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Queda da atividade econômica

Dólar a R$5,68 comprova: governo Bolsonaro “fez muita besteira”

Entre elas: desemprego, moeda desvalorizada, inflação, rebaixamento salarial e o pior "combate" à pandemia no planeta

Alta do dólar é profecia auto realizada para destruição do país – Foto: Paulo Williams

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Há um ano atrás, em 5 de março de 2020, após o dólar sofrer alta de 1,6% indo a R$ 4,653, o ministro Paulo Guedes disse que se continuassem a fazer besteiras o dólar chegaria a R$ 5,00. Após sete pregões a profecia se cumpriu. Apesar dos leilões de venda da moeda estrangeira, feitos pelo governo para tentar reduzir a desvalorização, o dólar atingiu a marca de R$ 5,00.

O pregão da sexta-feira passada (5) encerrou com nova alta de 0,38 %, indo a R$ 5,682. Isso representa aumento de 22% em um ano. Chegou ao patamar de R$ 5,90 após isso, sendo que é o recorde até o momento. Os analistas atribuem a alta ao risco fiscal e aos juros baixos da Selic.

Com taxas de juros baixas, os investidores retiram os dólares aplicados no país e levam para países com juros maiores. Como recentemente o Tesouro Americano elevou a taxa de juros no país, houve aumento do fluxo de investimentos lá. Com a migração dos investidores, a quantidade de dólares no Brasil, diminuiu, colaborando para a alta.

Os analistas ainda dizem que a criação de 379 mil novos empregos fora do setor agrícola colaborou para a política de elevação dos juros pelo Tesouro Americano. E que isso fortaleceu o dólar também em relação às moedas de outros países desenvolvidos, que sofreram queda de 6,8% no ano passado.

E ainda influenciaram a elevação dos índices na bolsa de valores americana, com alta de 1,95% no índice S & P 500, 1,85% no Dow Jones e 1,55% no Nasdaq. Também foi assim com o Ibovespa, que teve alta de 2,22%. 

Na semana anterior o índice havia sofrido queda de 7,1% e por influência da bolsa Americana, semana passada fechou com alta de 4,7%. O Ibovespa acumulou retração de 3,2 % em 2020. Destacam-se a forte alta das ações da Vale, do Bradesco e do Santander.

No caso da bolsa brasileira, a PEC Emergencial aprovada no senado, com teto para o valor do auxílio emergencial, contribuiu positivamente para a elevação dos índices na bolsa.

Como falta aprovação na Câmara, e como Brasília é uma “caixa de surpresas”, as expectativas de redução do valor do dólar ficam comprometidas. Alertam que com fechamentos e aumento do isolamento social e juros mais altos, diminuirão os lucros à frente. Essa é a síntese da matéria do jornal golpista Folha de São Paulo.

O Brasil adotou a política de taxa de câmbio flutuante, ela será definida de acordo com as políticas adotadas pelas empresas e pelo governo, no mercado globalizado, que como sabemos é dominado por empresas monopolistas, e que elas têm poder de controlar todas as cadeias produtivas a seu favor.

A taxa de câmbio em países emergentes sofrem impactos diferentes comparados com os países desenvolvidos. A moeda supervalorizada favorece a importação, resultando em déficit na balança comercial e perda de reservas em dólar.

Por outro lado, a moeda desvalorizada favorece a exportação, mas ao mesmo tempo aumenta a importação de matérias primas, máquinas e equipamentos para fazer frente à produção para o mercado exterior. Ganha por um lado e perde do outro, pois os termos de troca são piores para os países atrasados. Paga-se muito caro pelo que o Brasil importa e vende-se barato a exportação. 

O governo brasileiro não tem política clara de estímulo ao desenvolvimento econômico. Ao contrário, tem se esforçado muito no sentido de quebrar as empresas estatais, e com isso entregar o patrimônio nacional ao capital estrangeiro. 

É o caso da Petrobras, Eletrobras, Correios, etc. e como essas empresas consomem matérias primas de outras empresas, reduzindo sua capacidade de operação, reduzem também a dos fornecedores delas. Reduzindo a atividade econômica no geral.

A política claramente é de entrega do patrimônio nacional, empresas, matérias primas, fontes de energia e tudo o mais ao capital estrangeiro imperialista, o mais barato possível. Foi para isso que a burguesia deu o golpe de Estado de 2016, articulado entre os EUA em conjunto com o Judiciário, os partidos da direita e as demais entidades do regime.

É nesse sentido que a profecia-auto realizada pelo ministro da economia pode ser cumprida. As besteiras não foram poucas. Tanto na economia como no controle da pandemia. Nada fizeram para conter os efeitos altamente nocivos. E assim, retiram a renda dos trabalhadores e transferem para os empresários não só do país, mas para todo o imperialismo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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