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Os golpistas querem a fome

No exterior do maior armazém de comida da América Latina, a fome

Sem dinheiro para comprar comida e botijão de gás, pessoas imploram por comida e por lenha para cozinhar na porta do Ceagesp

População vive de restos de comida – Foto: Reprodução

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Sem dinheiro para comprar comida e gás de cozinha, a população brasileira precisa usar forno a lenha improvisado com restos de madeira e de comida da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). Trata-se do terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo, o maior da América Latina. Entretanto, a riqueza de sobra em grãos, frutas, verduras, legumes e industrializados acaba nos portões de entrada. No lado de fora, há pessoas implorando por qualquer resto de comida.

Essa é a realidade de Daniel Pereira, que montou um barraco e um fogão improvisado com lata de tinta, grade e pedras encontradas na rua na calçada ao lado do portão de pescados da Ceagesp. Para ele, não é uma novidade, mas Pereira tem se surpreendido com a quantidade de pessoas nos arredores que passaram a utilizar a mesma técnica porque não têm dinheiro para adquirir um botijão.

“Não sou só eu que tô assim, não, viu? Agora mesmo doei oito pallets para uma mulher que mora na frente do portão 3 [entrada da Ceagesp] fazer comida”, diz ao UOL.

Obviamente, não são casos isolados. A contradição gigantesca do lado de dentro e do lado de fora da Ceagesp é um retrato explícito da fome e da miséria no Brasil, um dos principais países produtores de alimentos no mundo. Nos últimos meses, é fácil lembrar da cena impactante de pessoas pobres catando ossos em um caminhão no Rio de Janeiro. Vale recordar, também, das filas para receber doações de ossos em Cuiabá ou das pessoas catando ossos e outros restos nas caçambas do Mercadão em São Paulo. Em Belém, um supermercado passou a vender carcaças de peixe por causa do aumento do preço da carne, assim como um mercado de Santa Catarina que colocou um anúncio de venda de ossos por 4 reais.

Vale destacar, ainda, que a maioria destas pessoas não são mendigos e drogados. São pessoas da classe trabalhadora que seguram a crise nas costas. Milhões perderam sua moradia ou sofrem para pagar o aluguel com um salário mínimo miserável. Outras milhões estão desempregadas e precisam fazer esquemas desumanos para conseguir sobreviver.

Daniel Gonçalves Santos, por exemplo, trabalha todos os dias como ambulante na saída da Estação Ceasa da CPTM em São Paulo para comer um pão com mortadela e pagar o aluguel. Ele já não sabe o que é cozinhar há mais de 2 meses. Já Geisa Estefanini, que mora em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, se arriscou e ​​utilizou álcool no lugar de gás de cozinha por não ter dinheiro para comprar o botijão. Ela teve 30% do corpo queimado e morreu por causa dos ferimentos provocados pela queimadura.

Finalmente, a situação é um desastre em todo o País. A inflação anual está oficialmente a 10% e o aumento exponencial do preço dos alimentos acompanha o aumento no preço do gás, da luz e da gasolina. A população não tem dinheiro para comprar comida e, muito menos, para comprar um botijão de gás que chega a custar mais de 100 reais em diversos lugares.

A questão fundamental do problema, é que essa situação é fruto do golpe de 2016, que impôs, de maneira completamente arbitrária, uma política neoliberal sobre a população. Temer e Bolsonaro seguiram e seguem um programa para entregar tudo que pertence à população brasileira para os banqueiros e empresários do imperialismo. A instauração criminosa do teto de gastos para não gastar nada com o povo, a entrega monstruosa da Petrobras e de inúmeras empresas para a iniciativa privada e o fim da previdência social revelam, junto com outras várias iniciativas dos golpistas, que eles derrubaram o governo do PT e seus programas sociais para vender o País desesperadamente para o imperialismo.

Na pandemia isso ficou ainda mais evidente. Ao invés de lançar um programa para conter o vírus, os golpistas reabriram toda a economia e jogaram a população para morrer nos locais de trabalho e nos transportes públicos. Além disso, Bolsonaro e todos os seus aliados governadores da direita se aproveitaram da paralisia da esquerda, e utilizaram o vírus de pretexto para avançar com seus projetos de privatização e de destruição do País. 

Por isso, sem um verdadeiro auxílio, morrendo de coronavírus e cada vez mais miserável, o povo brasileiro precisa implorar por comida e por lenha na porta do Ceagesp. É preciso ficar extremamente claro que isso é culpa de toda a direita e de todos os golpistas, inclusive daqueles que se dizem opositores de Bolsonaro. São eles os serviçais do imperialismo que lutam para deixar o povo cada vez mais miserável e os imperialistas cada vez mais ricos. 

Agora, para dar seguimento a tal política da fome e do desastre, a burguesia procura levantar um candidato mais limpinho do que Bolsonaro para 2022. A esquerda, bem como toda a classe trabalhadora que ela representa, não podem se iludir em nenhum momento de que os golpistas profissionais do PSDB ou de qualquer outro partido golpista vão auxiliar na luta contra a fome e o fascismo no País.

Não é o momento de se aliar com os inimigos do povo, de chamar eles para os atos ou de depositar alguma confiança em suas instituições. É o momento de tomar as ruas, de denunciar a situação miserável daqueles que precisam saquear supermercados para sobreviver e compreender que a fome é a política dos golpistas e para acabar com ela é preciso varrer todos os golpistas e toda a sua política imperialista criminosa do Brasil.

Contra a miséria, a fome e o desemprego;

Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

Lula presidente já!

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