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Miséria

Bolsonaro e o PSDB estão matando milhões de crianças de fome

Mais da metade da população vive em estado de insegurança alimentar e 18,8 milhões de crianças de até 14 anos estão passando fome no país

População tenta fazer de tudo para sobreviver – Foto: Reprodução

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O sofrimento do povo não tem fim. Após o golpe de 2016, todas as esferas da vida do brasileiro pioraram e o país se afunda cada dia mais em uma espiral de desgraças, sofrimento e insegurança.

A principal notícia dos últimos meses é a alta da fome e da miséria no Brasil. São cerca de 120 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, mais de 50% do país. Dessas, 20 milhões passam 24h ou mais sem comer e 24,5 milhões não sabem como irão se alimentar ao longo do dia. O número de brasileiros passando fome aumentou em 85% entre 2018 e 2020 — a inflação, o aumento do desemprego, das favelas, a redução real do salário mínimo, a pandemia e diversos outros fatores são parte da rotina da população atualmente.

Na última semana, um vídeo de pessoas em Fortaleza, capital do Ceará, pegando comida de dentro de um caminhão de lixo, viralizou na internet. O vídeo, gravado em setembro desse ano, foi registrado por um motorista de aplicativo que passava no local, que afirmou que tudo ocorreu atrás de um supermercado. 

De acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, o nordeste apresentou o maior número absoluto de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, contabilizando 7,7 milhões de pessoas nessa situação, em comparação com os 19 milhões no país inteiro. Segundo o Ministério da Cidadania, só no Ceará são cerca de 1 milhão de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, com renda mensal total de no máximo R$ 89.

Essa situação se soma às recentes fotos virais de pessoas recebendo doações de restos de carnes e ossos no Rio de Janeiro e em Cuiabá, no Mato Grosso (maior Estado produtor e exportador de carne bovina do Brasil). Os dados também são complementados pela pesquisa da Fundação Abrinq, que afirma que 18,8 milhões de crianças de até 14 anos estão passando fome no Brasil — dessas, pelo menos 9 milhões vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita mensal de no máximo R$ 275. De acordo com uma pesquisa da UFSCar, de julho deste ano, 1 em cada 3 crianças brasileiras apresenta um quadro chamado anemia ferropriva, que ocorre devido à falta de ferro no organismo.

Neste cenário tivemos a destruição de programas que, por mais que não fossem a solução, ajudaram muitos brasileiros a pelo menos não passar fome: o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos e, no caso da pandemia, o auxílio emergencial. Bolsonaro e toda direita são responsáveis pela miséria do povo  — o auxílio e o bolsa família, juntos, rendiam cerca de R$ 800 por mês, o que, apesar de ser pouco, ainda é mais útil do que os R$ 400 propostos por Bolsonaro para o “Auxílio Brasil”. 

Deve-se considerar que Paulo Guedes, outros integrantes da equipe neoliberal do governo e a burguesia só aceitam um auxílio de no máximo 300 reais, evidenciando o caráter fascista dos capitalistas, que sequer aceitam migalhas para a sobrevivência da população, enquanto Bolsonaro só o faz com a exclusiva finalidade de angariar votos nas eleições de 2022.

Esse choque de interesses acabou por gerar uma crise interna no governo, uma luta de hipócritas, demagogos, fascistas e golpistas cujos objetivos servem apenas a si mesmos e/ou ao imperialismo e aos banqueiros, em suma, a todos os causadores das desgraças que assolam a população brasileira e mundial.

É fato que o governo tem sim condições de oferecer muito mais do que isso, mas todos os fatos citados acima deixam claro que, se depender da “boa vontade” dos banqueiros e de Bolsonaro, o povo morrerá na miséria. Bolsonaro e os que dizem ser seus opositores não passam de capachos dos banqueiros, são seus serviçais, o que faz com que roubem o dinheiro do povo para dar aos capitalistas, deixando o povo na fome e na miséria.

O país voltou à Idade Média. A fome é predominante na população, a miséria é generalizada, uma doença perigosa assola o país — até mesmo uma epidemia de diarreia está se desenvolvendo no Rio Grande do Sul (estado de Eduardo Leite, do PSDB), atingindo sobretudo crianças menores de 5 anos de idade.

Apenas o povo pode reverter essa situação. Não se pode esperar até as eleições, apenas a mobilização popular, que exige a queda de Bolsonaro e de todos os golpistas da direita, será efetiva e benéfica para o povo. Além disso, é necessário exigir a reversão de todas as privatizações, um auxílio de pelo menos um salário mínimo, um salário mínimo digno, um programa emergencial contra a fome que seja ainda mais abrangente e profundo que o Bolsa Família, a geração de empregos, etc.

Por sua vez, a esquerda ─ que só pensa em eleições ─ precisa enfatizar isso no seu programa eleitoral, garantir e se unir na candidatura de Lula, e um governo da esquerda, dos trabalhadores, deve assumir esse compromisso como obrigatório.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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