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Imperialismo

Por que o Twitter é um monopólio?

O caso da censura de Donald Trump no Twitter expôs a atuação dos monopólios das redes sociais, cujo objetivo é o controle do Estado e finalmente da economia

A rede social Twitter, que censurou o ex-presidente Donald Trump – Foto: reprodução

A campanha eleitoral do agora ex-presidente norte-americano, Donald Trump, trouxe à tona o problema do controle das redes sociais, especialmente daqueles que envolvem temas políticos. O Twitter e Facebook são duas das redes sociais que mais interferiram no trânsito de ideias entre usuários, censurando as contas de Donald Trump e demonstrando o papel que eles desempenham na manipulação das notícias em favor do imperialismo. Trouxe à tona também o papel dos monopólios dos meios de comunicação e como eles intervêm para mudar a opinião pública com o fim de continuar perpetuando sua dominância no poder.

O caso mais notório foi o do Twitter, que em setembro de 2020 anunciou que iria rotular ou apagar todos os posts que denunciassem as fraudes, adulteração de votos ou que causassem desconfiança no resultado do processo eleitoral americano. Nessa ocasião a empresa se manifestou dizendo que era necessário impedir que a confiança no processo eleitoral fosse minada nas redes sociais. Era muito importante para os capitalistas que o processo eleitoral fosse visto como algo quase sagrado, sob o risco de uma grande instabilidade política, como se constatou na invasão do Congresso pelos apoiadores de Trump. A conta de Donald Trump foi várias vezes bloqueada no Twitter, em algumas ocasiões com a alegação de que trazia “fake news” e depois por causa das denúncias de fraudes nas eleições.

Imperialismo, etapa terminal do capitalismo

Vivemos hoje em dia na fase terminal do capitalismo, um período conhecido como imperialismo. O auge do capitalismo ocorreu há mais de cem anos, quando ainda existia a livre concorrência, ou seja, aquelas empresas que tinham os melhores produtos e melhores preços venciam a concorrência. Desde o pico do capitalismo esta situação tem mudado e a cada dia apenas os maiores grupos conseguem permanecer no mercado. Não existe mais a livre concorrência.

É fácil perceber que nenhuma nova empresa de carros, por exemplo, tem chance de ter sucesso hoje em dia. No Brasil existe o caso da Gurgel, uma empresa 100% brasileira, fundada em 1969 por João Augusto Gurgel. Durante 25 anos produziu vários modelos de carro de sucesso, mas foi completamente esmagado pela concorrência dos monopólios estrangeiros e a empresa acabou falindo em maio de 1994.

O funcionamento das redes sociais é regido pelo mesmo mecanismo. Segundo a Revista Forbes as marcas mais valiosas do mercado em todo o mundo hoje em dia são, em primeiro lugar a Apple (com valor de 241,2 bilhões de dólares), seguido por Google (valor de 207,5 bilhões), Microsoft (162,9 bilhões), Amazon (135,4 bilhões) e Facebook (70,3 bilhões de dólares). Todas estas cinco marcas são do ramo da tecnologia.

O Google é o maior conglomerado de comunicação da internet, dono de produtos diversos como o Gmail, o navegador Google Chrome, o programa de edição de fotografias Picasa, o sistema operacional para smartphones Android, o site de vídeos YouTube e muitos outros.

O ex-analista de sistemas, Edward Snowden, que denunciou o papel da NSA (National Security Agency) na espionagem ilegal das pessoas pelo governo americano, fez o alerta de que empresas como Google e Facebook são tão perigosas quanto as agências governamentais na questão de nossa privacidade.

Segundo ele,

o objetivo interno do Facebook, seja ele declarado publicamente ou não, é compilar registros de vidas privadas”. A intenção é compilar esses dados na extensão máxima de sua capacidade para depois “explorá-los para seu próprio enriquecimento corporativo”.

Ele também acrescentou que:

na verdade é exatamente o mesmo que a NSA faz. Quanto mais o Google sabe sobre você, mais o Facebook sabe sobre você, mais eles são capazes de criar registros permanentes de vidas privadas, e tem mais influência e poder sobre nós”.

Em outubro de 2020 foi publicado um estudo no sítio Statista com o número de usuários das principais redes sociais. A maior rede é o Facebook (2,70 bilhões de usuários), seguido por YouTube e WhatsApp (cada um com 2 bilhões), Facebook Messenger (1,3 bilhões), Weixin/WeChat (1,2 bilhões) e Instagram (1,16 bilhões). O Twitter contabilizava 353 milhões de usuários, sendo que 145 milhões ativos por dia. A companhia Facebook é proprietária do WhatsApp, Facebook Messenger e Instagram, o que faz com que a rede totalize 3,2 bilhões de usuários. Ou seja, o grupo Facebook controla quatro das seis maiores redes sociais do planeta.

Em dezembro de 2020 foi aberto um processo antitruste na Câmara Federal do Comércio (FTC) dos Estados Unidos contra o Facebook, que pode resultar na venda forçada do Instagram e do WhatsApp. A alegação é que o Facebook usa seu poder monopolista para impedir a concorrência. Este é um sinal claro de que há uma luta entre setores diferentes da burguesia que lutam pela divisão do mercado. E com tal poder o Facebook é capaz de muita interferência em vários setores da economia e na política.

A atuação do Twitter

O Twitter não tem o tamanho do Facebook, mas é a empresa que domina o seu setor, que é o das mensagens instantâneas, curtas, com foco jornalístico. O Twitter é dirigido por Jack Dorsey, um dos fundadores da rede e cujo patrimônio pessoal está na casa dos 2,2 bilhões de dólares. O Twitter tem mais de 340 milhões de postagens ao dia. E era a rede social da preferência de Donald Trump.

Sob a capa do combate às fake news, o Twitter usou de seu poder para censurar Donald Trump. Apesar de parecer algo civilizado e democrático, a prática de controlar notícias que podem ser falsas só serve mesmo para o cerceamento da liberdade de expressão. Julgar o que é ou não é uma notícia falsa fica a cargo dos donos da rede social, algo arbitrário e muitas vezes subjetivo. Muitas das agências que têm o poder de julgar o que é falso ou não são ligadas à imprensa tradicional, que são instrumentos dos capitalistas. Após o bloqueio da conta de Trump houve ainda o bloqueio de 70 mil perfis de usuários que estavam ligados à divulgação da teoria da conspiração QAnon. No final das contas estes usuários foram punidos porque criticavam as instituições do regime americano e porque criticavam Joe Biden.

No caso de Trump a sua censura foi usada para o favorecimento do candidato que representa a vontade do imperialismo, Joe Biden. Ele é o preferido das grandes corporações, dos grandes monopólios e dos banqueiros.

Outras provas de que as redes sociais têm sido usadas como instrumento de manipulação pelo imperialismo são as recentes notícias dos bloqueios das contas da embaixada chinesa nos Estados Unidos, da conta da nova Assembleia Nacional da Venezuela, do aiatolá Khamenei, líder do Irã que criticou as vacinas dos EUA e reino Unido e da HispanTV, um canal iraniano.

Os meios de comunicação e as redes sociais têm um importante papel na formação da opinião pública. Somente a manipulação das notícias pode fazer com que as pessoas possam aceitar, por exemplo, que as privatizações sejam para o seu bem. Até hoje muitas pessoas não compreendem direito o tamanho do assalto aos cofres públicos cometido por Fernando Henrique Cardoso, um verdadeiro rei das privatizações. Vale lembrar que os monopólios não se limitam a apenas uma área de atuação. Seus braços se estendem a todas áreas, bancos, mercado financeiro, tecnologia, comunicações. Portanto, o controle das redes sociais é um ponto essencial para o controle total da economia, seu objetivo final.

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