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Transporte coletivo

A farra das empresas de ônibus com dinheiro público

Capitalistas das empresas de ônibus faturaram centenas de milhões de reais em meio à crise do coronavirus

Campanha do “Fique em Casa” não serviu à classe operária que foi obrigada à se aglomerar nos ônibus – Foto: Reprodução

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Durante toda a pandemia, os capitalistas do transporte esbanjaram dinheiro e obviamente enriqueceram, por um lado diminuíram as frotas de ônibus em circulação, mantendo um nível absurdo de lotação nas unidades que estavam nas ruas, por outro ainda receberam subsídios de valores estratosféricos. Somente entre os meses de março de 2020 a agosto de 2021, as empresas de transporte coletivo receberam da Prefeitura de São Paulo cerca de R$ 869,6 milhões  com a desculpa de que esta verba era para compensar a frota parada por conta da pandemia de coronavirus.  

As empresas de transporte coletivo da capital paulista foram beneficiadas pelo discurso do fique em casa (apenas discurso), pois, como toda a população sabe, a imensa maioria dos trabalhadores não foi dispensada do trabalho nas grandes indústrias, na área de serviços e no comércio, apesar disso os capitalistas manipularam os dados e dizem que tais valores eram necessários para pagar despesas fixas, como salários, benefícios e encargos sociais dos funcionários das empresas de ônibus, e as despesas administrativas e de capital dos veículos, amparados em portaria assinada em 17 de abril de 2020 pelo então secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.  

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Em todo o período em que o pagamento foi feito, cerca de 18% da frota de ônibus, em média, ficou paralisada: 2,3 mil veículos, o que comprova o crime dos capitalistas, mostrando que além dos cofres cheios eles tem suas mãos cheias de sangue com o genocídio da população. Pois se todos os ônibus estivessem nas ruas durante a pandemia, a aglomeração em cada um dos ônibus em circulação seria em média 18% menor também. Assim como os capitalistas economizaram insumos e combustível na mesma proporção, mas continuaram em conluio a se beneficiar da farra de dinheiro público distribuído para os magnatas do transporte. O governo fascista do PSDB e capitalistas estavam juntos na política de beneficiar a burguesia dos transportes coletivos. E continuam mais do que unidos, pois já em novembro o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que seria “quase impossível não reajustar o preço da tarifa em 2022”, em razão da inflação acumulada desde janeiro de 2020. 

Segundo a SPTrans: “É importante salientar que a remuneração não foi feita para a frota ficar parada”, mas “para pagar as despesas com o pessoal afastado” e os “custos fixos dos veículos”. O estranho é que agora que tais informações organizadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vem à tona, mostra-se também que não houve nenhum interesse dos governos capitalistas em fiscalizar as garagens das empresas de ônibus em São Paulo. 

Para beneficiar ainda mais os capitalistas, o contrato com as empresas que prevê pagamento mesmo com a frota parada ainda não estava em vigor no início da crise do covid-19. Este modelo foi mudado durante um período de transição entre o que já tinha antes, baseado no número de usuários, e a nova situação com parcela da frota nas garagens. Nessa transição, o contrato estabeleceu formato híbrido, que considera tanto o número de usuários quanto o custo de serviço. Com a publicação da portaria em abril de 2020, o híbrido continuou valendo para a frota que funcionou durante a pandemia, enquanto a fórmula de custo foi aplicada para os ônibus parados, como vemos beneficiando enormemente os capitalistas, enquanto faltavam ônibus nas ruas e a população assim como os trabalhadores do transporte se contaminavam e passavam a fazer parte da estatística do genocídio brasileiro, no qual São Paulo era um dos carros chefes na política de morte. 

De acordo com o coordenador de Mobilidade do Idec, Rafael Calábria, é como se houvesse dois subsídios com modelos diferentes durante a crise sanitária, “O sistema já era subsidiado, e uma remuneração especial foi criada durante a pandemia. É importante que a base seja apenas o custo da operação, e não o usuário”. 

O aumento das passagens do transporte coletivo fará com que um contingente ainda maior de pessoas deixe de pegar ônibus, assim como também empobrecerá ainda mais a população em meio a toda a crise capitalista. 

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