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Mais uma chacina

PM executa 26 pessoas em nova chacina em Minas Gerais

Em tese, uma ação policial bem sucedida deveria identificar os supostos criminosos sem ceifar vidas. Na prática, a polícia é uma máquina cuja finalidade é assassinar a população.

Policiais carregam o corpo de uma pessoa morta em chacina ocorrida na Favela do Jacarezinho, este ano. Também 25 pessoas foram mortas neste massacre. Mais um exemplo da matança promovida pelo estado capitalista. – Foto: Ricardo Moraes, REUTERS.

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No último domingo, dia 31, uma operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) teve como resultado o assassinato de 25 pessoas em Varginha, Minas Gerais. Segundo informações dadas pelos órgãos policiais participantes da operação, a chacina aconteceu por que as pessoas mortas pertenciam a uma quadrilha de roubo a bancos. 

Segundo relatos unilaterais apresentados pelas polícias conjuntas na operação, aconteceram dois momentos de confronto entre os policiais e os suspeitos de organização de quadrilha. Em ambas as situações, segundo a polícia, seus agentes foram atacados e reagiram, matando todos os presentes e sem nenhum policial ser ferido: narrativa clássica da polícia para legitimar assassinatos arbitrários.

Diante dos fatos, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais anunciou que acionará o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública a fim de investigar os detalhes desta operação. Entretanto, não há razões para ter esperanças aqui, afinal, a prática de massacres advindos da polícia não é novidade e as instituições que representam a justiça validam tais carnificinas, mesmo quando supostamente deveriam investigar e apontar os responsáveis pela matança. 

Em tese, não deveria ser função oficial da polícia assassinar pessoas. Também em tese, uma ação policial bem sucedida deveria identificar os supostos criminosos sem ceifar vidas. Mas na prática, a polícia é uma máquina cuja finalidade é assassinar a população. E não é incomum encontrar exemplos de juízes e promotores que apresentam razões e justificativas absurdas para absolver agentes da segurança pública abusadores de seus poderes que viram no cidadão um alvo certo para a mira do revólver. 

A população, por outro lado, não pode se defender de tais agentes. Se você, leitor, for abordado em algum momento por um policial que decida lhe agredir, lhe assassinar e/ou criar falsas provas para lhe incriminar, a sua reação seria considerada desacato à autoridade, não importa quão abusivo o policial seja. Em outras palavras, com o estado burguês armado até os dentes contra a população, o povo não pode nem pensar em questionar esse monopólio bélico e a classe trabalhadora ainda é vítima de discurso anti-armamentista, o que a deixa totalmente vulnerável frente à violência policial. 

A prática policial de realizar execuções aleatórias de pessoas e noticiar suas ações como respostas a ataques previamente sofridos não é novidade. A verdade é que assim como a instituição polícia é a mão executora do estado especializada em ceifar inúmeras vidas, ela também é especializada em criar falsas provas para incriminar pessoas. O preto, o pobre, o favelado são alvos fáceis, isto é, pessoas que não possuem muita importância na sociedade burguesa capitalista do Brasil. Estas pessoas podem ser assassinadas por policiais sem razões aparentes e todas elas ‘viram’ traficantes ou ladrões de acordo com os relatos policiais. 

Mesmo no caso desta quadrilha de roubo a bancos, a polícia, como instituição defensora do estado capitalista, fará de tudo para preservar suas instituições, os bancos, as grandes corporações. As 25 pessoas assassinadas serão usadas como troféus de um suposto ‘combate a criminalidade’, para preservar bancos que lucram infinitamente enquanto a população passa fome. Mas certamente os chefões desta quadrilha jamais serão identificados, afinal, o importante é matar os mais vulneráveis e usar tais mortes como propaganda anticriminalidade, antidroga e afins. 

Comunidades pobres inteiras sofrem com chacinas, com ações policiais de ‘caça a criminosos’, que, na verdade , é caça aos vulneráveis. Nestas ações, dezenas de moradores são dizimados, assassinados. E não raro nenhum policial sai com um arranhão, sem nenhum ferimento. A regra é simples: a polícia diz que houve troca de tiros, que aconteceu algum confronto e que, portanto, foi preciso uma reação enérgica. Entretanto, a conta destas histórias nunca bate, afinal, quais confrontos são esses em que dezenas de pessoas são ceifadas, mas nenhum policial morre ou é ferido? 

Esta típica desculpa policial não engana ninguém e apenas reforça o que a classe trabalhadora já sabe: pior do que um marginal ou um criminoso, só mesmo um policial educado pelo Estado para identificar o cidadão como inimigo e treinado para assassinar pessoas em defesa de órgãos e empresas que geram lucro ao sregime. Por esta razão, defendemos que a extinção da polícia burguesa é etapa essencial para a instauração do socialismo. A existência da polícia opressora e assassina é incompatível com uma sociedade revolucionária.

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