Menu da Rede

250802320 258128813036955 7728375420432779389 n

Ativistas da esquerda de todo o País vão a SP no dia 12/12

  • Capa
  • Cidades
  • 80% das mortes em São Paulo acontece nas periferias

A maioria do povo é excluída

80% das mortes em São Paulo acontece nas periferias

Vivendo à margem e na periferia, o povo sobrevive à falta de saneamento básico, à miséria e à pandemia, mas tem a vida curta.

O contraste entre a enorme quantidade de construção de casas mal acabadas da periferia e os altos e luxuosos prédios do centro. – Foto: DW

Receba o DCO no Email

80% das mortes por COVID-19 são provenientes dos bairros mais pobres da cidade de São Paulo, pois são esses os que mais sofrem com a falta de políticas públicas de defesa dos interesses dessa população de menores recursos, e que se torna presa fácil de qualquer que seja a mazela social que os atinja. É claro que, se o governo não tem uma política pública condizente com essa situação, que lida com pobres e miseráveis, não resta a menor dúvida de que serão presas fáceis em situações como essas. 

Mas o fato é que até o empresariado precisa equilibrar bem essa tendência ao morticínio, encaminhado pela falta de políticas públicas, com a necessidade de reposição de mão de obra necessária para baratear o valor da força de trabalho empregada na indústria, e alimentar o exército de desempregados utilizados para esse fim. E, na medida em que o número de óbitos na periferia cresça como de fato cresceu, estimando-se em 50% desde janeiro até março deste ano, alguma coisa a burguesia vai ter que fazer para não deixar que isso extrapole os limites que a prejudique nesta conta.

Com o crescimento do número de óbitos, tornou-se necessário aparelhar, minimamente, os hospitais que recebem a população carente. Mesmo assim, a situação é levada ao limite para que o balanço aconteça, e o avanço acaba por coincidir com a lotação nas unidades de saúde das regiões. O número de mortes nos bairros mais afastados dobraram em relação aos mais próximos do centro da cidade nos últimos dez meses.

Sapopemba, Brasilândia, Grajaú, Capão Redondo e Campo Limpo, são bairros que lideram essa conta que considera o número de mortos. Na UPA do Campo Limpo, localizada na zona sul da capital paulista, são recebidas muitas reclamações de demora para o atendimento, onde, totalmente lotada, ela já conta com 23 pacientes internados e 15 entubados.

Há uma diferença abismal na qualidade de vida e na garantia de direitos dos habitantes de São Paulo, que, apesar de morarem na mesma cidade, vivem realidades completamente diferentes. A saúde é mais um índice que nos alerta para o Mapa da Desigualdade.

Publicado anualmente desde 2012, o estudo organizado pela Rede Nossa São Paulo analisa 53 índices de várias áreas da administração pública nos 96 distritos da capital, e determina o nível desta desigualdade.

Na Cidade Tiradentes, por exemplo, extremo leste de São Paulo, em 2018, a média de idade com que as pessoas morreram foi de 57 anos. Em Moema, sofisticado bairro da zona sul, a média foi de 80 anos. Uma diferença de 23 anos em duas cidades relativamente próximas.

Ainda de acordo com o levantamento, a proporção da população negra e parda nas diferentes regiões da cidade também é muito desigual. Enquanto no bairro Jardim Ângela 60% dos moradores são negros e pardos, o índice de pessoas negras é de apenas 5,8% em Moema.

Outro dado apresentado pelo Mapa da Desigualdade se refere à proporção de favelas em comparação com o total de domicílios. A Vila Andrade é o distrito com o maior percentual de favelas (49.2%). A região tem a maior disparidade socioeconômica do município. Lá onde vivem famílias tanto de alta renda quanto de baixa renda. 

A média da capital é de 8.2. Em outros 11 distritos como Perdizes, Alto de Pinheiros e Consolação, não existem favelas.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada no fim de outubro, a oferta de postos de trabalho informais disparou e bateu o recorde da série histórica e atinge 38 milhões de pessoas. O número representa 41,4% da força de trabalho brasileira.

O Mapa da Desigualdade em São Paulo mostra como a cidade está incluída neste retrocesso e que a grande maioria das pessoas que se encontram nesta situação moram nas regiões periféricas. 

Como de praxe, a  burguesia espera que a situação chegue ao limite, quando já muitos foram prejudicados e morreram, e o sistema  entra em colapso, para pensar em fazer algo. E, como isso é muito perigoso para ela, já que beira o ponto em que o povo se rebela por causa de tanta desgraça, então ela primeiro se prepara para conter o povo e uma possível rebelião, para, só depois, pensar em reparar o mal de toda essa desgraça. E, mesmo assim, não descarta esperar o máximo para ver se a situação se ajusta sozinha, como vem sendo o caso em que se espera que e a resposta da estratégia do emprego da imunidade de rebanho, sem a vacina e sem hospitais aparelhados, seria positiva, e, mesmo que pagando o preço de muitas mortes, no final, a cura da pandemia aconteça sem nenhum esforço ou gasto.

Como se pode ver, o Brasil está chegando perto de uma provável rebelião, que é o que resta e é o que preocupa a burguesia. À esquerda cabe o papel de preparar a classe trabalhadora e o povo para superar o tratamento desumano que lhe é dispensado, não só pela falta de saneamento básico e de atendimento médico e hospitalar, mas também de emprego e renda, para assumir, de uma vez por todas, o controle da situação que a possibilite ter saúde e uma vida digna com trabalho e renda. O que só será possível com a derrubada do governo ilegítimo de Bolsonaro e da burguesia que o apoia.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores

DCO

O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Outros

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.