poder conter as lágrimas, que o número de pessoas pedindo nos últimos meses nessa triste rotina de miséria só vem aumentando. “Tem dias que chego aqui e tenho vontade de chorar. Um país tão rico não pode estar assim. É muito triste as pessoas passarem por essa situação. O meu coração dói. Antes, as pessoas passavam aqui e pediam um pedaço de osso para dar para os cachorros. Hoje, elas imploraram por um pouco de ossada para fazer comida. Duas ou três pessoas em situação de rua passavam aqui e levavam. Hoje, tem dia que tem umas 15 pessoas”, conta José Divino.

Esse é o triste Brasil pós-golpe de 2016, quando a direita e extrema-direita tomaram o poder para acabar com o povo e entregar suas riquezas para o capital financeiro internacional, um abutre que impede o desenvolvimento das nações oprimidas. O capital financeiro, para salvar os bancos, recebeu um trilhão do governo durante a pandemia em 2020, enquanto a população desempregada vive nas filas desses bancos mendigando por um auxílio emergencial indigno e agora começam a saquear mercados e fazem fila para pegar pelancas a fim de poder matar a fome diária.

O resultado desse golpe contra a nação, dentre outras centenas de mazelas, é 14,1% de desemprego, que atinge mais de 14 milhões de brasileiros; inflação de 10,05% no acumulado de 12 meses e mais de 116 milhões de pessoas sem um acesso pleno e permanente aos alimentos necessários para um ser humano. Desses 116 milhões, segundo levantamento feito pela Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Alimentar e Nutricional, 19 milhões -9% da população – passam fome. Em relação a 2018, o aumento foi de 54%.

Para frear essa ofensiva que está se transformando em uma verdadeira carnificina, é necessário lutar para pôr fim ao governo Bolsonaro e seus aliados e continuar mobilizando a classe operária para acabar com essa situação lastimável. Para isso, serão necessários o congelamento imediato do preço dos alimentos; aumento do salário no mínimo cinco vezes maior do que o atual; um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo; mais empregos e estatização das empresas privatizadas, para que o governo possa oferecer mais oportunidades de trabalho para a população. A política de privatização, que leva ao desemprego e à fome, é a política dos bolsonaristas golpistas para acabar com o povo brasileiro e imobilizar o Brasil.

Se nada for feito, a situação ficará insustentável, os saques aos supermercados aumentarão e a convulsão e revolta social serão iminentes. Como nos alertou Eduardo Vasco, jornalista desse Diário Causa Operária, “se não derrubarmos Bolsonaro e a corja golpista (PSDB, MBL, etc.), será questão de tempo para vermos cenas de canibalismo no Brasil”.

 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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