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Vacina para poucos

Comandante da PM do DF é exonerado por furar a fila da vacina

Situação que não deve ser exclusividade do DF, acontece pois se trata de um militar com alto cargo na esfera burocrática do Estado, utiliza influência para usufruir de privilégios

Comandante-geral da Polícia Militar do DF, Julian Rocha Pontes – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

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Foi publicado na sexta-feira (2), no Diário Oficial do Distrito Federal, a exoneração do Coronel da Policia Militar Julian Rocha Pontes, de 47 anos, após ter furado a fila de vacinação contra a covid-19, juntamente com outros dois oficiais. Pela programação do plano de vacinação do governo do DF, a imunização das forças de segurança deve começar pelos agentes que estão na linha de frente, trabalhando nos postos de saúde onde está ocorrendo atendimento e aplicação da vacina.

Em relação aos outros dois oficiais que também furaram a fila da vacinação, que estão em cargos administrativos dentro da instituição, a imunização deveria acontecer somente após serem vacinados os PMs que estão nas ruas. No entanto, caberá ao novo comandante se estes serão também exonerados ou não. Esse tipo de situação, que não deve ser exclusividade da Distrito Federal, acontece porque se trata de um militar que ocupa alto cargo na esfera burocrática do Estado, assim acaba usando a influência para usufruir de privilégios para si próprio.

Segundo o G1, Pontes afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade. “Não houve [irregularidade]. Eu não furei fila. Tomei as remanescentes. Não desobedeci a critérios da vacinação. Tomei… Após aquelas sobras depois das 17h”. Julian Rocha ressaltou ainda que tomou a dose remanescente sob “a coordenação de um funcionário da Secretaria de Saúde”. Porém, mesmo as sobras (xepas) das vacinas, estas estão condicionadas aos militares que trabalham na linha de frente do combate ao coronavírus.

Após  o início da pífia vacinação no Brasil já são centenas de denúncias sobre furadores de fila da imunização. E para surpresa de ninguém a maioria são burocratas da burguesia, políticos, empresários, militares e etc.  Segundo matéria publicada na Revista Piauí, em 24/03, empresários de Minas Gerais, a maioria ligada ao setor de transportes, compraram vacinas junto à Farmacêutica Pfizer e promoveram a vacinação de seus grupos familiares e de alguns políticos e amigos do mesmo estado.

Outra situação curiosa que demonstra os privilégios da burguesia, que desfruta dos melhores hospitais e médicos, o que não acontece com a maioria da população, abandonada à morte nas filas dos hospitais. O Congresso aprovou no início do mês passado autorização para que as empresas pudessem comprar por conta própria vacinas para suspostamente imunizar seus funcionários. A medida leva em consideração que enquanto não terminar a imunização de todas as pessoas dos grupos prioritários essas vacinas compradas devem ser destinadas 100% ao SUS.

Na próxima semana, após pressão dos empresários, o Congresso deve modificar essa medida e facilitar para que essas vacinas que seriam para o SUS sejam destinadas para pessoas de escolha dos empresários. Na prática ,os empresários querem decidir quem eles vão vacinar, furando fila e assim passando na frente dos grupos prioritários ou até mesmo vender ilegalmente doses do imunizante, o que é um verdadeiro absurdo.

É importante deixar claro que toda vacina e a vacinação da população brasileira, desde a compra à garantia de aplicação, deveria ser inteiramente de responsabilidade e estar totalmente nas mãos do Estado. Nenhum centavo e nenhum beneficio deveria ser dado ao setor privado. Todo o sistema de saúde deveria ser estatizado para servir aos interesses da população, porque o que vemos hoje é que muitos hospitais públicos estão lotados e não tem recursos, insumos, leitos, profissionais e etc. portanto deveria se estatizar todos os hospitais e colocar sob o controle do SUS.

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