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Política direitista

Bahia tem pior taxa de vacinação e política ditatorial é culpada

A vacinação completa 10 meses com taxa de vacinados ainda muito baixa, mas a culpa é sempre do povo

Rui Costa, tem sempre à mão a política que a burguesia quer. – Foto: reprodução.

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O Brasil está chegando a mais um fim de ano sob a pandemia do coronavírus e a situação se mostra longe de estar resolvida. A vacinação teve início em meados de março mas, boa parte da população ainda não foi vacinada.

Na Bahia, o Estado mais rico do Nordeste, a situação é uma das piores do País. Conforme dados da Secretaria Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no momento, o Estado soma apenas 49% da população vacinada (com as duas doses ou dose única), ou seja, cerca de 7,3 milhões de pessoas dos seus 15 milhões de habitantes. Dos 417 municípios, 261 ainda não chegaram nem a 50% neste índice e há ainda 83 municípios que a vacinação não atingiu nem 20% da população.

Segundo a Sesab, as informações não são precisas pois há municípios que não estão informando regularmente a quantidade de vacinados. Nas prefeituras, há secretários que afirmam problemas no sistema para inserir os dados, falta de pessoal para atender a demanda da vacinação e de gestão das informações e, ainda, de prazo de vencimento de vacinas, o que obriga as equipes de saúde a montar uma operação de emergência para não perder o prazo de aplicação das vacinas.

A situação de falta informações, desorganização do processo e falta de pessoal é o mesma que existe desde o início da pandemia, quando faltaram médicos e técnicos de saúde para atender nas UPAs e em vários hospitais da capital e do interior, fatores principais na superlotação das unidades de saúde, juntamente com a falta de leitos. Isso sem falar na completa ausência de testagem em massa.

Política da direita é a política determinada pela burguesia

Como dito acima, os problemas concretos enfrentados para o avanço da imunização da população são os mesmos enfrentados durante o “combate” à disseminação do vírus. Falta de pessoal, de leitos, de testes, até de medicamentos. É claro que muitos desses problemas ocorreram em todo o país, principalmente porque foi resultado, em parte, da política de disseminar o vírus propositadamente do governo Bolsonaro. Entretanto, não é possível isentar os governantes locais, leia-se o governador Rui Costa, de responsabilidade por estes fatos. Principalmente por tocar, quase sempre, uma política idêntica à dos governos da direita, como de João Doria, Zema, Paes, Leite etc.

E, além das políticas econômicas e de administração do Estado dentro da lógica neoliberal, a mais aparente e que vem cada vez mais se destacando no governo estadual é a repressão contra o povo.

Ela se inicia com a parte ideológica, com a propagação diária de um discurso de responsabilizar as pessoas pela sua própria desgraça. Diariamente, desde o início da pandemia Rui Costa insistido no discurso de colocar a culpa da disseminação do vírus nas pessoas, nas suas “atitudes irresponsáveis”, de “não respeitar as orientações médicas e dos governantes” etc. Uma política tipicamente da direita e que tem finalidades muito claras. Primeiro, isentar os governantes de responsabilidade e depois justificar a repressão violenta.

Todos os dias em seus programas, entrevistas e discursos o governador não deixa de colocar como ponto principal de suas falas “a falta de responsabilidade das pessoas”. Porém, isso é uma técnica política velha da direita, utilizada por décadas por políticos oligarcas, de buscar ressaltar suas poucas ou nenhuma ações concretas e buscar um bode expiatório para o problema e nada melhor para a burguesia do que culpar o próprio povo. Vez que, dessa forma se justificam a falta de investimentos em saúde, em contratação de pessoal (concursos), de aquisição de equipamentos etc. Ou seja, tudo poderia melhorar milagrosamente com uma “mudança de atitude” das pessoas. Um discurso tão demagógico, quanto criminoso.

Deveria ser algo absolutamente claro para qualquer governante, muito antes de se candidatar ao cargo, quais são os problemas reais de sua população, o que inevitavelmente inclui um baixo nível de escolaridade, de acesso atendimento hospitalar, ainda mais na região nordeste. Mas, parece que o governador se candidatou para comandar alguma província da Holanda, da Bélgica ou Suíça aonde estes problemas foram resolvidos há centenas de anos.

Outro ponto desta política, a sua decorrência é a violência brutal contra a população mais pobre. Desenvolvendo o argumento de que são as atitudes das pessoas as culpadas pela disseminação do vírus e sua manutenção, é possível reprimir qualquer ato como festas de largo, paredões, idas à praia, isso pra ficar na repressão oficial, sem contar os assassinatos a sangue frio cometidos pela PM nas periferias. Novamente, é uma política típica da direita pois é a que melhor atende aos interesses da burguesia em termos da manutenção dos seus interesses econômicos, ou seja, é muito mais barato aparelhar a PM, uma máquina de matar preto e pobre, do que investir em propaganda de conscientização sobre a vacinação, investir em milhares de pontos de vacinação – um em cada esquina por exemplo, nos locais de trabalho, nos postos, nas padarias, nos mercadinhos – montar toda uma rede de informação e de vacinação das pessoas. Assim como não foi feito com o “controle da pandemia” aonde testes em massa e contratação de milhares de médicos e técnicos de saúde seriam itens essenciais.

A solução é a repressão?

Estamos chegando ao final de 2021 com a pandemia ainda matando dezenas de pessoas todos os dias, no Estado, praticamente todas atividades econômicas estão funcionando sem qualquer tipo de restrição, isso na prática, independente do que se coloque “no papel” nos decretos, os grandes capitalistas pressionam cada vez mais para que festas de grande porte, como o carnaval e o réveillon, sejam realizadas, mas o enquanto governantes e capitalistas acertam os termos de como colocar em prática, o que vem aumentando de fato é a repressão.

A cada mês Rui Costa anuncia mais viaturas, mais equipamentos para a PM e o número de mortes pela organização só cresce. Recentemente o governador decretou a proibição das festas conhecidas como paredões, por supostamente gerar aglomerações. Porém, como é sabido, aglomerações em condomínios de luxo, em zonas boêmias como a Barra e o Rio Vermelho, em boates e casas de show nos setores de classe média passam incólumes a qualquer tipo de repressão do Estado.

Aqui é preciso deixar muito claro, não é esse tipo de política direitista e fundamentada nos ataques à população, que farão com que a população reeleja um candidato do PT nas próximas eleições. Muito pelo contrário, o eleitor baiano ao ver o cenário com ACM Neto, João Roma (Bolsonaro) e Jaques Wagner (PT) não vê nenhuma representação dos interesses dos trabalhadores, de uma política que seja dissociada do Carlismo ou do Bolsonarismo.

Um governo minimamente democrático, deveria neste momento de crise sanitária e econômica – com recordes de desemprego e uma inflação descontrolada – se pautar por garantir os direitos democráticos da população e não atropelá-los. Campanhas educativas, programas de informação e orientação médica e social, ampliação do debate sobre as dúvidas e até mentiras que circulam pelas redes sociais, deveriam estar sempre em primeiro lugar no método de como decidir e aplicar determinada política pública.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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