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Evergrande pode levar a uma crise financeira mundial?

O recuo da economia chinesa e a possível quebra da Evergrande Real Estate podem causar um verdadeiro maremoto que chegará facilmente ao Brasi

Evergrande Group, conglomerado industrial. – Reprodução

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O medo de um possível calote abalou o mercado mundial de ações. Nessa segunda-feira, 20, a dúvida quanto ao futuro da Evergrande Real Estate, empresa do conglomerado privado Evergrande Group, fez com que o preço do minério de ferro fechasse abaixo dos US$100 pela primeira vez em mais de um ano. Com ativos avaliados em cerca de R$1,9 trilhão e vendas anuais de R$ 580 bilhões, a empresa cumpre um papel fundamental na cadeia produtiva mundial, com atuação no setor automobilístico, tecnológico, saúde etc.

Segundo o canal de notícias Bloomberg, a dívida da gigante chinesa, considerando bônus e empréstimos soma US$87 bilhões – isto é, R$466 bilhões, sendo que alguns pagamentos de juros não serão efetuados nesta semana. Em 30 de junho, seu passivo total era de R$1,6 trilhão. Nessa situação, os investidores temem que os problemas financeiros acabem por impactar negativamente os seus fornecedores, clientes e credores financeiros. Com o prognóstico cada vez mais temerário, a bolsa de valores da Europa recuou significativamente e fechou com índices no vermelho. Os dados a seguir dão uma mostra do clima de tensão: Londres (-0,86%), Frankfurt (-2,31%), Paris (-1,74%), Milão (-2,57%), Madri (-1,20%) e Lisboa (-1,62%). Soma-se a isso, a expectativa de desacelerarão do crescimento da economia chinesa.

A questão, no entanto, é mais complexa do que se imagina. O recuo da economia chinesa e a possível quebra da Evergrande Real Estate podem causar um verdadeiro maremoto que chegará facilmente ao Brasil. O principal insumo para a fabricação do aço fechou em baixa de 8,8% no porto de Qingdao, na China, acumulando uma queda no valor de 61% desde a cotação recorde de US$240. Os efeitos dessa crise já podem ser sentidos aqui, visto que houve queda no valor da Vale e das siderúrgicas Gerdau, CSN e Usiminas na bolsa de valores de São Paulo.

O problema é que a Evergrande não tem dinheiro suficiente para finalizar as obras dos projetos residenciais existentes. Sendo assim, a construtora fica impossibilitada de realizar a venda desses imóveis, o que a impede de obter dinheiro e pagar suas dívidas. Para evitar um colapso do mercado como o que destruiu a economia norte-americana em 2008, o governo chinês deve interferir na reestruturação da empresa. Atualmente, a Evergrande corresponde a 2,2% do PIB nominal do gigante asiático, segundo dados do primeiro semestre de 2021.

A companhia ainda não quebrou de vez e, caso isso ocorra, isso pode gerar uma crise como em 2008. Talvez isso não ocorra de imediato, mas pode ser inevitável a médio prazo. Todos estão esperando a reação do governo chinês. E é bem provável que se faça um resgate da empresa, o que evitaria momentaneamente apenas a crise, postergando o que inevitável. Ademais, essa inadimplência é um sinal da desacelerarão da economia chinesa, que já vinha apresentando um recuo significativo. No Brasil, a desvalorização do minério de ferro bruto é de quase 10%, e isso é muito negativo porque foi a venda do minério bruto que sustentou economicamente os governo do PT, por exemplo; então isso seria um golpe enorme contra toda a economia brasileira.

Outro ponto a ser considerado é a respeito da exportação das commodities brasileiras para a China, que, fatalmente, teriam uma drástica redução, afetando muito a economia nacional e colocaria o Brasil na reta da crise. Outras empresas chinesas podem estar na mesma situação, porque geralmente não é apenas uma empresa que está numa situação como essa, mas todo o ramo à qual ela pertence, pois, esse é um dos elos da cadeia produtiva. Por conseguinte, as greves podem se multiplicar na China e o governo pode perder o controle. Essa crise, ademais, poderia ser acompanhada de uma inflação enorme. E a inflação na China afetaria o mundo inteiro de uma maneira muito forte, principalmente o Brasil.

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